Maestro

O papel do maestro em música.

Conceito

O termo de origem italiana maestro tem, em música, dois significados. Por um lado, é um título atribuído a compositores, maestros ou professores célebres pelo seu virtuosismo e actividade desenvolvida. Por outro lado, e este o mais difundido, o termo indica o regente de uma orquestra ou conjunto vocal.

O maestro torna-se, então, responsável pela coesão e unidade do conjunto que tem à sua frente devendo possuir, para o efeito, várias características: domínio sobre a partitura, uma boa capacidade de análise musical, um ouvido apurado de modo a distinguir as diversas sonoridades e o que poderão não estar a fazer bem, ou que poderão fazer melhor, conhecimento e compreensão dos estilos, géneros, épocas, compositores, etc. Para o exercício das suas funções, existem vários gestos já convencionados de modo a facilitar o processo de comunicação entre o maestro e os músicos, mas, por norma, cada maestro possui determinados gestos pessoais que marcam o próprio estilo de direcção. Ainda que, modo geral, se sirvam da batuta, alguns maestros notabilizaram-se precisamente por não a usarem, por exemplo, Pierre Boulez, Kurt Masur, James Conlon, Yuri Temirkanov, Leopold Stokowski, Vasily Safonov e Dimitri Mitropoulos.

O papel do maestro como o conhecemos na actulidade surgiu durante o romantismo, quando as orquestras e coros tomaram proporções maiores. No barroco, esta figura não existia porque, dada a dimensão dos conjuntos, os músicos podiam coordenarem-se entre si através do olhar.  Já o classicismo foi, neste sentido, um período de transição que acompanhou o aumento gradual do número de músicos. Quem assumia aqui a coordenação era o instrumentista mais visível, ou seja, o primeiro violinista ou algum instrumento de sopro. Se as obras fossem acompanhadas por algum instrumento de teclas, o seu executante era aquele que assumia a coordenação.

Entre os primeiros grandes maestros, destacam-se os também compositores Louis Spohr, Carl Maria von Weber, Louis-Antoine Jullien e Felix Mendelssohn. Foram, no entanto, Hector Berlioz e Richard Wagner a destacarem-se não só pela grandiosidade das suas direcções mas também por terem escrito sobre direcção musical. Hans von Bülow, Franz Liszt e Gustav Mahler destacaram-se também como grandes maestros. Já no século XX salientam-se os maestros Arthur Nikisch, Arturo Toscanini, Wilhelm Furtzängler, Leopold Stokowski, Otto Klemperer, Herbert von Karajan, Leonard Bernstein, Willem Mengelberg, Pierre Boulez, entre outros.

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