Lepra

Descrição da condição médica Lepra, as suas principais caraterísticas, causa, sintomas e tratamento…

Lepra – descrição da condição médica

Lepra

Lepra

Lepra, também conhecida por Hanseníase, é uma doença grave e rara, mas não é altamente infeciosa como se pensa, podendo tornar-se crónica. Apesar de se tratar de uma doença muito antiga, que atualmente já possui tratamento, ainda existem milhares de casos todos os anos, sendo que há alguns anos acreditava-se que esta já se encontrava irradicada.

Os seus portadores foram durante muito tempo estigmatizados e afastados da sociedade, sendo que a doença era vista muitas vezes como uma maldição.

O afastamento funcionava também como forma de evitar a contaminação, pois a doença é transmitida por contagio direto entre pessoas. Um dos fatores associados ao surgimento desta doença na população é o elevado estado de pobreza em que os doentes vivem.

A doença é considerada uma doença tropical que, por ocorrer a negligencia dos seus portadores, o titulo de negligenciada. A sua transmissão é muitas vezes associada ao contacto com expetoração de alguém contaminado ou através da tosse, isto é, a doença pode ser propagada pelas vias respiratórias, mas ainda não existem provas confirmadas quanto à forma de transmissão da Lepra.

História

A Lepra é uma das doenças mais antigas conhecidas, existindo registos da sua existência no tempo de Jesus Cristo e talvez antes pois é referida na Bíblia, assim como durante a Idade Média. Apesar de não ser considerada uma doença significativa nos países considerados desenvolvidos, nos países mais pobres esta continua com um elevado grau de incidência.

Durante muitos séculos, as pessoas contaminadas com lepra era perseguidas e maltratadas, mais tarde estes doentes passaram a ser isolados em “hospitais” designados de leprosarias, sendo que esta separação ainda ocorrem em alguns dos países com maior incidência da doença.

A descoberta do agente que causa esta doença foi feita em 1873 por um médico norueguês, Gerhard Armauer Hansen. Este determinou que a bactéria associada à doença era o Mycobacterium leprae, no entanto, podem existir outras bactérias do mesmo género que provoquem a lepra.

Diagnóstico

Os principais portadores desta doença são indivíduos pobres com fraca imunidade. A bactéria reproduz-se lentamente, atacando o sistema nervoso, em especial a camada de mielina, favorecendo a perda de sensibilidade em determinadas zonas do corpo, sendo o teste desta sensibilidade um dos métodos para diagnosticar a doença.

A sensibilidade é testada particularmente em zonas manchadas da pele. A lepra pode ser diagnosticada apenas pelos sinais visíveis.

A doença possui geralmente um elevado período de incubação, que pode demorar entre 5 a 20 anos. As bactérias portadoras da doença são difíceis de cultivar em laboratório, o que pode dificultar a sua identificação e consequentemente o diagnóstico.

O desconhecimento das caraterísticas desta doença é ainda muito grande, sendo difícil perceber porque que ocorrem discrepâncias no comportamento dos bacilos que infetam no ser humano e até mesmo de que forma é que estes são transmitidos. Apesar de ser muito antiga ainda existe muito para se descobrir sobre a lepra.

Sintomas

Consequências da doença

Consequências da doença

A lepra afeta pessoas de todas as idades e de todos os géneros, não existindo elementos da população mais propensos a contraírem a doença, apesar da sua associação com a pobreza. Os sintomas da Lepra centram-se particularmente na pele e nos nervos criando lesões nas mãos, pés, mucosas e olhos.

O sistema nervoso deixa de funcionar levando o doente a uma perda da sensibilidade. Outros dos sintomas correspondem a danos na pele, destruindo a aparência da pessoas, assim como os seus dedos, estes danos podem tornar permanentes se não forem tratados celeremente.

As manchas podem apresentar uma cor avermelhada ou acobreada, não havendo sensibilidade na zona. Não existe sensação de dor, nem comichão na zona, sendo que podem surgir em qualquer parte do corpo.

A diminuição da visão e o surgimento de fraqueza também podem ocorrer. A demora no tratamento pode deixar o doente dependente de terceiros para o resto da sua vida, já se a doença for detetada e tratada precocemente não deixa qualquer marca, nem nenhuma deformidade.

Tratamento

Atualmente a Lepra possui um tratamento que deve ser realizado durante um ano sem interrupções por forma a curar completamente a pessoa infetada. O tratamento consiste geralmente pela toma de três antibióticos tomados de forma sucessiva, isto é, um tratamento com multidrogas.

Os medicamentos para o tratamento da lepra são disponibilizados de forma gratuita pela Organização Mundial de Saúde. A lepra já foi irradicada em diversos países ocorrendo apenas casos pontuais, mas em países com menos recursos médicos e financeiros, a lepra é ainda uma realidade, podendo surgir milhares de casos por ano.

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References:

Ferreira, Nicolau (2015). Afinal, a lepra é causada por duas bactérias. Publico online. Consultado em: Março 31, 2019, em https://www.publico.pt/2015/03/31/ciencia/noticia/descodificado-o-genoma-de-uma-nova-bacteria-da-lepra-descoberta-num-doente-1690865

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Bradford, Alina (2016). Leprosy: Causes, Symptoms & Treatment. Live Science. Consultado em: Março 31, 2019, em https://www.livescience.com/56426-leprosy-symptoms-treatment.html

Moloo, Ashok (2018). WHO to publish first official guidelines on leprosy diagnosis, treatment and prevention. World Health Organization (WHO). Consultado em: Março 31, 2019, em https://www.who.int/lep/en/

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