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Santarém (Portugal)

Apresentação da cidade de Santarém e do seu concelho: caracterização sócio-económica, histórica, heráldica, património histórico, edificado e património natural.

Santarém é uma cidade portuguesa, capital de concelho e de distrito de Portugal Continental, localizada na Região do Centro e sub-região Lezíria do Tejo. Segundo o Censos de 2011, a cidade de Santarém conta com 28564 habitantes enquanto em todo o concelho de Santarém tem 62200 locais numa área total de 552,54 km². O Concelho de Santarém faz fronteira com os concelhos de Porto de Mós, de Alcanena, Torres NovasCartaxoAlmeirim, Golegã, Chamusca, Alpiarça, Rio Maior e da Azambuja.  O concelho de Santarém está dividido em 18 freguesias: Abitureiras, Abrã, União de Freguesias de Achete, Azóia de Baixo e Póvoa de Santarém, Alcanede, Alcanhões, Almoster, Amiais de Baixo, Arneiro das Milhariças, União de Freguesias de Azóia de Cima e Tremês, União de Freguesias de Casével e Vaqueiros, Gançaria, União de Freguesias de Marvila, Santa Iria da Ribeira de Santarém, São Salvador e São Nicolau, Moçarria, Pernes, Póvoa da Isenta, União de Freguesias de Romeira e Várzea, União de Freguesias de  São Vicente do Paul e Vale de Figueira e Vale de Santarém.

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História da cidade:

A história de Santarém remonta à pré-história e ao Mundo Antigo, mais precisamente desde o século X a.C a V d.C.. A fundação de Santarém é demonstrada através da arqueologia quando esta confirma que a sua primeira estrutura urbana remonta ao Bronze final, deitando assim por terra a teoria tardo-renascentista de que a sua origem estaria ligada ao mítico fundador de Tartessos. O castro de Santarém foi ocupado pela população Moron e tomado pelos romanos. O acontecimento marcou para sempre a história do local. Os romanos desconhecendo a palavra indígena Sqlab, que estava associada ao território, interpretaram-na como um topónimo e acabaram por a latinizar sob a forma de Scallabis. Nome pelo qual a cidade viria a ser conhecida durante toda a época romana. Durante este período, Santarém começou por ser um entreposto comercial no Médio Tejo mas vindo depois a adquirir o estatuto de colónia cesariana nos finais do século I a.C.. A entrada no período Medieval (Séculos V a XV), é marcada pela tomada de Santarém por Sunerico, em 460, ditando assim o fim da dominação romana e abrindo caminho para a inclusão da cidade no reino visigodo. Os séculos seguintes, VIII-XII, serão marcados pela ocupação islâmica, e é durante este período que o papel estratégico-militar e económico de Santarém se vê renascido. A importância de Santarém é documentada desde o século XII nos seus forais e reflectiu-se no seu património: mosteiros, ermidas, paços realengos, palácios, solares e várias paróquias urbanas. O seu número e relevância testemunharam uma opulência artística e cultural sui generis à escala do território nacional.

O século XV será marcado pelo auge da vila de Santarém com D. João I e a chamada “inclita geração”. A Santarém quinhentista irá assumir-se como pólo regional a nível económico e cultural. Durante este período, o apoio local dado a D. António, prior do Crato, na sucessão do trono de Portugal, implicou algumas represálias por parte de Filipe II de Espanha, que chega a vir a Portugal e a desembarcar na Ribeira de Santarém em 1581. A vila será ainda visitada, em 1619, por Filipe III de Espanha. Os anos de seiscentos serão marcados por grandes inquietações em Santarém. A insegurança social e o agravamento da situação económica durante o período da Regeneração da monarquia portuguesa, deu origem a um importante episódio junto aos Paços do concelho, tendo este período ficado conhecido na história local, como “século do Conde Unhão”. Fernão Teles de Menezes, 1º conde de Unhão, lidera os conjurados e procede à aclamação de D. João IV como rei de Portugal. Santarém irá renascer, influenciada pelas ideias do catolicismo tridentino antes de entrar no século XVIII, pelas novas correntes estéticas do maneirismo e pelas iniciativas públicas do Conde de Unhão. Deste renascimento surgem novos edifícios religiosos e ressurgirão as confrarias. Com a entrada no período contemporâneo, Santarém irá revestir-se de um manto romântico, e em 1868, a vila adquire o estatuto de cidade. Esta nova categoria traz à cidade modernização do território, que se irá traduzir a nível das infraestruturas básicas e dos equipamentos lúdico-culturais.

Portas-do-Sol-Santarem

Património Edificado e Natural:

No que diz respeito ao património edificado do concelho de Santarém, há a destacar as Alcáçovas e as Muralhas do Castelo de Santarém, onde também se localiza a Torre das Cabaças. Relevo para as Muralhas das Portas do Sol, com uma vista imponente para o Rio Tejo. Santarém é considerada a Capital do Gótico, com várias Igrejas e Templos referentes a esse estilo arquitectónico. Uma última palavra para o Teatro Rosa Damasceno, o Museu do Forcado e para a Praça de Touros Monumental Celestino Graça.  No que toca a espaços naturais. o Rio Tejo é o ponto de maior relevo no concelho, importante para a economia local. Existem dois parques lúdicos no concelho, o Parque de Lazer da Ribeira e o Parque de Vale de Estacas.

brasão santaremBrasão da Cidade:

A Cidade de Santarém tem um Brasão com Escudo de azul, com um castelo de prata lavrado de negro, aberto e iluminado de vermelho, com a torre central carregada das quinas antigas de Portugal. Em campanha, faixeta ondada de prata. Envolvendo o escudo, o colar da Ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito. Coroa mural de prata de cinco torres. Listel branco com a legenda a negro, em maiúsculas: “SANTARÉM”.

Acordos de Geminação e Cooperação:

 A Cidade  de Santarém tem acordos de Geminação e Cooperação com as seguintes localidades:

  • Agen-la-Carenne (desde 26 de Agosto de 1983)
  • Badajoz, Concelho localizado na Estremadura Espanhola com cerca de 150.000 habitantes (desde 11 de Novembro de 1986)
  • Brava, Concelho na Ilha com o mesmo nome, em Cabo Verde, com cerca de 7.000 habitantes (desde 22 de Outubro de 1995)
  • Covilhã, concelho português perto da Serra da Estrela com cerca de 36.000 habitantes (desde 31 de Dezembro de 1992)
  • Fulacunda, Cidade  com cerca de 1500 pessoas na Guiné-Bissau (desde 13 de Junho de 1989)
  • Grândola, município com cerca de 15.000 habitantes na região Alentejana (desde 25 de Abril de 2006)
  • Haskovo, Província do Sul da Bulgária com cerca de 95.000 habitantes (desde 2 de Março de 1982)
  • Lubango, município angolano com cerca de 730.000 pessoas (desde 12 de Junho de 1989)
  • Meknes, município marroquino com mais de 1.000.000 habitantes (desde 2 de Outubro de 1989)
  • Santarém do Pará, Município do Brasil com cerca de 295.000 habitantes (desde 25 de Outubro de 1984)
  • São Vicente, Município brasileiro nos arredores de São Paulo, com cerca de 353.000 pessoas (desde 24 de Janeiro de 2000)
  • Targoviste, Cidade  do sul da Roménia com cerca de 90.000 habitantes (desde 29 de Maio de 2001)
  • Tiraspol, Segunda Maior Cidade  da Moldávia com cerca de 129.000 pessoas (desde 2 de Março de 1983)

 

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