Manique do Intendente (Azambuja)

Apresentação da localidade de Manique do Intendente pertencente à Freguesia de Manique do Intendente…

Manique do Intendente  (Manique do Intendente, Azambuja)

Manique do Intendente é uma vila e sede de freguesia com o mesmo nome, pertencente ao concelho de Azambuja, distrito de Lisboa. A área total da freguesia é de 36 km2 e, segundo os sensos de 2001, tinha uma população de 1.392 habitantes.

História da Freguesia

Em tempos antigos, a povoação denominava-se Alcoentrinho e fazia parte da freguesia de São Pedro da Arrifana juntamente com o Passal de São Pedro e Arrifana. Contudo, em 11 de Julho de 1791, a Rainha D. Maria I concedeu-a ao Intendente Geral da Polícia Diogo Inácio de Pina Manique “pelos bons serviços prestados por este ao Reino (…) ordeno que a dita povoação se passe a denominar Manique do Intendente, que seja senhorio e senhor do solar para ele e todos os seus descendentes sucessores da sua casa intitulando-se Senhores de Manique. Que sejam limites do solar e senhorio a Freguesia em que está a dita povoação. Que esta seja criada Vila, servindo-lhe de termo Freguesia… logo que nela houver 120 vizinhos …”. Pelo mesmo decreto, o território passa a constituir a cabeça do senhorio, paróquia e concelho. Foi então que Pina Manique senhor de Manique, se propôs fundar aí uma povoação, planeada e projectada segundo a tradição do neoclassicismo, com igreja paroquial, pelourinho, casas para vereadores e juízes, e um grandioso palácio para si e para os seus. Entre 1791 e 1800 foram construídas a Casa da Câmara, o Pelourinho, a residência para os magistrados (Praça dos Imperadores), o Palácio Pina Manique que incorpora no corpo central a Igreja Paroquial, o qual nunca foi acabado, por não haver a partir de 1800 quem lhe seguisse a obra.

Em 1842, no âmbito das reformas levadas a cabo nessa altura no ordenamento e administração do território, Manique do Intendente passa a integrar o concelho de Alcoentre. Na década seguinte, em 1855, uma nova reforma da Monarquia Constitucional Liberal, integra o concelho de Alcoentre no da Azambuja.

Já no séc. XX ocorrem novas alterações no território da freguesia de Manique do Intendente com a criação, em 1824, de uma nova freguesia com sede em Vila Nova e denominada Vila Nova de São Pedro e consequente desanexação dos seus territórios. Em 1985 é a vez de Maçamussa se desanexar da freguesia, constituindo-se como a 9ª freguesia do concelho da Azambuja.

Património Edificado

São numerosos os locais de interesse da freguesia e vasto o seu património arquitectónico, atestando a antiguidade da povoação e a sua importância histórica. Apresentam-se de seguida os principais destaques:

Palácio Pina Manique: Foi mandado construir por Pina Manique no largo principal da povoação, não tendo chegado a ser acabado. Actualmente o seu corpo central forma a Igreja, cujo pórtico abre sobre uma graciosa arcada, que sustêm uma ampla varanda abalaustrada ao nível do andar superior, e dois corpos laterais simétricos de cada lado (inacabados), no corpo central um frontão curvilíneo, onde se ergue uma pirâmide em forma de obelisco, com alguns metros de altura, que sustenta uma esfera, que por sua vez suporta uma cruz de Cristo. No corpo central tem três portas no rés-do-chão e no primeiro andar. No rés do chão as entradas dão para um átrio rectangular, e este dá acesso às três portas da igreja, coroadas com pequenos frontões, na porta central o tímpano da verga tem o brasão dos Pina Manique, com uma cruz de Cristo na feição a fechar o circulo da nobreza. Este era o sonho de Pina Manique para o seu solar, que infelizmente, não chegou a ser concretizado, porque não houve quem continuasse a sua obra, depois da morte deste. Em 1870 por diligências de um padre, foi construído um campanário, onde foram colocados dois sinos e um relógio, o qual veio desfeitear o edifício inacabado. Há alguns anos atrás foi colocado um telhado e forro novo na Igreja, interiormente foram reparados os frescos, e os altares. Apesar destes factos o edifício continua a ser a nossa sala de visitas, tanto pela sua beleza como pela sua imponência, encontra-se ladeado por num jardim, muito bem cuidado, ali ao lado existe um parque infantil, para as nossas crianças se divertirem. Existe a funcionar no Palácio Pina Manique, um balcão da Segurança Social, Casa mortuária, Sede da Comissão de Festas de Manique do Intendente, sala polivalente que serve de espaço para ginástica, e ensaio do rancho. E outras salas sem aproveitamento.

