Ansiedade escolar

Ansiedade escolar diz respeito à dificuldade em estudar e elaborar as atividades académicas de forma saudável, o que traz consequências físicas e psicológicas.

Ansiedade escolar diz respeito à dificuldade em estudar e elaborar as atividades académicas de forma saudável, o que traz consequências físicas e psicológicas. Na maioria dos casos, devido ao foco nos resultados.

A ansiedade escolar, aliada ao stresse, não são exclusivos da fase adulta, já que, segundo Valério (2017) os jovens também passam por situações desafiantes e exigências na escola que podem provocar crises de ansiedade. Os cenários potenciadores de ansiedade escolar prendem-se com matérias mais complexas, cargas horárias, relação entre professores e alunos, avaliações e notas, entre outros (Valério, 2017).

Nesta linha teórica, também Cabral (2015) observa que cada vez a ansiedade escolar se torna mais comum devido à forte competitividade sempre colocada em prática na maioria das instituições escolares e por toda a comunidade escolar.

Em algumas situações, o facto de estar perante uma situação de ansiedade, pode ser muito positivo porque impele o jovem a agir e a ir à luta, contudo, em outras situações, a ansiedade escolar pode causar bloqueios graves, tornando o indivíduo disfuncional (Valério, 2017).

Quando se fala em ansiedade escolar do foro patológico, o jovem sofre graves crises em todas as áreas como preocupação crónica, queixas de dores sem compreender nem explicação do motivo, alterações de humor, irritabilidade, perturbação do sono e, em muitos casos extremos, recusa em ir para a escola (Valério, 2017).

A função dos pais é muito importante para controlar níveis patológicos de ansiedade, sendo focadas, quase invariavelmente, na gestão das exigências, isto é, evitar exigir perfeccionismos e parar de se focar apenas nos resultados (Valério, 2017).

Alguns estudos indicam que as horas a fio de estudo que alguns alunos passam devido à necessidade de obter bons resultados, leva a um muito maior desgaste e traz consequências físicas bastante negativas como dores de cabeça, dificuldades de concentração e perturbação de sono (Cabral, 2015).

Neste tipo de cenário, encontramos a forma mais tendenciosa para gerar crises de ansiedade escolar devido ao despoletar de pensamentos negativos acerca da própria performance e, consequentemente, baixo rendimento e depressão (Cabral, 2015).

De acordo com Valério (2017) quando os pais desvalorizam e repreendem em demasia, devido a uma nota menos boa, podem gerar baixa autoestima e sensação de incompetência.

Conclusão

A ansiedade escolar é maioritariamente despoletada pela expectativa colocada exclusivamente nos resultados, o que faz com que os alunos entrem em situações de estudo exaustivo, o que faz com que não descansem o suficiente. Nestas situações a performance baixa, devido ao cansaço acumulado e às perturbações de sono daí provenientes, o que resulta em baixa autoestima e, em muitos casos, depressão.

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References:

  • Cabral, A (2015). Adolescência, escola e ansiedade. Oficina de Psicologia. Recuperado em 23 de outubro de 2018 de https://www.oficinadepsicologia.com/adolescencia-escola-e-ansiedade/;
  • Valério, J. (2017). A ansiedade escolar e o papel dos pais na sua regulação. PSICOLOGIA.PT – O PORTAL DOS PSICÓLOGOS. Recuperado em 23 de outubro de 2018 de http://www.psicologia.pt/artigos/ver_carreira.php?a-ansiedade-escolar-e-o-papel-dos-pais-na-sua-regulacao&id=349.
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