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Sancho II

Sancho II de Portugal conduziu uma política de expansão do poder régio no reino, atacando os privilégios do clero. Com o aval papal, foi deposto pelo irmão.

Biografia Sancho II de Portugal:

Sancho II de Portugal, o Piedoso, era filho de Afonso II e Urraca de Castela. Nasceu a 8 de Setembro de 1209, na cidade de Coimbra, reinou de 26 de Março de 1223 a 4 de Dezembro de 1247, data em que foi deposto pelo irmão Afonso III, morreu a 4 de Janeiro de 1248, em Toledo. Casou-se com Mécia Lopes de Haro.

Existem poucas referências sobre a infância de Sancho. A subida ao trono de Sancho II foi um tanto ou quanto atribulada, Afonso II por incapacidade, não confirmou o príncipe herdeiro como legítimo sucessor, a que aliava-se a excomunhão feita pelo Papa Honório III, a Afonso, retirando os privilégios hereditários a Sancho II. Como não bastasse este enquadramento adverso, Sancho era menor de idade quando assumiu o trono lusitano. A centralização do poder régio, e limitação dos privilégios do clero, estiveram na origem dos conflitos entre Afonso e Sancho com a Igreja.

Em 1223, o jovem monarca, resolve o conflito entre o seu pai e tias, resultante do testamento do avô, Sancho I. Afonso não reconheceu a legitimidade das irmãs sobre os territórios atribuídos pelo pai, após a sua morte. Sancho II reconhece e devolve esses territórios às tias.

Sancho II herdou os conflitos religiosos do pai, nomeadamente com Martinho Rodrigues, Bispo do Porto e Soeiro Vegas, Bispo de Lisboa. Sancho II procurou expandir a influência régia nos territórios portugueses, geridos pelo clero, retirando-lhe terras, bens e privilégios, continuando a política do pai. Tanto Afonso Henriques como Sancho I concederam, inúmeras benesses à Igreja, como forma de legitimação do reino. Os monarcas seguintes procuraram limitar esta influência clerical.

Sancho II apoderou-se dos bens e riquezas, atribuídas pela trisavó, Teresa de Leão, ao Bispo de Porto, ampliando a base de colecta fiscal régia, e rejeitando a ausência de autoridade monárquica na cidade. Mais pacífica foi a relação com Estêvão Soares, Arcebispo de Braga, que também havia sido hostilizado por Afonso II, com a ocupação régia dos territórios e riquezas do arcebispado, resultando na excomunhão de Afonso e pedido de auxílio papal, ao Reino de Leão. Em 1223, assim como fizera com as tias, Sancho II chegou a um acordo com Estêvão Soares, que permitiu a restituição dos direitos e privilégios do Arcebispo de Braga. Muito provavelmente por este acordo, Estêvão não envolveu-se no conflito entre Sancho e o Bispo do Porto.

Em 1232, o Papa Gregório IX, concedeu perdão a Sancho II, da perseguição ao clero, desde que este comprometesse-se a lutar contra os muçulmanos na Península Ibérica.

Assim, durante o reinado de Sancho II, foram conquistadas diversas praças no Alentejo, não por intervenção directa do soberano, mas sim, das Ordens Militares, que durante o reinado deste soberano, atingiram uma grande influência. Várias fontes valorizaram, a capacidade militar de Sancho, mas este não participou directamente em nenhuma conquista. A 16 de Agosto de 1234, o perdão é anulado, e Sancho II excomungado.

A excomunhão do soberano agudiza, a perseguição ao clero no reino, durante a década de trinta e início de quarenta, do século XIII. Em 1245, a Santa Sé retira o título de monarca a Sancho II, atribuindo a regência do reino ao irmão mais novo, Afonso.

Afonso promete restituir todos os bens e privilégios á nobreza e clero, retirados pelo irmão. Em 1246, iniciou-se uma guerra civil. Sancho II é apoiado por Castela no conflito. O infante Afonso de Castela derrota algumas vezes Afonso, mas acaba por retirar-se do território português, pela crescente pressão papal contra Sancho II. Sancho vai com Afonso para Castela, deixando o trono para o irmão, que pouco depois iria ser acalmado Afonso III, após a morte de Sancho em Castela.

Sancho II perdeu a coroa pelo constante conflito com a Igreja, na sua tentativa de centralização do poder, e diminuição dos privilégios ao clero. Tentou promover uma política, que seria amplamente difundida na Época Moderna, na Medieval, a influência do clero era tão vincada, que até tinha capacidade de fazer cair monarcas. Ostracizar o clero, conduzia a uma governação mais eficaz do reino, mas originava conflitos, que na época resultavam muitas vezes na deposição do rei.

Reis da Primeira Dinastia (Dinastia de Borgonha)

| Afonso I | Sancho I | Afonso II | Sancho II | Afonso III | Dinis I | Afonso IV | Pedro I | Fernando I |

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References:

COELHO, Maria Helena da Cruz; História Medieval de Portugal. Guia de Estudo, Universidade Portucalense, 1991

GODINHO, Vitorino Magalhães; Portugal: a emergência de uma Nação, Colibri, 2004.

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