Casa da Câmara: Mandado também construir por Pina Manique, a Casa da Câmara acabou por ser a única grande obra projectada para a Praça dos imperadores pelo senhor de Manique do Intendente a ser concretizada. Desenhada em estilo neoclássico pelo arquitecto Joaquim Fortunato de Novais, o edifício apresenta seis pilastras para suportar o grande frontão de linhas clássicas gregas, com um tímpano, ornamentado ao centro com um escudo de armas limitado pelos três lados do frontão, e suaves pináculos. Uma Porta larga e duas mais estreitas e três janelas rasgadas tipo guilhotina no primeiro andar, a do centro è a mais grandiosa, pois tem uma cercadura de pedra trabalhada, em curvatura frontalizante. A insígnia da nobreza dos Pina Manique domina todo o tímpano, num estilo neoclássico. No interior é decorada com azulejos do séc. XVII, e tectos de madeira pintados. Até meados do séc. XIX funcionou como sede da Câmara Municipal, altura em que o concelho foi extinto por incorporação no concelho de Alcoentre.

Pelourinho: O Pelourinho foi também mandado construir por Pina Manique face à recém-adquirida autonomia jurídica e estatuto municipal. Localizado no centro da Praça dos Imperadores, o Pelourinho está assente em quatro degraus em placas poligonais crescentes. No centro um pedestal com friso de cimalhete, onde repousa uma coluna de fuste liso, mas anelado, junto ao capitel vegetalista um obelisco umbélico, saem quatro braços de ferro forjado trabalhado. Está classificado como Imóvel de Interesse Público pelo IPPAR desde 1933.

Praça dos Imperadores: Assim conhecida hoje em dia tem a forma hexagonal. Em voltadas faces poligonais temos o casario disposto em talhões de seis casas cada, de rés-do-chão e primeiro andar, com uma porta e três janelas, todas do mesmo formato e cobertas de telha que serviriam de casa aos vereadores e juízes. Porém este casario também não foi terminado, tendo faltado à conclusão de um talhão, onde foi construída a sede da Junta de Freguesia do lado Sul, e do lado Norte encontra-se a casa da Câmara. Desta Praça partem seis ruas como o nome de Imperadores romanos, sendo Justiniano, Augusto, Troiano, Sertório, César, e de uma outra da qual se perdeu o nome. Estes nomes estão gravados em azulejo de boa cerâmica da real fábrica do Rato em Lisboa, com cercadura geométrica e vegetalista da época do século XVIII, com os nomes em letra maiúscula da escrita romana. Todo o pavimento da Praça dos Imperadores, que anteriormente era de terra, foi calcetado, encontrando-se concluído. Com o arranjo desta Praça as suas seis ruas foram fechadas com marcos metálicos (alguns removíveis), ao trânsito.

Fonte do Rossio: Construída em 1891 pela Câmara Municipal de Azambuja, onde anteriormente apenas existia uma mina, que foi ampliada em 25 de Março de 1868, de acordo com acta da Junta de Freguesia, para fornecimento de água á população devido á seca. Esta Fonte foi restaurada em 2001 pela Junta de Freguesia, e actualmente serve de local de lazer.

Ponte D. Maria I: Em frente ao Palácio Pina Manique partia uma ampla avenida de centenas de metros, sendo esta a entrada principal de vila. Contudo, ao longo dos anos foram sendo construídos edifícios arbitrariamente, e sem obedecer a um plano, pelo que actualmente apenas existem vestígios dessa avenida. A ponte deverá ter sido construída entre os anos de 1791 e 1800 sobre a ribeira de Manique, servindo de acesso ao lado sul da localidade, e também para trazer água das minas para o Palácio.

Heráldica

Armas – Escudo de azul, uma aspa de prata sobreposta a uma faixa do mesmo, tudo acompanhado em chefe de um castelo de ouro aberto e iluminado de vermelho e dois leões de ouro, lapassados de vermelho, o da dextra volvido em cortesia e em contra-chefe de três castelos de ouro, abertos e iluminados de vermelho. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com a legenda a negro, em maiúsculas: “MANIQUE DO INTENDENTE “.

Bandeira – Esquartelada de azul e amarelo, cordões e borlas de ouro e azul. Haste e lança de ouro.

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