Pedro I

Pedro I de Portugal viu a sua vida e reinado, ficarem marcados pelo relacionamento que teve com Inês de Castro.

Biografia de Pedro I de Portugal:

Pedro I de Portugal era filho de Afonso IV, com Beatriz de Castela. Nasceu em Coimbra a 8 Abril de 1330, reinou de 8 de Maio de 1357, até a sua morte a 18 de Janeiro de 1567. Casou-se com Constança Manuel, resultando desta união o príncipe herdeiro, Fernando I, e postumamente com Inês de Castro.

Pedro I de Portugal

Pedro I de Portugal

Embora não fosse o primogénito, a elevada taxa de mortalidade infantil na época, levou à morte prematuro dos seus irmãos mais velhos, Afonso e Dinis. A vida deste soberano fica, intimamente associada, com a relação amorosa mantida com Inês de Castro.

Inês de Castro era uma aia galega de Constança Manuel, e a sua relação com Pedro, marcou a História de Portugal. Após a guerra civil castelhana, diversos nobres de Castela, refugiaram-se em Portugal. Gradualmente foram exercendo mais influência no reino, Inês de Castro era tida como pertencente a este grupo de predomínio castelhano. Afonso IV receava a crescente influência dos nobres castelhanos, e grande proximidade entre Pedro e Inês.

Mediante ordens de Afonso IV, Inês de Castro é assassinada a 7 de Janeiro de 1355, o monarca pretendia com esta atitude, distanciar Pedro I da influência castelhana. Acabou por ter o efeito oposto, Pedro juntamente, com os nobres da região de Entre Douro e Minho, e os irmãos de Inês, revoltaram-se com o Rei. O conflito foi apenas sancionado, com a interpelação directa do povo, que declarou-se favorável à paz. Pai e filho celebraram um acordo de perdão mútuo.

Ao ser coroado rei em 1357, Pedro I declara postumamente, Inês de Castro Rainha de Portugal, alegando um casamento secreto entre ambos, sendo a única evidência desta união, a palavra de Pedro I. Contrariando as promessas de perdão, assinadas com o pai, Pedro persegue e executa com crueldade os assassinos de Inês. Segunda a lenda popular, envolvendo esta história de amor, Pedro terá desenterrado o cadáver de Inês, e obrigado os nobres a beijarem-lhe a mão, mediante pena de morte.

É descrito como um bom administrador do reino, aplicando a justiça de forma igualitária entre as diversas classes, protegendo as classes menos favorecidas, embora com uma boa dose de brutalidade. Limitou a influência da Igreja, ao restringir a acção da mesma, qualquer deliberação desta instituição teria obrigatoriamente de ter o aval régio. Beneplácito Régio. A sua relação com o clero foi atribulada, em contraste com as benesses dadas à nobreza.

O seu reinado de dez anos, não teve qualquer tipo de conflito, o que trouxe prosperidade financeira ao Reino, pela estabilidade, forma justa como tratava os menos desfavorecidos, e amor proibido com Inês, era adorado e venerado pelo povo.

A sua relação amorosa com Inês, contínua no consciente popular português, Afonso IV visto como o vilão da História. Afonso procurava proteger o reino da influência castelhana, tentando impedir a anexação de Portugal por Castela, Inês era efectivamente um rosto dessa influência, com uma ligação estreita com o herdeiro ao trono. Mediante o contexto da Época Medieval, Afonso IV teve um comportamento perfeitamente normal, em defesa do reino.

Foi sucedido no trono português por Fernando I, após a morte deste sem descendentes masculinos, iniciou-se um conflito com Castela pelo trono português, conquistado pelo seu filho ilegítimo João, Mestre de Avis, mantendo o reino de Portugal independente.

Reis da Primeira Dinastia (Dinastia de Borgonha)

| Afonso I | Sancho I | Afonso II | Sancho II | Afonso III | Dinis I | Afonso IV | Pedro I | Fernando I |

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References:

MATTOSO, José (coord. de) ; História de Portugal, dir. de José Mattoso, vol. I, Antes de Portugal, vol. II, A Monarquia Feudal (1096-1480), Círculo de Leitores, 1992

SERRÃO, Joel (dir. de); Dicionário de História de Portugal, 6 vols., Livraria Figueirinhas, 1990

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