Sedentarismo infantil

O sedentarismo infantil diz respeito à redução ou ausência de atividade física na infância, maioritariamente também relacionado com maus padrões de alimentação.

O sedentarismo infantil diz respeito à redução ou ausência de atividade física na infância, maioritariamente também relacionado com maus padrões de alimentação.

Segundo os estudos de Orti e Carrara (2012) revendo a literatura acerca do sedentarismo infantil, conseguimos perceber que o mesmo diz respeito, essencialmente à ausência ou então à redução de atividade física na infância.

Existe um determinado número de calorias não perdido (2.200) considerado oficial para que a pessoa possa ser considerada sedentária, ainda que não tenha de ser, obrigatoriamente, através da prática de desporto propriamente dita (Orti, & Carrara, 2012).

Para além do número de calorias a mais, consumido sem que haja atividade física necessária, alguns estudos falam sobre os padrões de alimentação destas crianças, que nos levam a considerar fundamental que haja mudanças nos mesmos, uma vez que, aliados ao dito sedentarismo, provocam graves sequelas no seu desenvolvimento (Batista, Paulino, & Calheiros, 2007).

A grande preocupação que se associa ao sedentarismo infantil, é o facto de que a falta de atividade locomotora vai ser traduzida em tornar outros órgãos e sistemas que são utilizados na atividade física, cada vez mais disfuncionais (Orti, & Carrara, 2012).

No caso dos músculos esqueléticos, os mesmos entram mesmo em atrofia nas fibras musculares, o que faz com que, diante da gravidade que o sedentarismo infantil acarreta, seja necessário estimular as crianças à atividade física contínua desde a infância, para tal, tornando a importância da mesma como uma causa de saúde pública (Orti, & Carrara, 2012).

Aliada ao estímulo da atividade física, alguns estudos mencionam ainda a reeducação alimentar destas crianças, juntamente com a ocupação dos seus tempos livres em hábitos mais saudáveis, tais como a prática de desporto, em detrimento de outros comportamentos mais sedentários, tais como por exemplo, ver televisão (Batista, Paulino, & Calheiros, 2007).

É importante referir, de acordo com Orti e Carrara (2012) que quando falamos de sedentarismo infantil, tratamos de um problema associado a todas as classes sociais, ou seja, não depende do nível sócio-económico (nse).

Conclusão

O sedentarismo infantil está relacionado com a falta ou redução na atividade física e com os padrões errados na alimentação. Ocorre em todas as classes sociais e cada vez mais, devido, principalmente, ao facilitismo e evolução nas tecnologias que fazem com que as crianças passem mais tempo agarradas aos ecrãs, pelo que é importante investir em programas tanto de reeducação alimentar com em programas que estimulem atividades físicas.

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References:

  • Batista, Maria Toscano, Paulino, Paula, & Calheiros, Manuela. (2007). O “Jogo dos Alimentos”: Mudança atitudinal face à alimentação e ao sedentarismo em crianças do 1.º Ciclo. Análise Psicológica, 25(2), 257-269. Recuperado em 17 de maro de 2019, de http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0870-82312007000200007&lng=pt&tlng=pt.
  • Orti, N.P., & Carrara, K. (2012). Educação física escolar e sedentarismo infantil: uma análise comportamental. Arquivos Brasileiros de Psicologia, Rio de Janeiro, 64 (3): 35-56, 2012. Disponível em https://repositorio.unesp.br/handle/11449/73965?show=full
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