Asgard

Asgard na mitologia nórdica é o local onde vivem os deuses.

Asgard, na mitologia nórdica, é o local onde vivem os deuses, semelhante ao Monte Olimpo da mitologia grega. O reino dos deuses estava ligado a Midgard, o reino dos humanos, por uma ponte de arco-íris chamada Bifrost. Asgard não deve ser confundido com o conceito cristão de paraíso, já que se trata de um local onde os deuses convivem entre si em palácios e jardins, distantes do mundo dos humanos. Cada Deus tinha o seu território como por exemplo Valhalla, a casa de Odin e local para onde eram enviados os heróis e guerreiros mortos em batalha, ou Thrudheim a casa de Thor, filho de Odin. Nas escrituras e lendas nórdicas, Asgard era um local referenciado em muitas histórias e epopeias dos seus deuses.

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Os nove reinos de Asgard.

Asgard tornou-se tanto na prosa como na poesia nórdica o termo geral que definia o local onde os deuses conviviam de forma discreta longe da presença dos humanos. O fim do mundo, acontecimento que era denominado por Ragnarok semelhante ao conceito do Apocalipse nas escrituras bíblicas, teria como desfecho a destruição total de Asgard, mas a segunda geração de divindades que sobrevivesse ao conflito estavam destinados a reconstruir esse mundo, profetizando uma nova era de prosperidade. Outras religiões falam também deste tipo de renovação após uma grande catástrofe inevitável.

Asgard na religião escandinava

O termo Asgard fazia parte de uma crença religiosa, mitológica e cosmológica partilhada pelos povos germânicos e escandinavos. A expressão “-gard” em Asgard era uma referência ao antigo conceito germânico que fazia a distinção entre as expressões “innangard” e “utangard”. Innangard significava “dentro da cerca” ou seja tudo o que era civilizador, ordeiro e obedecia a leis. Utangard significava “fora da cerca” no caso tudo o que era caótico, anárquico e selvagem. Isto aplicava-se também à psique humana, os pensamentos e acções podiam ser “innangard” ou “utangard”. Asgard era então a representação perfeita de “innangard” e Jotunheim, o reino dos gigantes, era a epítome de “utangard”. Já Midgard, era o meio termo, que descrevia os seres humanos, que tinham as suas acções mediadas entre as duas expressões, mas um pouco mais próximas ás dos deuses de Asgard.

A cosmologia nórdica separava as divindades em três clãs diferentes: Os Aesir, os Vanir e os Jotun. Os dois primeiros tinham relações estritas, com tratados de paz, troca de reféns, casamentos e reinados conjuntos após guerras prolongadas. A maior diferença entre os Aesir e os Vanir residia nas suas áreas de influência. Os Aesir representavam a guerra e a conquista enquanto os Vanir representavam a exploração, fertilidade e riqueza. Do lado oposto encontravam-se os Jotun, que eram carregavam uma aura maléfica embora extremamente sábia, uma raça de gigantes que eram considerados os principais adversários dos Aesir e dos Vanir.

O sistema cosmológico falava de um universo dividido em nove reinos interligados. Asgard e Vanaheim eram os reinos dos Aesir e Vanir respectivamente, os mortais pertenciam ao reino de Midgard e os mortos ao reino de Niflheim. Os reinos eram suportados por uma grande árvores chamada Yggdrasil, com o reino dos deuses no topo, dos mortais na zona média e o dos mortos entre as suas raízes.

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