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Nabucodonosor

Nome Nabucodonosor II (Nebucadrezar)
Nascimento 632 A.C
Morte 562 A.C (70 anos)
Cônjuge Amitis da Média
Obra famosa Jardins Suspenso da Babilónia
Reinado 624 A.C – 582 A.C (43 anos)
Antecessor Nabopolassar
Sucessor Evil Merodaque

Nabucodonosor provavelmente é uma palavra que se origina no acadiano e que significa “Ó Nebo, Protege o Herdeiro).

Nabucodonosor reinou por 43 anos (624-582 AEC), e este período inclui os “sete tempos” em que comeu vegetação como um touro. (Daniel 4:31-33). Para distinguirmos este monarca dum governante babilónio do mesmo nome, mas dum período bem anterior (da dinastia Isin), os historiadores referem-se a ele como Nabucodonosor II.
Dados históricos em inscrições cuneiformes actualmente disponíveis sobre Nabucodonosor de certo modo complementam o registo bíblico, que é o lugar onde encontramos mais informações sobre Nabucodonosor. Estes registos declaram que foi no 19.° ano do reinado de Nabopolassar que ele reuniu o seu exército, assim como fez seu filho Nabucodonosor, então príncipe herdeiro. Os dois exércitos, evidentemente, actuavam de forma independente, e depois de Nabopolassar voltar a Babilónia dentro de um mês, Nabucodonosor guerreou de modo bem-sucedido em território montanhoso, retornando depois a Babilónia com muito despojo. Durante o 21.° ano do reinado de Nabopolassar, Nabucodonosor marchou com o exército babilónico para Carquemis, para lutar ali contra os egípcios. Ele conduziu suas forças à vitória. Isto ocorreu no quarto ano do reinado do Rei Jeoiaquim, de Judá (625 AC). Jeremias 46:2.
As inscrições mostram, além disso, que a notícia da morte de seu pai fez Nabucodonosor voltar a Babilónia, e no dia primeiro de elul (Agosto-Setembro) ele ascendeu ao trono. Neste seu ano de ascensão, ele retornou a Hatu, e “no mês sebate [Janeiro-Fevereiro, 624 A.C] ele levou o enorme despojo de Hatu para Babilónia”. (Assyrian and Babylonian Chronicles [Crónicas Assírias e Babilónicas], de A. K. Grayson, 1975, p. 100) Em 624 A.C, no primeiro ano oficial do seu reinado, Nabucodonosor levou novamente suas forças através de Hatu; capturou e saqueou a cidade filisteia de Ascalom. Durante o seu segundo, o terceiro e o quarto ano como rei, dirigiu campanhas adicionais em Hatu, e, evidentemente, no quarto ano, fez do rei Jeoiaquim, de Judá, seu vassalo. (2 Reis 24:1) Também, no quarto ano, Nabucodonosor levou as suas forças ao Egipto, e no conflito resultante, ambos os lados sofreram pesadas baixas.
Conquista de Jerusalém 

