Destinos Urbanos

Apresentação do conceito de Destinos Urbanos. Os Destinos Urbanos possuem um amplo leque de atividades e encontram-se no top das preferências dos turistas .

Os destinos urbanos desfrutam atualmente de excelentes oportunidades, parecendo encontrar-se em fase de favorecimento nas preferências dos turistas. Os turistas fracionam cada vez mais as suas férias, facto que se traduz na multiplicação de estadas breves, impulsionadas por motivações diversas, sejam culturais, comerciais, de lazer ou outras. Este fenómeno, aliado à evolução sociodemográfica (aumento da esperança de vida, diminuição do tempo de trabalho, aumento sustentado do rendimento disponível), tem conduzido à acentuação do carácter heterogéneo dos visitantes, dos pontos de vista socioeconómico, geracional, linguístico, entre outros.

Os visitantes requerem cada vez mais uma oferta flexível e variada, que lhes permita aproveitar uma estada de alguns dias podendo escolher entre um leque amplo de atividades disponíveis: desportivas, culturais, sociais, comerciais, participação em eventos.

As cidades e as vilas concentram uma grande quantidade de recursos turísticos, como museus, parques, áreas históricas, centros culturais, auditórios, centros de comércio e de entretenimento, entre outros, e muitas constituem importantes centros políticos, educacionais ou de negócios, factos que indiciam boas possibilidades de desenvolvimento turístico.

Além da criação de novos recursos turísticos, deve ser considerado o aprimoramento dos recursos existentes. A capacidade de atração turística de alguns deles poderá ser notavelmente potenciada, desde que sejam objeto de reformulação, se possível fazendo apelo a técnicas interpretativas contemporâneas, com utilização de novas tecnologias.

Uma importante tendência atualmente verificada em destinos urbanos localizados junto do mar, de um rio ou de um lago é o desenvolvimento de equipamentos turísticos confinantes com a água.

O aparecimento do turismo de negócios, com o crescimento exponencial das reuniões nacionais e internacionais, sob as mais diversas formas (congressos, convenções, seminários, colóquios, jornadas) representará uma importante oportunidade para certos destinos urbanos. O processo de planeamento deve ponderar a criação de espaços com capacidade para albergarem tais manifestações. A organização de tours, visando o período pré ou pós-reunião e estendendo-se a outras áreas quer locais quer regionais, tornou-se um elemento característico do desenvolvimento deste produto.

Os centros históricos, desde que adequadamente preservados, são um foco potencial de desenvolvimento turístico. A sua preservação, deve estender-se a toda a área abrangida, não somente a certos edifícios, por forma que fiquem patentes o contexto e o carácter histórico globais. Os jardins e outros elementos paisagísticos associados aos edifícios devem ser também preservados, como elemento importante do contexto em que se inserem.

Alguns edifícios históricos são suficientemente importantes para que se justifique a sua recuperação e conversão em museus. Outros poderão ser transformados em equipamentos turísticos, como estabelecimentos hoteleiros, restaurantes ou lojas, com a parte exterior restaurada e a interior adaptada às suas novas funções.

Qualquer que seja o produto turístico, devem ser providenciados aos visitantes bons serviços de informação, alargar as zonas pedonais e proporcionar circuitos turísticos, abrangendo a cidade, são fatores de promoção do desenvolvimento turístico urbano.

Os centros urbanos são utilizados com frequência pelos turistas como base para tours regionais. Deste modo, os recursos localizados fora do perímetro urbano devem ser considerados no planeamento turístico, na medida em que os centros urbanos ofereçam a possibilidade de servir de base para esses tours.

Como condição geral do desenvolvimento turístico, importa manter um elevado padrão de serviço público, designadamente no caso dos que mais contribuem para a qualidade da experiência do visitante, como o transporte público, a segurança e a limpeza.

Quando necessário, deve ser melhorada a qualidade ambiental da área urbana, designadamente controlando a poluição e o congestionamento urbano. Por outro lado, importa ter consciência de possíveis impactes negativos decorrentes da atividade turística, também detetáveis ao nível dos destinos urbanos. Em geral, uma pressão turística intensa exercida sobre o espaço urbano poderá refletir-se negativamente sobre outras atividades urbanas, provocando efeitos indesejáveis (alta dos preços, pressão imobiliária).

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References:

Referências Bibliográficas:

  • Cooper, C. (2007). Turismo – princípios e práticas, 3ª edição, Bookman.
  • Cunha, L. (2007). Economia e política do turismo, Ed. Verbo.
  • Seaton, A., V. (1996). The marketing of tourism products: concepts, issues and cases, International Thomson Business Press, Londres.
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