Abel

Abel refere-se a um personagem bíblico, filho de Adão e Eva que nasceu após o pecado de ambos no jardim do Éden. Teve vários irmãos, e ele era o segundo filho. O seu nome provavelmente significa Exalação ou Vaidade. A Bíblia usa o nome de ainda dois irmãos, filhos de Adão e Eva, sendo os seus nomes Caim e Sete. Aparentemente Sete, apenas nasceu após a morte de Abel. É muito provável porém que durante o período de vida de Abel tenham nascido várias irmãs em vista do que Génesis 5 relata:

“Este é o livro da história de Adão. No dia em que Deus criou Adão, ele o fez à semelhança de Deus. Macho e fêmea os criou. Depois os abençoou e os chamou pelo nome de Homem, no dia em que foram criados.
E Adão viveu cento e trinta anos. Tornou-se então pai dum filho à sua semelhança, à sua imagem, e chamou-o pelo nome de Sete. E os dias de Adão, depois de gerar Sete, vieram a ser oitocentos anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas (…)”

(Gênesis 4:1, 2) “Adão teve então relações com Eva, sua esposa, e ela ficou grávida. A seu tempo, ela deu à luz Caim e disse: “Produzi um homem com o auxílio de Jeová.” Mais tarde deu novamente à luz, seu irmão Abel (…)”

O facto de não se fazer referência a nenhuma declaração especial da parte dos pais aquando do nascimento de Abel, indica que possivelmente as expectativas em relação a Caim eram superiores ás expectativas em relação a Abel. Com o tempo, Abel tornou-se pastor de ovelhas, ao passo que Caim tornou-se agricultor.

A Bíblia dá algum enfoque a uma situação que ocorre posteriormente na vida de Abel e Caim. Numa ocasião, estes dois irmãos decidem fazer ofertas a Deus. É explicado que Abel dedicou tempo a escolher um cabrito, e que Caim ofereceu alguns frutos. A Bíblia dá também enfoque não à oferta em si, mas sim à condição de coração, visto que refere primeiro que Deus não se agradava de Caim, e como consequência da sua oferta, ao passo que se agradava de Abel, e da sua oferta. Neste ponto é óbvio que ambos acreditavam em Deus, no entanto, parece que a relação de Abel com Deus era superior à sua relação com Jeová. A Bíblia não explica como é que Deus revelou a ambos que não se agradava da oferta de Caim, ao passo que aprovava a oferta de Abel. Isso parece indicar que os seus pais Adão e Eva explicaram-lhes o motivo pelo qual eles perderam o jardim do Éden, também algo sobre a personalidade de Deus e do que ele se agrada. Visto que a Bíblia também explica que haviam dois querubins, junto com uma espada que se revolvia continuamente, e em fogo para impedir o acesso ao Jardim do Éden e à árvore da vida é possível que tenha sido lá que eles ofereceram o seu sacrifício. Esse entendimento é possível visto que posteriormente os querubins são usados para representar a presença de Jeová.

Posteriormente o Apóstolo Paulo explicou o motivo principal pelo qual a oferta de Abel foi aceite:

(Hebreus 11:4) “Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício de maior valor do que Caim, sendo por esta fé que se lhe deu testemunho de que era justo, dando Deus testemunho com respeito a suas dádivas; e por intermédio dela, embora morto, ainda fala.”

O resultado da aprovação de Deus resultou em inveja e raiva da parte de Caim. É relatado que Deus aconselhou Caim a mudar o seu modo de agir, contra o ressentimento no seu coração, no entanto ao invés de mudar de proceder ele convidou o seu irmão Abel a ir até o campo e ai matou-o. Segundo Jesus, Abel foi o primeiro mártir, e vítima de perseguição religiosa.

(Lucas 11:49-51) “Por esta razão, a sabedoria de Deus também disse: ‘Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão a alguns deles, para que o sangue de todos os profetas, derramado desde a fundação do mundo, seja exigido desta geração, desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e a casa…”

Abel é ainda referido na carta aos Hebreus 12:24 para contrastar com o sangue de Jesus.

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