Confúcio

Confúcio (sugere-se que nasceu a 27 de Agosto de 551 A.C – 479 A.C) é o pensador chinês mais famoso. De acordo com alguns registos escritos, ele nasceu na cidade chinesa de Tsou, no condado de Ch´angping, no ducado de Lu. O seu nome literário era Chungni e o seu apelido era K´ung.

Ele ficou orfão de pai pouco após o seu nascimento, no entanto, apesar da pobreza da sua mãe ela conseguiu dar-lhe uma educação adequada. Este menino que se tornaria o mais conhecido dos pensadores chineses, tinha grande interesse por história, poesia e música. De acordo com um dos Quatro Livros  do Confucionismo, Os Anacletos, ele tornou-se devoto de estudos eruditos ao atingir os 15 anos de idade. Pouco tempo depois, por volta dos 17 anos, foi dado a Confúcio um pequeno cargo no governo, na sua terra natal, Lu. Com isto, a sua situação financeira, que era precária, melhorou o que permitiu que ele criasse família. Aos 19 anos casou-se e teve um filho no ano seguinte.

Uma circunstância marcante na sua vida e que transforma-o definitivamente no maior pensador do extremo Oriente foi a morte da sua mãe quando ele beirava os 25 anos. Nesta ocasião, Confúcio, de acordo com a tradição anterior deixada pelos seus ancestrais, retirou-se da vida pública e pranteou pela sua mãe, junto á sepultura, por dois anos e três meses, dando aos seus conterrâneos e posteriores seguidores um exemplo de devoção familiar.

Após o período de luto, Confúcio dedica-se á carreira de mestre itinerante. Abandona a sua família e assumiu esta ocupação qual mestre. Ele passou a ensinar sobre poesia, música, literatura, educação cívica, ética, ciência, ou qualquer outro assunto que fosse de interesse geral naquela altura. Entre os seus seguidores, em certa ocasião estavam cerca de 3.000 alunos o que demonstra a sua popularidade na época. Ele desenvolveu a fama de ser um mestre por excelência, tanto que na sua sepultura, em Ch´u-Fou, na província de Xantung, ele é chamado apenas de “Antigo Santíssimo Mestre”. Sobre o seu método de ensino, é interessante considerar o que foi escrito por um escritor ocidental:

“Ele caminhava de ‘lugar em lugar acompanhado dos que absorviam seus conceitos de vida’. Sempre que a jornada fosse mais distante ele ia de carro de boi. O passo lento do animal permitia que seus pupilos o acompanhassem a pé, e é evidente que o assunto de suas palestras não raro se inspirava em eventos que ocorriam a caminho.”

Visto que, mais tarde, o fundador do Cristianismo, Jesus de Nazaré, usou um método similar, fica claro que este método é bastante popular e permite alcançar as pessoas.

O que fazia de Confúcio diferente daqueles ao seu redor foi a sua capacidade de estudar e adquirir conhecimento. Ele era um estudante devoto, em especial de História e Ética. Isso fez dele um Mestre entre os seus. De acordo com Lin Yutang: “As pessoas sentiam-se atraídas a Confúcio, não tanto por ser ele o homem mais sábio de sua época, mas porque era o mais culto erudito, o único de seus dias que podia ensiná-los a respeito dos livros antigos e da antiga erudição”.

Apesar da sua erudição e fama qual mestre, Confúcio não considerou o ensino como a sua carreira vitalícia. Segundo ele era possível que seus conceitos sobre ética e moral salvassem o mundo nos seus dias. O mesmo estava atribulado e afundado nas leis e costumes dos seus governantes. Para tal, ele junto com os seus discípulos viajaram para outros lugares, para que fossem contratados por governantes para que aplicassem os seus ensinamentos e adoptassem os seus conceitos sobre governo e ordem social. Naturalmente, ele não conseguiu salvar o mundo, e por fim, foi abandonado em Ch’i, expulso de Sung e Wei, sofreu penúria entre Ch’en e Ts’ai. Depois de 14 anos de jornada, ele voltou a Lu, desapontado, mas não combalido.

No restante da sua vida ele dedicou-se á sua obra literária e ao ensino. Por fim, aos 73 anos de idade, no ano 479 A.C ele morreu.

Algumas das suas citações mais proeminentes foram:

“Exige muito de ti e espera pouco dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos.”

“O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros.”

“A nossa maior glória não reside no facto de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda.”

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