Siciliana

O conceito de siciliana e exemplos na história da música.

Conceito

A siciliana é um tipo de dança, canção ou peça instrumental em compasso binário ou quaternário composto. Frequentemente numa tonalidade menor, os ritmos ondulantes assemelham-na a uma jiga, embora a siciliana seja mais lenta. Evoca, usualmente, uma atmosfera pastoril ou campesina.

A siciliana ao longo da história

Dado o nome, presume-se que a siciliana seja proveniente da região italiana Sicília, embora, de acordo com o musicólogo Raymond Monelle, essa origem não esteja empiricamente provada. Contudo, o mesmo musicólogo descobriu evidências da sua origem nos madrigais renascentistas (ver renascimento) italianos.

A siciliana foi muito popular durante o período barroco. Exemplos ilustrativos são as duas árias das óperas de Alessandro Scarlatti, em que é possível encontrar a indicação “aria siciliana” na partitura; a «Sinfonia Pastoril» do «Messias» de Handel, “alla siciliana”; alguns andamentos de concertos de J.S.Bach; o último andamento do «Concerto de Natal, op.6, n.º8» de Arcanjo Corelli.

Durante o classicismo, o ritmo da siciliana continuou a fazer-se sentir. Haydn compôs uma para o soprano na oratória «A Criação». Mozart serviu-se do ritmo para expressar dor e lamento, como é visível na ária para soprano “Ach, ich fühl’s, es ist verschwunden” presente na «Flauta Mágica» ou no adagio em fá minor da «Sonata para piano k.280». O guitarrista Mauro Giuliani compôs diversas. O segundo andamento do seu «Concerto para guitarra op.30, n.º1» é particularmente notável.

Do período romântico, destacam-se as sicilianas de Brahms, a ária de Hélène composta por Verdi para a ópera «Les vêpres siciliennes». Na transição para o século XX, surge no 3.º acto entreacto da música de cenas de «Pelléas et Mélisande» de Fauré.

Embora menos comum no século XX, salientam-se a serenata do ballet «Pulcinella» de Stravinsky, as “intrada” e “rapsodia” da cantata «Dies Natalis» de Gerald Finzi e o «Godfather Waltz» de Nino Rota, da banda sonora do filme «Padrinho», de 1972.

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