Mais tarde, a rebelião do Rei Jeoiaquim, de Judá, contra Nabucodonosor evidentemente resultou num sítio dos babilónios contra Jerusalém. Parece que foi durante este sítio que Jeoiaquim morreu e o seu filho Joaquim ascendeu ao trono de Judá. Mas, apenas três meses e dez dias depois, o reinado do novo rei terminou quando Joaquim se rendeu a Nabucodonosor (no mês de adar [Fevereiro-Março] durante o sétimo ano de reinado de Nabucodonosor [terminando em nisã de 617 AEC], segundo as Crónicas Babilônicas). Uma inscrição cuneiforme (Museu Britânico 21946) declara: “O sétimo ano: No mês de quisleu, o rei de Acade reuniu seu exército e marchou até Hatu. Acampou-se contra a cidade de Judá, e no segundo dia do mês de adar ele capturou a cidade (e) capturou (seu) rei [Joaquim]. A um rei da sua própria escolha [Zedequias] ele designou na cidade (e) tomando o enorme tributo, ele levou este a Babilónia.” (Assyrian and Babylonian Chronicles, de A. K. Grayson, 1975, p. 102; FOTO, Vol. 2, p. 438) Além de Joaquim, Nabucodonosor levou outros membros da família real, oficiais da corte, artífices e guerreiros ao exílio babilônico. Foi ao tio de Joaquim, Matanias, que Nabucodonosor fez rei de Judá, e ele mudou o nome de Matanias para Zedequias.
Algum tempo depois, Zedequias rebelou-se contra Nabucodonosor, aliando-se com o Egito em busca de protecção militar. (Ezequiel 17:15; e compare isso com Jeremias 27:11-14.) Isto trouxe os babilónios de volta a Jerusalém, e em 10 de tebete (Dezembro-Janeiro), no nono ano do reinado de Zedequias, Nabucodonosor sitiou Jerusalém. (2 Reis 24:20; 25:1; 2 Crónicas 36:13) No entanto, notícias de que uma força militar de Faraó estava saindo do Egipto fez os babilónios levantar temporariamente o sítio. (Jeremias 37:5) Subsequentemente, as tropas de Faraó foram obrigadas a retornar ao Egipto, e os babilónios reiniciaram o sítio de Jerusalém. (Jeremias 37:7-10) Por fim, em 607 A.C, em 9 de tamuz (Junho-Julho) do 11.° ano do reinado de Zedequias (o 19.° ano de Nabucodonosor, contado desde o seu ano de ascensão, ou seu 18.° ano de reinado), a muralha de Jerusalém foi brechada. Zedequias e seus homens fugiram, mas foram apanhados na planície desértica de Jericó. Visto que Nabucodonosor se havia retirado para Ribla, “na terra de Hamate”, Zedequias foi levado à presença dele ali. Nabucodonosor mandou matar todos os filhos de Zedequias, e depois cegou e amarrou Zedequias, para levá-lo preso a Babilónia. Os pormenores depois da conquista, inclusive o incêndio do templo e das casas de Jerusalém, o fim dado aos utensílios do templo e a tomada de cativos, foram cuidados por Nebuzaradã, chefe da guarda pessoal. Gedalias, designado por Nabucodonosor, serviu como governador dos que não foram levados cativos.
O livro de Daniel declara que foi “no segundo ano” do reinado de Nabucodonosor (provavelmente contado a partir da destruição de Jerusalém, em 607 AEC, e, portanto, referindo-se realmente ao seu 20.° ano de reinado) que Nabucodonosor teve o sonho sobre uma estátua de cabeça de ouro. (Da 2:1) Ao passo que os sacerdotes-magos, os conjuradores e os caldeus não puderam interpretar este sonho, o profeta judeu Daniel o fez. Isto induziu Nabucodonosor a reconhecer o Deus de Daniel como “Deus de deuses e Senhor de reis, e Revelador de segredos”. Daí, constituiu Daniel “governante de todo o distrito jurisdicional de Babilónia e prefeito supremo sobre todos os sábios de Babilonia”. Nabucodonosor designou também os três companheiros de Daniel, Sadraque, Mesaque e Abednego para postos administrativos. — Daniel 2.

Foi também algum tempo depois da queda de Jerusalém, em 607 A.C, que Nabucodonosor iniciou o sítio contra Tiro. Durante este sítio, as cabeças dos soldados ‘ficaram calvas’ pelo atrito dos capacetes, e seus ombros ‘ficaram esfolados’ por carregarem os materiais usados na construção de obras de sítio. Um fragmentário texto babilônico, que data do 37.° ano de Nabucodonosor (588 AEC), deveras menciona a campanha contra o Egito. (Ancient Near Eastern Texts [Textos Antigos do Oriente Próximo], editado por J. Pritchard, 1974, p. 308) Mas, não se pode determinar se isto se refere à conquista original ou a uma acção militar posterior.

