Identidade Etária

A idade é importante para as sociedades, grupos, e indivíduos (Settersten, 2003). Por exemplo, a idade subjaz à organização familiar, às instituições e organizações educativas, laborais, e centradas no lazer.

A idade é importante para as sociedades, grupos, e indivíduos (Settersten, 2003). Por exemplo, a idade subjaz à organização familiar, às instituições e organizações educativas, laborais, e centradas no lazer. Inúmeras leis e políticas estruturam os direitos, responsabilidades, e legitimidades, consoante a identidade etária. Membros de uma sociedade podem partilhar ideias informais sobre a idade e as mudanças que ocorrem entre o nascimento e a morte, sendo que os indivíduos aplicam estas ideias à organização das suas vidas. A idade é igualmente um factor determinante nas interações quotidianas, na medida em que influencia o tipo de discurso utilizado.

Do mesmo modo, a idade está também associada a inúmeros aspetos do self, como a identidade etária, isto é, o modo como os indivíduos se sentem e se pensam a si próprios. A subjetividade enquanto identificação identitária foi uma pesquisa especialmente ativa e desenvolvida a partir dos anos 60 até aos anos 80, recebendo uma atenção insuficiente contudo. Variadas facetas da identidade etária foram exploradas, como o sentimento individual, o aspecto, o acto (papéis sociais e atividades; interesses e hobbies; capacidades funcionais), e o pensamento (atitudes e valores; dispositivos intelectuais).

A pesquisa neste âmbito examinou também a forma como os indivíduos se identificam ou se classificam relativamente a grupos maiores, e também como se comparam referentemente aos estereótipos tradicionalmente associados à faixa etária em questão. Sem esgotarmos os resultados alcançados, aludimos à substancial exploração dos julgamentos individuais sobre o mais desejável em cada fase etária.

Geralmente, a pesquisa nesta área concentrou-se na fase final da vida dos indivíduos, medindo um ou outro tipo de identidade etária como uma variável dependente de um único item, e posteriormente examinando correlatos consoante três categorias: o físico, o psicológico, e o social. Grande parte dos estudos incluiu o género, a idade cronológica, e por último, medidas (ainda que imperfeitas e inacabadas) concernentes à saúde física, bem-estar psicológico, educação, e rendimento. Outros tantos factores como o estado civil, estatuto profissional, transição para a viuvez ou reforma, número e idade dos filhos e netos, foram também considerados em estudos isolados.

Uma grande parte destes estudos tem sido realizada principalmente nos Estados Unidos da América, pelo que permanece como desafio aprender e apreender a variabilidade cultural dos significados atribuídos à identidade etária experienciada. Por fim, nas últimas décadas tem-se assistido a uma alteração dramática na estrutura e conteúdo do curso de vida. Estas transformações exigem uma renovada atenção à identidade etária subjetiva entre outros fenómenos relacionadas com a faixa etária nas sociedades contemporâneas, como as normas etárias, as imagens concebidas consoante a idade, e os estereótipos, assim como as fronteiras dos diferentes períodos de vida individual.

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References:

Settersten, R. A., Jr. (2003) Age Structuring and the Rhythm of the Life Course. In: Mortimer, J. & Shanahan, M. (Eds.), Handbook of the Life Course. Kluwer Academic/Plenum, New York, pp. 81 98.

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