Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra

A Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra é uma biblioteca de estilo barroco que remonta ao século XVIII e que se situa na Universidade de Coimbra

biblioteca joanina da universidade de coimbra

A Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra situa-se no Paço das Escolas da Universidade de Coimbra mais concretamente no Pátio da Faculdade de Direito. O nome original da obra era Casa da Livraria, no entanto foi alterado para Biblioteca Joanina como homenagem ao seu patrono, o rei D. João V, que mandou construir o edifício para exaltar a sua riqueza e a grandeza do império que tinha construído, essencialmente graças às riquezas vindas do Brasil naquela época. A construção da biblioteca começou no ano de 1717 com a orientação do mestre João Carvalho Ferreira. Os frescos dos tectos são uma obra executada por António Simões Ribeiro, pintor e por Vicente Nunes, dourador. A decoração da biblioteca só foi executada alguns anos após a construção do edifício, nas vésperas da reforma pombalina. A autoria do retrato do Rei D. João V, que domina categoricamente o espaço da biblioteca foi atribuída a Domenico Duprà e data de 1725. As restantes pinturas, mantendo e exaltando as características barrocas do espaço foram realizadas por Manuel da Silva. O entalhador Francesco Guadini ficou responsável pelo mobiliário em madeiras exóticas brasileiras e de influência oriental.

Organização e arquitetura da Biblioteca Joanina

A biblioteca barroca da Universidade de Coimbra é composta por três pisos: o Piso Nobre, o Piso Intermédio e a Prisão Académica. O primeiro, o Piso Nobre, foi terminado no ano de 1728 e é um espaço decorado de forma rica e e considerado o piso mais emblemático de todo o edifício. Começou a receber os primeiros livros em 1750 e atualmente tem um acervo composto por 40.000 unidades. Esse acervo bibliográfico foi construído por forma a manter a conservação dos volumes. Para tal foi tida em conta a largura das paredes exteriores do edifício e as madeiras utilizadas no interior que, para além de serem muito densas – o que dificulta a entrada de parasitas nos livros – emana também um odor que funciona como repelente para estes insetos. Outro dos fatores que ajuda à conservação do acervo são as 2 colónias de morcegos que protegem as coleções dos insetos que possam estragar os livros. Entre 1777 e até ao século XX este piso foi utilizado como sala de estudo, no entanto foi substituído pela atual Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. Outro dos pisos que constituem o edifício da Biblioteca Joanina é o piso intermédio, que servia como acesso à prisão académica, o piso situado abaixo. Neste piso apenas circulavam bibliotecários sendo o acesso vedado a estudantes e a outros funcionários da universidade. Era neste piso que se reunia a Guarda Real Académica. Por fim o piso da prisão académica que foi transferida para o edifício da biblioteca joanina em 1773 e em 1843 após a extinção das ordens religiosas a prisão começou a servir como local de depósito e livros, iluminuras e manuscritos que se encontravam depositados em várias mosteiros e conventos.

Características arquitetónicas da Biblioteca Joanina

A construção da biblioteca assemelha-se a um paralelepípedo e a parte mais saliente é um portal de estilo barroco encimado por um escudo nacional do tempo da monarquia de D. João V. O interior, como referido acima é composto por três pisos e três salas ligadas entre si através de arcos semelhantes ao portal e revestidos de estantes com várias decorações com motivos chineses e dourados.

biblioteca joanina 1

É de salientar um grande retrato do rei D. João V, rei que mandou construir a biblioteca. O retrato está colocado na parede de topo do edifício (no interior), na última sala e serve como ponto de fuga da biblioteca. A nave central da biblioteca assemelha-a a uma capela em que o retrato do rei, com uma moldura dourada da tela que imita uma cortina, ocupa o lugar do altar.

Atualmente a biblioteca é dotada de exemplares de raras coleções bibliográficas e apresenta um acervo com coleções dos séculos XVI, XVII e XVIII que representam as produções que eram realizadas na Europa naquele tempo. O jornal britânico The Telegraph considerou a biblioteca joanina como a mais espetacular do mundo em 2013 e devido à forte necessidade de conservação e preservação do edifício a biblioteca entrou para a lista bienal do World Monuments Watch em 2014. Para visitar a Biblioteca Joanina poderá obter informações no site da Universidade de Coimbra.

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