Shevchenko

Shevchenko foi um dos melhores avançados do futebol, destacou-se no AC Milan, Dínamo de Kiev e selecção da Ucrânia, venceu a bola de ouro em 2004. É o melhor marcador de sempre do futebol ucraniano, e é o segundo melhor marcador de sempre do AC Milan. É agora seleccionador da Ucrânia.

Andriy Mykolayocych Shevchenko, nasceu na Ucrânia, na cidade de Yahotynskyi Raion a 29 de Setembro de 1976, é um ex-jogador de futebol, dos melhores avançados de sempre, destacou-se maioritariamente no AC Milan e no Dínamo de Kiev. É actualmente o seleccionador de futebol da Ucrânia.

Andriy SHEVCHENKO - Milan AC /Lecce - 06.01.2005 - Calcio - FOOT FOOTBALL - hauteur illustartion ballon d or trophee attitude pose portrait chevtchenko shevtchenko chevchenko shevchenko Garofalo Alessandro/ Alfa

Em 1986 o acidente nuclear de Chenobyl obriga a mudanças em muitas vidas, uma delas foi a de Andriy Shevchenko, que com apenas 10 anos de idade viu-se obrigado a abandonar a cidade que o viu nascer, mudando-se para a capital, Kiev. Desde pequeno foi sempre fã de desporto, praticava futebol, hóquei e golfe, a paixão pelo futebol falou mais alto e aos dezasseis anos, chega ao Dínamo de Kiev e junta-se aos juniores do clube. Com 18 anos chega ao plantel principal, uma primeira época tímida, também fruto da tenra idade, Shevchenko marca apenas 3 golos em 23 jogos mas sagra-se campeão, fez aliás o pleno, nas cinco épocas que esteve no gigante de Kiev foi pentacampeão. A segunda época foi claramente a de afirmação tornando-se inclusive o segundo melhor marcador do campeonato. Esteve no clube até 1999, dominando o futebol ucraniano a seu belo prazer, nas competições europeias a tarefa dificultava-se, no entanto, foi ainda ao serviço do Dynamo que Shevchenko teve as primeiras noites de glórias europeias. Frente ao Barcelona, orientado por Louis Van Gaal e numa equipa recheada de estrelas como Figo, Rivaldo ou Ferrer, o Dínamo venceu na Ucrânia por 3-0 e em Camp Nou por 4-0, com um hat-trick de Shevchenko, mostrando a toda a Europa que tinha capacidade para voos mais altos.

Esses voos mais altos surgiram pela porta de Itália, quando o AC Milan desembolsou 25 milhões para convencer o Dínamo a vender o jogador. Shevchenko chega ao cálcio com muitas dúvidas em seu redor, pelos valores e sobre a sua capacidade em triunfar num futebol tacticamente muito forte como o italiano. No entanto, o ucraniano não deixou os créditos por mãos alheias e logo na sua primeira pelos rossoneri afirma-se como indiscutível e marca uns impressionantes 29 golos, tornando-se no melhor marcador da série A logo na época de estreia, perde o título de campeão para a Lázio, mas começa ali uma história de sucesso de sete épocas consecutivas ao serviço do AC Milan onde vence uma liga, uma taça e uma supertaça de Itália e ainda uma liga dos campeões numa final frente à Juventus em Old Trafford, ganha nos penalties, com Shevchenko a apontar o último e decisivo pontapé de castigo máximo.

O jogador atravessava a melhor fase da sua carreira, golos, títulos e boas exibições tornavam-no indiscutivelmente um dos melhores do planeta e o reconhecimento disso mesmo chegou em 2004, quando venceu a bola de ouro, tornando-se no terceiro ucraniano a vencer o galardão, depois de Oleh Blokhin em 1975 e Ihor Belanov em 1986.  Com o título de melhor do mundo, Schevchenko torna-se o segundo melhor marcador de sempre dos rossoneri, apenas atrás de Gunnar Nordahl.

Esteve em Milão até 2006, ano em que o Chelsea desembolsou 45 milhões de euros para o contratar ao AC Milan, antes de se mudar para Londres, participa na primeira grande competição de seleções com a sua Ucrânia, chega aos quartos de final do mundial da Alemanha, caindo aos pés da Itália.

Após o mundial, começa a aventura em Inglaterra, apesar das expetativas e dos títulos coletivos, o pesado legado que trazia de Milão nunca chegou a ser correspondido, nunca atingindo o nível apresentado em Itália, as duas épocas na Premier League não deixaram saudades e em 2008 regressa ao AC Milan por empréstimo, mas a o regresso não correu como esperado, acabando a épocas apenas com dois golos, muito pouco, para quem habituou os adeptos rossoneri a muitos festejos.

Em 2009 e após épocas menos conseguidas, Shevchenko decide regressar a casa, volta ao Dínamo de Kiev, onde está durante três épocas, se na primeira passagem o Dínamo era dono e senhor do campeonato ucraniano, a segunda passagem revela-se oposta, com o Shakhtar Donetsk forte, Shevchenko não consegue sagrar-se campeão neste regresso, acabando por se retirar em 2012. Após o final da época, participa com a Ucrânia no europeu 2012, os ucranianos não vão além da fase de grupos, onde Shevchenko aponta dois golos, tendo o último jogo sido frente à Inglaterra, retirando-se assim dos relvados, com 111 jogos e 48 golos pela Ucrânia, aquele que para muitos é o melhor jogador ucraniano de sempre.

Após a retirada dos relvados, passou para o banco de suplentes, assumindo o cargo de seleccionador em 2016, cargo que actualmente ainda ocupa.

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