Gostaria de ser nosso colaborador?

É especialista em alguma das áreas de conhecimento presentes na nossa enciclopédia? Tem gosto pela escrita? Gostaria de ser editor numa enciclopédia em português, integralmente escrita por especialistas? Gostaria de partilhar conhecimento?

Se a sua resposta é sim, então envie-nos o seu CV para geral@knoow.net para que possamos analisar e enviar mais detalhes sobre a forma de colaboração.

 

Áreas para as quais procuramos especialistas:

  •  Biologia
  •  Economia
  •  História
  •  Medicina
  •  Medicina Veterinária
  •  Filosofia
  •  Sociologia
  •  Contabilidade
  •  Direito
  •  Mecânica
  •  Química
  •  Física
  •  Matemática

 

Afonso II

Afonso II de Portugal foi o terceiro monarca do reino, e da Dinastia Afonsina/Borgonha.

Biografia de Afonso II:

Afonso II, conhecido como o Gordo, era filho de Sancho I de Portugal e Dulce de Aragão. Nasceu a 23 de Abril de 1185, subindo ao trono a 26 de Março de 1211, reinou até a sua morte, a 25 de Abril de 1223. Casou-se com Urraca de Castela, desta união, nasceram dois réis portugueses, Sancho II e Afonso III.

Afonso II de Portugal

Afonso II de Portugal

Após a morte do pai, os primeiros anos de governação de Afonso II de Portugal, foram de instabilidade interna. Sancho I havia, deixado em testamento, várias cidades e vilas às irmãs de Afonso, algo que contrariava as pretensões do novo monarca de centralização do poder. Montemor-o-Velho, Seia e Alenquer, foram atribuídas a Mafalda, Teresa e Sancha.

O controlo sobre a totalidade do reino prendia-se, igualmente, com as necessidades financeiras da Casa Real, que ao perder autoridade sobre determinadas regiões, via parte da sua tesouraria diluir-se. O conflito foi solucionado pelo Papa Inocêncio III que, atribuiu a guarnição dos castelos à Ordem dos Templários, soberania de Afonso sobre esses territórios, que por sua vez indemnizou financeiramente as irmãs.

A governação de Afonso II ficou marcada, pela obsessão de centralização do poder. Foram reunidas pela primeira vez Cortes, com representantes da nobreza e clero, na cidade de Coimbra em 1211. O monarca tentou retirar muitos dos privilégios, atribuídos pelo pai e avô (Afonso Henriques), à nobreza e clero, vê-lo, ordenando que fosse apresentada o comprovativo régio de doação de terras.

Em contraste ao pai e avô, não promoveu uma campanha belicista de anexação de territórios a sul aos mouros, ou de reivindicação de territórios de Leão e Castela, procurou antes estabilizar o reino, promovendo um conjunto de reformas económicas (cunhagem de moeda), judiciais (direito privado e civil) e sociais. Enviou igualmente, embaixadores aos diversos reinos europeus, em busca de acordos comerciais, que desenvolvessem a economia portuguesa. Por iniciativa do Bispo de Lisboa e de alguns nobres, foram tomadas algumas praças a sul, aos mouros, no decurso do seu reinado.

Outro aspecto preponderante do seu reinado foi o conflito com a Santa Sé. De forma a ver Portugal reconhecido como reino, pelo Papa, Afonso Henriques e Sancho I, atribuíram grandes privilégios á Igreja, esta política começava a ter os seus custos no reinado de Afonso II, com um surgimento de um Estado dentro do Estado. De forma a contrariar esta tendência, Afonso começou a minar o poder católico no reino. Esta postura do monarca português levou, à sua excomunhão por parte do Papa Honório III, Afonso prometeu alterar a sua política anti igreja, mas até á sua morte em 1223, continuou excomungado, por não ter cumprido o acordado. Esta atitude do monarca português demonstrou, grande coragem, ao enfrentar o grande poder na época – Igreja Católica, e ter sofrido o maior castigo, para um cristão medieval, a excomunhão, que condenava a alma à perdição eterna. Afonso III solucionou o conflito com a Igreja, permitindo que a excomunhão a Afonso II fosse levantada.

Afonso II de Portugal caracterizou-se pela reformulação total do reino, que ainda não tinha sido estruturado, como tal, pelo pai e avô. Estes preocupavam-se mais com a expansão territorial, do que com a administração eficaz do reino. Na época, o poder de um monarca era visto, pela dimensão dos seus territórios e pela quantidade de súbitos, algo que limitava a importância de uma boa administração, do território. Graças aos esforços de Afonso II, Portugal fixou-se enquanto reino coeso, e essencialmente enquanto Estado, no contexto estrutural e organizacional do terno, enfrentando tanto a família como a Igreja.

Reis da Primeira Dinastia (Dinastia de Borgonha)

| Afonso I | Sancho I | Afonso II | Sancho II | Afonso III | Dinis I | Afonso IV | Pedro I | Fernando I |

545 Visualizações 1 Total

References:

MATTOSO, José (Dir.); História de Portugal, 1. Antes de Portugal, 2. Monarquia (A) feudal (1096-1325), 3. No Alvorecer da Modernidade, 1480_1620(, Circulo de Leitores, Lisboa, 1993

SERRAO, Joel MARQUES, A. H. de Oliveira, Dir.; Nova Historia de Portugal, 2. Das invasoes germanicas a “Reconquista”, 3. Portugal em definiçao de fronteiras. Do Condado Portucalense a crise do seculo XIV. Proença, Lisboa, 1992

545 Visualizações

A Knoow é uma enciclopédia colaborativa e em permamente adaptação e melhoria. Se detetou alguma falha em algum dos nossos verbetes, pedimos que nos informe para o mail geral@knoow.net para que possamos verificar. Ajude-nos a melhorar.

 

 

Knoow - a divulgar conhecimento pelo mundo