Festival Eurovisão da Canção

No dia 24 de maio de 1956 a União Europeia de Radiodifusão (UER) realizou o primeiro Festival Eurovisão da Canção, com a participação da Alemanha Ocidental, Itália, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Suíça e França. Mais nações se juntaram nos anos seguintes, especialmente após a Guerra Fria, graças à adesão de vários países do leste da Europa. Atualmente participam 47 países, tanto do continente europeu, como de fora. O último a ingressar no grupo eurovisivo foi a Austrália. Depois de um convite em 2015, acabou por ganhar o direito a competir, muito por culpa dos inúmeros aficcionados no país. Transmitido pela televisão, rádio e mais recentemente Internet tem todos os anos uma assistência a rondar os 200 milhões de espectadores.

Mudanças ao longo da história

Ao longo da história da Eurovisão as regras foram mudando e adaptando-se consoante o crescimento do número de participantes. Questões políticas e financeiras também tiveram o seu peso.

Até 1993 todos os países atuavam numa única final. Foi a partir desse ano que se começou a criar as carismáticas fases de classificação. Mais mudanças surgiram quando a UER decidiu em 1996 criar o “Big Four”, um grupo de quatro países com passagem automática para a grande final. O elevado contributo monetário para a organização do evento foi a justificação. Na época os países eram: França, Reino Unido, Espanha e Alemanha. Em 2011 juntou-se ao grupo a Itália formando assim o “Big Five”, que se mantém até aos dias de hoje.

Depois das várias “experiências”, desde 2007 que em cada semifinal (duas ao todo) são apurados 10 países, sendo que no máximo cada semifinal pode ter a concurso 20. Na grande final no mínimo devem participar 25 e no máximo 26, sendo que 20 saem das duas semifinais, cinco fazem parte do grupo “Big Five” e 1 é o país anfitrião. Caso o país vencedor do ano anterior faça parte do “Big Five”, a vaga não é substituída por outro país.

Selecções Nacionais

No que toca à selecção das músicas em cada país não existem regras, assim como em relação à nacionalidade do participante, ou seja, Portugal pode, por exemplo, ser representado por uma pessoa de nacionalidade francesa. Todavia, existem certas exigências tais como: na duração da música que não pode ser superior a três minutos; a idade mínima dos participantes é de 16 anos e por fim cada nação só é autorizada a ter no máximo seis elementos em palco. Segundo a organização o intuito de algumas destas regras é controlar o tempo da emissão em directo.
Outra das regras que leva muitos eurofãs a acessas discussões é o idioma escolhido. Como a organização dá liberdade de escolha aos países participantes, a língua inglesa nos últimos anos passou a ser a “rainha” da Eurovisão. Uma percentagem considerável de países opta por cantar em inglês, ou até mesmo misturar o seu idioma com o inglês.
Todos os países têm ainda obrigatoriamente de ser membros ativos da UER, que consiste numa união constituída por rádios e TV´s, daí nem todos os países serem europeus como é o caso de Israel. No mínimo cada nação deve ter um canal de TV afiliado, e caso participe tem que forçosamente transmitir o evento.

Contagem dos votos

A Eurovisão destaca-se também por ser um evento interactivo. O público em todas as fases, seja semi ou final, pode votar via telefone. No máximo cada número pode votar até 20 vezes. Todavia, é impossível votar no país residente. A votação apenas arranca após a última atuação durante determinado tempo. Até a grande final a contagem de votos está guardada a sete chaves, para não influenciar os participantes e os espectadores. A divulgação dos países que passam à final é por isso dada de forma aleatória.

Em 2016 deu-se uma grande mudança no sistema das votações. Além do público votar também os jurados de cada país têm uma palavra a dizer. Inicialmente são divulgados os votos dos jurados, só no fim é que são os do público. Para a organização é uma forma de criar suspense até ao fim. No ano de 2017 Portugal foi o primeiro país a ganhar com 758 votos, tendo sido o predilecto tanto dos júris como do público.

Os países que mais vezes venceram foram: Irlanda (7 vezes); Suécia ( 6 vezes); França, Luxemburgo e Reino Unido ( 5 vezes); Holanda ( 4 vezes) e Dinamarca, Noruega e Israel ( 3 vezes).

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