Alcácer do Sal

Localizada nas margens do Rio Sado, Alcácer do Sal é um município português, considerado o 2º maior a nível nacional enquanto área, contando com perto de 1500 km2 de área geográfica.

O município de Alcácer do Sal conta com cerca de 13 050 habitantes, sendo mais um dos concelhos que tem vindo a perder população residente deste o ano de 1960 (ano em que tinha cerca de 22 170 habitantes). Os cerca de 13 050 habitantes encontram-se distribuídos pelas 4 freguesias que constituem o concelho:

  • Alcácer do Sal (União de freguesias de Santa Maria do Castelo e Santiago e Santa Susana, a freguesia mais extensa do continente);
  • Comporta;
  • Torrão e;
  • São Martinho.

Relativamente ao limite geográfico do concelho, o mesmo é limitado a norte pelos concelhos de Palmela, Montemor-o-Novo e Vendas Novas; a sul por Ferreira do Alentejo e Grândola; a este por Viana do Alentejo e Alvito e a oeste novamente pelo concelho de Grândola.

Perto da cidade de Alcácer do Sal, mais propriamente a jusante do rio Sado, encontramos a Reserva Natural do Estuário do Sado que conta com cerca de 23 160 hectares.

No que consiste à história deste concelho, acredita-se que Alcácer do Sal foi uma região ocupada já no período Mesolítico (há masi de 40 mil anos) que aqui se fixaram devido ao ecossistema do rio Sado. Mais tarde, Alcácer do Sal viria a ser ocupada pelo Império Romano que a apelidaram de Salacia (homenagem à esposa do Deus Neptuno e ninfa da espuma salgada). Viria a tornar-se numa das mais primitivas cidades da Europa, possivelmente fundada no ano de 1000 a.C, aquando da sua ocupação pelo povo fenício, que utilizava esta região para abastecer os navios com sal, cavalos, peixe salgado e outros tipos de alimentos que era enviados para a Cornualha.

Mais tarde, e durante a invasão visigótica, a cidade volta a ser uma das mais importantes, tendo-se até aqui tornado em sede episcopal, e que com a invasão dos árabes adquire novo nome (Qasr Abu Danis), onde se construiu uma das mais imponentes e fortes fortificações da Península Ibérica, tanto que os Vikings a tentaram destruir várias vezes e nunca tiveram sucesso.

Ainda durante o domínio árabe esta cidade foi a capital da província de Al-Kassr (notemos aqui as semelhanças do nome da província com o nome actual da cidade, que ao ser lido é idêntico ao nome actual). No entanto, no ano de 1158, Dom Afonso Henriques viria a conquistar a cidade, que teve em sua posse pouco tempo, caindo novamente nas mãos dos árabes. Foi apenas no reinado de Dom Afonso II que a cidade passou a ser de vez parte do reino de Portugal, tornando-se mesmo na cidade chave da Ordem de Santiago.

Durante os descobrimentos esta região volta a ganhar importância, mais concretamente devido ás suas florestas ricas em pinheiro manso que serviram para a construção de peças navais assim como para a própria construção de embarcações.

Relativamente à sua elevação a cidade, esta só viria a acontecer já no século XX, mais concretamente no ano de 1997.

De figuras conhecidas naturais desta cidade destacam-se o matemático Pedro Nunes, que aqui nasceu em 1502, e o famoso cavaleiro tauromáquico João Branco Núncio, aqui nascido em 1901.

A nível patrimonial destacam-se nesta região alguns pontos de interesse como por exemplo: a Feitoria Fenícia de Abul, o Forum Romano de Alcácer do Sal, a villa romana de Santa Catarina dos Sítimos, o cais Palafítico da Carrasqueira, o Castelo de Alcácer do Sal,  e a nível de património natural o destaque vai mesmo para a Reserva Natural do Estuário do Sado.

O concelho de Alcácer do Sal é ainda um dos concelhos que integram o Litoral Alentejano, ao lado de Grândola, Santiago do Cacém, Sines e Odemira.

Alcácer do Sal

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