Castelo de Montemor-o-Novo

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O Castelo de Montemor-o-Novo está localizado na freguesia de Nossa Senhora da Vila, no concelho de Montemor-o-Novo, distrito de Évora, na região do Alentejo, em Portugal. Este castelo está localizado no monte mais alto do concelho e assenta, provavelmente, no local de um antigo castro.

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História

A ocupação inicial deste local remonta, acredita-se, a um castro pré-histórico romanizado, como é possível verificar por alguns testemunhos arqueológicos encontrados. O local terá sido fortificado pelo facto de neste local se encontrarem estradas romanas de Santarém e da foz do rio Tejo, seguindo por Évora até Mérida. Alguns autores afirmam também que aqui existiu uma fortificação muçulmana, do tempo da invasão destes povos na Península Ibérica.

Terá sido conquistado aos mouros por D. Afonso Henriques pouco depois de 1166, apesar de o primeiro documento que o refere datar de 1181. Na reconquista cristã da Península, a povoação foi conquistada pelas forças de D. Sancho I . O monarca concedeu-lhe a carta de foral em 1203 e estima-se que a construção do castelo medieval se iniciou nesta fase. Durante o reinado de D. Dinis começaram a ser construídas as defesas da povoação, incluindo a cerca da vila, em 1365.  Ao longo dos anos foram realizadas obras de reparação, remodelação e reconstrução.

O castelo de Montemor-o-Novo está classificado como Monumento Nacional desde 5 de janeiro de 1951.

Em 1997 a Câmara Municipal aprovou o “Programa de Recuperação e Revitalização do Castelo”, integrado no Plano de Salvaguarda do Centro Histórico.

Características do castelo de Montemor-o-Novo

O castelo tem planta triangular irregular. O pano da muralha voltado a norte foi primitivamente rasgado por uma porta, entretanto desaparecida, denominada como Porta de Évora. O acesso é feito pela Porta da Vila, Porta de Santarém ou Porta Nova, localizada a norte e flanqueada pela Torre do Relógio, de planta quadrada com porta em arco quebrado.

Na zona externa adossa-se a Casa da Guarda, que se caracteriza por um teto abobadado, cujo portão em arco está encimado pelo brasão de armas de D. Manuel I.

No troço oeste das muralhas está a Porta do Bispo, defendida por duas torres de planta quadrada. A este está a Porta de Santiago, flanqueada pela Torre da Má Hora, de planta quadrada, rematada por ameias piramidais.

Na zona da praça de armas do castelo está a antiga cisterna e a fachada do antigo Paço do Alcaide, atualmente em ruínas. Ao abrigo da cerca da vila está a Igreja de São Baptista, a Igreja de Santiago, o Convento de Nossa Senhora da Saudação e as ruínas da Igreja de Santa Maria do Bispo.

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