Afonso Costa

Afonso Costa foi um estadista português considerado como um dos principais responsáveis pela implantação da República em Portugal e uma das figuras mais proeminentes da Primeira República.

Biografia de Afonso Costa

Afonso Costa foi um estadista português considerado como um dos principais responsáveis pela implantação da República em Portugal e uma das figuras mais proeminentes da Primeira República.

Nascido na cidade de Seia a 6 de Março de 1871, formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra (1984), doutorando-se no ano imediato defendendo a tese “A Igreja e a Questão Social” e concorrendo a lente daquela faculdade, onde leccionou de 1986 a 1903 e de 1908 a 1911. Leccionou ainda na Escola Politécnica – Faculdade de Ciências de Lisboa (1911-13) e na recém-criada Faculdade de Direito de Lisboa, de que foi director de 1913 a 1915, e ainda no Instituto Superior de Comércio (1915).

Afonso Costa era um académico influente quer na área da advocacia quer pelas ideias republicanas que defendia. Exerceu sempre a advocacia, quer no foro, quer como consultor jurídico. Iniciou a sua actividade política na Universidade durante a crise do “Ultimatum”, aparecendo ligado aos conspiradores de Coimbra aquando da revolta de 31 de Janeiro de 1891.

Foi membro destacado do Partido Republicano Português, sendo eleito deputado às Cortes em três legislaturas da monarquia, ficando célebre a sua expulsão do Parlamento pela polícia, em 1906. Durante o período da República, foi ininterruptamente eleito pelo círculo de Lisboa.

Considerado um dos maiores oradores do seu tempo e um adversário determinado das instituições monárquicas e clericais, Afonso Costa exerceu um papel de relevo nos combates políticos que vieram a desembocar na implantação da República. Passou a integrar a direcção do Partido Republicano  e viu-se envolvido em várias conspirações contra a monarquia e o franquismo, que lhe valeram a prisão por diversas vezes.

Com a Implantação da República, a 5 de Outubro de 1910, Afonso Costa foi chamado a assumir a pasta da Justiça no Governo Provisório. Foi um dos políticos mais interventivos, sendo conhecido como o “mata-frades” pela implementação de leis para a laicização do Estado. Chefe de fila do jacobinismo radical e da facção democrática do Partido Republicano Português, é a figura emblemática da primeira fase do republicanismo, entre 1910 e 1917, presidindo a diversos ministérios e sendo o inspirador de facto de vários outros.

Em Janeiro de 1913, Afonso Costa irá chefiar, pela primeira vez, o governo, acumulando a pasta das Finanças. Entre 29 de Novembro de 1915 e 15 de Março de 1916, volta ao Governo Republicano, assumindo tal como na primeira vez, os cargos de Presidente do Ministério de Portugal e de Ministro das Finanças. Contudo, renunciou então à presidência, ficando apenas com a pasta das Finanças no governo da `União Sagrada´, presidido por António José de Almeida.

Por uma última vez, assumiu esses mesmos cargos entre 25 de Abril e 10 de Dezembro de 1917, sendo deposto pelo golpe militar de Sidónio Pais em 5 de Dezembro de 1917. Afonso Costa é preso durante cerca de três meses sem culpa formada. Após ser posto em liberdade, exila-se em França, onde permanece até à sua morte em 1937. Durante esse período irá representar o país na Conferência da Paz e na Sociedade das Nações (1920), sendo em 1926 escolhido como Presidente da Assembleia Geral da Sociedade das Nações. Desde a instauração da ditadura militar em 28 de Maio de 1926, e integrando os corpos directivos da Liga da Defesa da República (1927-1930), irá participar em inúmeras tentativa para derrubar a Ditadura e o “Estado Novo”. Defende, em 1936, a criação de uma Frente Popular que reunisse todas as forças de esquerda.

Afonso Costa foi, sem dúvida, uma das mais importantes figuras políticas da 1ª República e da primeira década da oposição à Ditadura. Devem-se-lhe ainda diversas obras, entre as quais, “a verdade sobre Salazar”, publicada em 1933. Iniciado na Maçonaria em 1905, na loja ‘O Futuro’, com o nome simbólico de `Platão´, atingiu o grau 33, estando indigitado para Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano (clandestino) no momento da sua morte. Em 1980, foi homenageado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.

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