Projetos de Construção

Além de conseguir muitas vitórias militares e de expandir o Império Babilónico em cumprimento de profecias, Nabucodonosor empenhou-se em considerável actividade de construção. Supostamente para satisfazer a saudade da sua rainha meda, Nabucodonosor construiu os Jardins Suspensos, classificados como uma das sete maravilhas do mundo antigo. Muitas das existentes inscrições cuneiformes de Nabucodonosor falam de seus projectos de construção, inclusive os de templos, palácios e muralhas. Um trecho de uma destas inscrições reza:
“Nabucodorosor, Rei de Babilônia, o restaurador de Esagila e Ezida, filho de Nabopolassar eu sou. Como proteção para Esagila, para que nenhum poderoso inimigo e destruidor pudesse tomar Babilônia, para que a linha de batalha não se chegasse a Imgur-Bel, a muralha de Babilônia, aquilo que nenhum rei anterior fez [eu fiz]; no cercado de Babilónia eu fiz como cerca uma forte muralha no lado leste. Escavei um fosso, atingi o nível da água. Vi então que a muralha que meu pai havia preparado era pequena demais na sua construção. Construí com betume e com tijolos uma poderosa muralha que, igual a um monte, não poderia ser movida, e liguei-a à muralha de meu pai; lancei seus alicerces no peito do mundo subterrâneo; ergui seu topo como montanha. Ao longo desta muralha, para reforçá-la, construí uma terceira, e como base duma muralha protetora lancei um alicerce de tijolos, e construí-o sobre o peito do mundo subterrâneo e lancei seu alicerce. Reforcei as fortificações de Esagila e Babilônia e estabeleci o nome de meu reinado para sempre.” — Archaeology and the Bible (Arqueologia e a Bíblia), de G. Barton, 1949, pp. 478, 479.
Isto se harmoniza com a jactância de Nabucodonosor pouco antes de perder a sanidade: “Não é esta Babilônia, a Grande, que eu mesmo construí para a casa real com o poderio da minha potência e para a dignidade da minha majestade?” (Da 4:30) Mas quando, em cumprimento do divinamente enviado sonho sobre a árvore derrubada, sua faculdade de raciocínio foi restaurada, Nabucodonosor teve de reconhecer que Jeová é capaz de humilhar os que andam em orgulho.
Muito Religioso. 

Há indícios de que Nabucodonosor era extremamente religioso, construindo e embelezando os templos de numerosas deidades babilónicas. Estava especialmente devotado à adoração de Marduque, o principal deus de Babilónia. A ele Nabucodonosor dava crédito pelas suas vitórias militares. Troféus de guerra, inclusive os vasos sagrados do templo de Jeová, parecem ter sido depositados no templo de Marduque (Merodaque). Uma inscrição de Nabucodonosor diz: “Para a tua glória, ó exaltado MERODAQUE, construí uma casa. . . . Que ela receba em seu seio o tributo abundante dos Reis das nações e de todos os povos!” — Records of the Past: Assyrian and Egyptian Monuments (Registos do Passado: Monumentos Assírios e Egípcios), Londres, 1875; Vol. V, p. 135.
A imagem de ouro erigida por Nabucodonosor na planície de Dura talvez tenha sido dedicada a Marduque e destinada a promover a união religiosa no império. Enfurecido pela recusa de Sadraque, Mesaque e Abednego de adorar esta imagem, mesmo depois de receberem uma segunda oportunidade, Nabucodonosor ordenou que fossem lançados numa fornalha ardente, aquecida sete vezes mais do que de costume. Todavia, quando estes três hebreus foram libertados por um anjo de Jeová, Nabucodonosor se viu obrigado a dizer que “não há outro deus que possa livrar assim como este”. — Da 3.
Nabucodonosor também parece ter confiado muito na adivinhação ao fazer o planeamento das suas operações militares. Por exemplo, a profecia de Ezequiel retrata o rei de Babilónia empregando a adivinhação para decidir se devia ir contra Rabá de Amom ou contra Jerusalém.

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