José I, rei de Portugal

José I de Portugal ficou conhecido como ‘O Reformador’, graças ao trabalho desenvolvido pelo Marquês de Pombal.

 Biografia de José I

José I de Portugal era filho de João V de Portugal e Maria Ana da Áustria, nasceu a 6 de Julho de 1714 em Lisboa. Reinou de 31 de Julho de 1750 até a sua morte a 24 de Fevereiro de 1777. Pelas extensas reformas implementadas pelo Marquês de Pombal no seu reinado ficou conhecido como ‘o Reformador’.

José I de Portugal

José I de Portugal

O Reinado de José I ficou marcado pela profunda reestruturação do Reino, tornando Portugal um verdadeiro Estado Moderno. Embora os primeiros anos de governação de João V tivessem sido marcados por um grande impulso económico, este deveu-se à instabilidade vivida na Europa fruto da Guerra de Sucessão Espanhola. Os verdadeiros problemas económicos, administrativos e judiciais permaneceram, conduzindo à insuficiência financeira do Reino, apenas amenizada pelo ouro brasileiro.

José I sobe ao trono em 1750 aos trinta e seis anos de idade. Não quis repetir os erros administrativos e governamentais do pai, tentando contrariar a política do antecessor rodeou-se dos principais críticos da anterior acção governativa portuguesa, entre eles destacavam-se Sebastião José de Carvalho e Melo – Marquês de Pombal, Diogo de Mendonça Corte-Real e Pedro da Mota e Silva. José tinha os mesmos mecanismos governamentais que o antecessor, apenas rodeou-se de pessoas conhecedoras das novas políticas europeias no foro administrativos e económico.

Os colaboradores de José I dedicaram os primeiros cinco anos do seu reinado, à centralização do poder régio. O Marquês de Pombal tomou total partido da liberdade executiva dada pelo soberano, destacando-se como o mais influente e importante ministro. Os críticos do Marquês acusavam-no de comportar-se como o verdadeiro monarca do país.

O seu reinado e vida ficaram profundamente afectadas pelo terramoto que assolou a cidade de Lisboa a 1 de Novembro de 1755. José I pode ter sobrevivido à destruição do Palácio Real, mas a partir deste sismo devastador, nunca mais viveu num edifício de pedra, habitando até a sua morte em luxuosas tendas.

A 3 de Setembro de 1758 foi alvo de uma tentativa de assassinato. Este regicídio tentado aumentou o poder do Marquês de Pombal no Reino. É movido um processo contra os Távoras (acusados da tentativa de regicídio) e os Jesuítas são expulsos do Império em 1759. Os conspiradores pretendiam limitar a influência do Marquês, mas acabaram por conceder-lhe ainda mais poder e preponderância junto do soberano.

A reconstrução do Reino após o terramoto de 1755 marcou boa parte da acção governativa do soberano. As avultadas quantias necessárias para a reedificação da Capital, levaram à estagnação e crise económica nos últimos anos de governação. A criação de instituições educacionais e económicas marcou a acção do Marquês de Pombal em nome de José I. Em termos económicos, as instituições criadas eram de cariz monopolista como a Real Companhia Velha, responsável pela exploração e comercialização do vinho produzido no Douro, resultando na demarcação da região vinícola do Douro.

José I morre a 24 de Fevereiro de 1777 sendo sucedido pela filha Dona Maria I. O seu corpo repousa no Panteão da Casa de Bragança na Igreja de São Vicente de Fora em Lisboa. Dona Maria I acabaria por reverter boa parte das reformas implementadas no reinado do pai pelo Marquês de Pombal.

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References:

RAMOS, Luís António de Oliveira; D. Maria I, Mem Martins, Círculo de Leitores, 2007.

MARQUES, A.H. Oliveira (dir) – (vol. V direcção de João Alves Dias).; Nova História de Portugal , Lisboa, Ed. Presença, , 1998

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