Forte de Santo António da Barra

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O Forte de Santo António da Barra é uma fortificação localizada sobranceira ao mar, na freguesia de Estoril, na povoação de São João do Estoril, no concelho de Cascais, distrito de Lisboa. Este forte, também conhecido por Forte de Santo António do Estoril, Forte Velho ou Forte de Salazar, é considerado a principal fortificação entre a Cidadela de Cascais e o Forte de São Julião da Barra.

Esta fortificação marítima tem planta poligonal irregular estrelada, com dois baluartes exteriores ligados por revelins em V rasgados por canhoneiras e guaritas cilíndricas com cúpulas nos vértices. No centro do terrapleno ergue-se uma edificação acamatada de planta quadrada, com capela e casernas abobadadas, ao abrigo de uma segunda cintura de muralhas constituída por dois baluartes, ligados por revelins em ferradura. Entre as duas linhas de muralhas está um fosso.

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História do Forte de Santo António da Barra

A construção do Forte de Santo António da Barra remonta à Dinastia Filipina, quando Filipe I incumbiu o engenheiro frei Giovanni Vicenzo Casale de elaborar uma planta de Cascais e de uma carta da costa até São Julião da Barra. O monarca pretendia melhorar o sistema defensivo da barra de Lisboa, evitando o acesso à capital pelo rio e eventuais desembarques na linha de costa entre São Julião da Barra e Cascais.

A construção da fortificação iniciou-se em 1590 e durou pouco mais de um ano. Após a Guerra da Restauração a Coroa Portuguesa realizou uma reforma das fortificações marítimas e terrestres, incluindo o Forte de Santo António da Barra. Apesar destas renovações, a estrutura foi perdendo a sua função estratégica, foi ficando abandonada e degradou-se.

No final do século XIX, dado que a fortaleza já não tinha funções militares, nela foi instalado o posto da Guarda Fiscal. Em 1915 as suas instalações passaram a ser utilizadas como campo de férias do Instituto Feminino de Educação e Trabalho de Odivelas.

Já no século XX foram realizadas remodelações nas instalações de forma a que estas se tornassem a residência de verão do presidente do concelho de Cascais. Em 1977 o forte foi classificado como Imóvel de Interesse Público.

O monumento teve alguns anos em decadência, tendo ficado bastante danificado. A 13 de março de 2018 o imóvel foi entregue à Câmara Municipal de Cascais, que procedeu à sua recuperação.

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