Adolf Hitler na Segunda Guerra Mundial

A 1 de Setembro de 1939, a Alemanha nazi invadiu a Polónia. Dois dias depois, a Grã Bretanha e a França declararam-lhe guerra. Foi assim que estorou a II Guerra Mundial. A campanha na Polónia foi elaborada pelo general Franz Halder, chefe do Estado-Maior do Exército, mas coube a Adolf Hitler a ordem definitiva da invasão. A Alemanha recorreu a táticas de blitzkrieg (Guerra relâmpago), e atacou as linhas da frenque polacas com tanques Panzer a aviação, para que os seus soldados pudessem avançar. A abordagem foi bem-sucedida, apesar de não ter sido Hitler o mentor da mesma. A 27 de Setembro de 1939 a Polónia rendeu-se. Depois, Hitler usou a mesma tática noutros países, incluindo a França em 1940. Adolf Hitler não contava com uma reacção tão forte por parte da França e da Grã-Bretanha, por isso, a sua popularidade decresceu signicativamente. No entanto, a rápida conquista da França, que foi uma das vencedoras da Guerra anterior, em apenas algumas semanas, alterou rapidamente o seu estatuto. 

Por aproveitar-se deste sucesso, rapidamente Adolf Hitler envolveu-se em todos os aspetos operacionais do exército alemão. Era conhecida a sua atenção ao detalhe, que na melhor das hipóteses seria interferência, e na pior seria prejudicial. Seria ridículo imaginar um chefe de estado discutir o número de camiões de uma dada unidade e tentar interpretá-lo como um comandante militar. A sua minúncia era de tal modo que, no fim da guerra, quase nenhuma unidade principal poderia mover-se sem o aval de Hitler, em especial na retirada.

Führer estava ciente de que este grau de envolvimento causava ódio, e rancor em alguns dos seus oficiais, mas fazia uso desses sentimentos sempre que possível. Era comum, por exemplo, ele lançar os comandantes uns contra os outros. Além disto, era muito teimoso. Não existem muitos registos sobre os briefings de Adolf Hitler com os seus comandantes, apesar de no ano de 1943 ele ter levado dois estenógrafos para as reuniões, e apesar de muitos dos registos terem sido destruídos no fim, o que mostram os que sobraram, são discussões detalhadas sobre movimentos das mais pequenas unidades na frente de combate e respetivo equipamento.

Um ponto decisivo no aumento da popularidade alemã ocorre a 10 de Maio de 1940, até 22 de Junho do mesmo ano. Resignado com o facto de a Grã-Bretanha e a França terem declarado guerra, Hitler viu que teria que neutralizar a França. Assim invadiu o território gaulês. A campanha consistiu em duas operações. Na primeira, chamada de Fall Gelb (Caso Amarelo), as forças germânicas avançaram sob a região das Ardenas e conseguiram, na Bélgica, empurrar os Aliados para o mar. Isso resultou na evacuação maciça da Froça Expedicionária Briânica em Dunquerque, entre 26 de Maio e 4 de Junho. A segundo operação, conhecida como Fall Rot (Caso Vermelho), começou a 5 de Junho, com a bem armada aviação alemã a derrotar a cansada força francesa. Assim, em 14 de Junho de 1940 os alemães entraram em Paris, e em 22 de Junho, assinam um armistício que consagrou a ocupação das regiões norte e oeste do país até 1933. Hitler não foi o responsável por estas duas operações, mas foi ele que convenceu o Alto Comando a aceitar o plano.

À medida que a guerra avançava, Hitler passou a confiar mais nos seus instintos. Em 1944, ele vivia numa espécie de fantasia, e acreditava que irromperia entre as linhas aliadas e separaria os britânicos dos americanos, e faria cair a coligação ocidental aliada, podendo voltar ao seu combate a leste com os russos. O seu instinto tornara-se delirante. Nesta fase, os generais tentaram contê-lo, e a que usasse regras diferentes, menos ousadas, mas em vão. Apesar deste delírio, ele chegou a tomar algumas decisões inteligentes.

A resistência da Grã-Bretanha diminui as hipóteses de sucesso, visto que estava num constrangimento

Adolf Hitler e os seus generais em que não confiava

económico. Não seria possível continuar a guerra, porque mais cedo ou mais tarde, a Alemanha ficaria sem recursos, mesmo com o instável apoio da União Soviética. Por isso, Hitler decidiu atacar a União Soviética. Por motivos estratégicos, económicos e ideológicos, isto era algo que Adolf sempre quis fazer. Isso baseava-se na permissa de que, com uma curta campanha militar a URSS desmonar-se-ia, e o Exército Vermelho seria facilmente atacado. Mas as coisas não correram bem.

Em 1942, depois de uma segunda tentativa falhada de conquistar a União Soviética, nada mais restava a Hitler do que resistir o melhor que podia, e esperar que a coligação adversária quebrasse. Mas esta esperança baseava-se mais no delírio do que noutra coisa. Deste modo, em 1945 Adolf Hitler passaria a maior parte do tempo a ditar ordens precisas aos seus generais, restando porém muita pouca confiança em qualquer um deles. Nessa altura porém, o governante já não tinha qualquer esperança em que o Terceiro Reich fosse bem sucedido.

A deterioração mental de Hitler, levou-o à irracionalidade e o que conjugada com o seu estilo de liderança levou à derrota do Terceiro Reich.

O atentado que sofreu em 1944 ocorrido na Toca do Lobo, levou Hitler a perceber que a oposição interna era muito forte. Nesta épca a saúde de Adolf Hitler era muito debilitada. Hitler sofria de problemas cardíacos, era hipocondríaco, sofria de insónias, era toxicodependente, sofria de mal de Parkinson, e estava a envelhecer precocemente. Hitler cometeria então a 30 de Junho de 1945 suicídio junto com a sua noiva, com quem teria alegadamente casado, num bunker em Berlim. Existem algumas controvérsias em relação a esta morte, mas a certeza é que desde aí, oficialmente a vida de Adolf Hitler acabou.

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