Gostaria de ser nosso colaborador?

É especialista em alguma das áreas de conhecimento presentes na nossa enciclopédia? Tem gosto pela escrita? Gostaria de ser editor numa enciclopédia em português, integralmente escrita por especialistas? Gostaria de partilhar conhecimento?

Se a sua resposta é sim, então envie-nos o seu CV para geral@knoow.net para que possamos analisar e enviar mais detalhes sobre a forma de colaboração.

 

Áreas para as quais procuramos especialistas:

  •  História do Brasil
  •  História de Angola
  •  História de Moçambique
  •  Medicina
  •  Medicina Veterinária
  •  Filosofia
  •  Sociologia
  •  Contabilidade
  •  Direito
  •  Mecânica
  •  Química
  •  Física
  •  Matemática

 

Futre, Paulo

Paulo Futre é um ex-jogador de Sporting, Benfica e Porto tendo sido um dos melhores jogadores nacionais de sempre. Actualmente é comentador desportivo.

Biografia de Paulo Futre

Paulo Futre é um ex-jogador de Sporting, Benfica e Porto tendo sido um dos melhores jogadores nacionais de sempre. Actualmente é comentador desportivo.

NEoGUH_Muascido a 28 de Fevereiro de 1966, na cidade do Montijo, Paulo Futre tornou-se jogador de futebol por influência do seu pai, José Paulo, que passou pelas divisões inferiores nos clubes perto de onde reside como Amora, Montijo e Cova da Piedade. Tal como pai, viria a ser um extremo esquerdo mas Futre destacava-se pela velocidade de execução e a sua capacidade de drible. Paulo Futre levava quase sempre a melhor e quando isso não acontecia devia-se a faltas duras dos adversários. Era um homem de impulsos, passional e o seu jogo reflectia isso mesmo.

A sua formação de jogador aconteceu no Sporting quando Aurélio Pereira gostou do que viu num miúdo de 12 anos que brilhou num torneio de França e fez uma proposta a José Paulo que aceitou o ingresso do seu filho Futre no clube de Alvalade. Aos 15 anos de idade, assina o primeiro contrato profissional com o Sporting e torna-se a estrela maior da formação do Sporting. Não demorou muito tempo a jogar na equipa principal do Sporting. Depois da saída de António Oliveira das funções de treinador-jogador, Paulo Futre estreava-se pela primeira vez em Maio de 1983 num jogo particular. Na época seguinte (83/84) teve mais oportunidades na equipa principal mas não estava satisfeito com a gestão que o treinador de então, Josef Venglos, fazia relativamente a si. Isto porque o treinador defendia que Futre deveria fazer um determinado percurso nos juniores e integrando, com tempo, a equipa principal. Mas o impulsivo Futre não estava contente com a situação e acreditava que tinha talento para suportar a falta de experiência que lhe apontavam como razão para não jogar na equipa principal a tempo inteiro. Por isso mesmo, exigiu novas condições salariais que os responsáveis sportinguistas rec91b3bd1c3dd83747d7660166f485d75cusaram de imediato e sentindo-se ofendido com a conduta preferia mudar de ares, até porque já sabia que na época seguinte, o Sporting iria empresta-lo à Académica. Nessa altura, entrou a sagacidade negocial de Pinto da Costa para levar Paulo Futre rumo ao Futebol Clube do Porto e a contratação de Futre servia de vingança ao que o Sporting fizera antes em que levara Jaime Pacheco e António Sousa das Antas. Paulo Futre confirmou no FC Porto aquilo que no Sporting não reconheciam como se fosse imediato. Apesar de algumas dificuldades de integração no primeiro ano devido a ter vindo do Sporting, respondia dentro de campo, com qualidade, técnica, irreverência e corajoso o suficiente para levar o FC Porto ao colo. Futre ajudou a conquistar dois campeonatos nacionais e a Supertaça, a nível nacional e a nível internacional, ajudou a conquistar a Taça dos Clubes Campeões Europeus, um inédito troféu no clube portuense e que foi um escaparate para mostrar as suas capacidades aos principais clubes estrangeiros que o quiseram levar para as suas fileiras. Consumou-se a transferência para o Atlético de Madrid, onde se tornou um ídolo dos adeptos do clube “colchonero”. Viveu uma relação intensa de altos e baixos com o Presidente, Adeptos e com a equipa técnica mas nunca mais foi esquecido sendo uma referência dos adeptos do Atlético. Esteve no clube durante 6 temporadas, venceu duas Taças do Rei e no inicio do ano de 1993 saiu do Atlético para ir parar ao Benfica. Contudo, teve para assinar pelo Sporting que chegou a sondar Futre para voltar ao clube do seu coração. O Presidente do Benfica, Jorge de Brito, teve melhores argumentos e trouxe Futre para a Luz ainda que só por meio ano. Ganhou uma Taça de Portugal pelo clube encarnado. Futre já não era mesmo pelas constantes lesões que sofrera na sua carreira e que já o afectaram no Atlético98151. Depois do Benfica, seguiu-se o Marselha como sendo o seu clube para a época de 93/94. Volta a não estar muito tempo no clube francês, na altura afectado pelo escândalo de corrupção. A meio dessa época, assinava contrato com o Reggiana com intermediação do AC Milan, onde estaria temporada e meia mas novamente sem sucesso. No jogo de estreia pela equipa italiana, Paulo Futre é o melhor em campo mas com o jogo perto do fim sofre mais uma lesão grave no joelho. Em 1995/1996, iria mesmo para o AC Milan mas as lesões e consequentes operações e recuperações dinamitavam a sua confiança e fisicamente já não era o mesmo. Mesmo assim, fez um jogo pela equipa milanesa que lhe permitiu ser campeão italiano. Em Inglaterra, acreditavam nas suas capacidades ainda que soubessem que o rendimento não seria o mesmo do que já atingira. Em 1996/1997, foi parar ao West Ham no qual teve um episódio caricato em que se recusou a jogar por não ter destinado para si a camisola número 10, situação que tinha sido acautelada em contrato segundo o próprio. Mais uma rotura muscular que o impossibilitou de jogar muito no clube inglês. Ainda jogou no Atlético de Madrid e no Japão, no Yokohama Flugels até que deu por terminada a sua carreira em 1998.

Na Selecção, Paulo Futre fez 41 jogos e 6 golos e diz-se que teve azar na geração em que nasceu, já que o seu espaço de selecção coincidiu entre o pós Euro-84 e o início do Euro-96. O único feito pela selecção foi a presença no Campeonato Mundial de 1986, no México, que foi um fracasso devido ao Caso Saltillo. Ainda assim, quando se estreou foi o jogador mais jovem a ser internacional por Portugal. Com a sua carreira terminada, estabeleceu-se na capital espanhola, onde fez grande parte da sua vida, dedicada ao Atlético de Madrid. Ultimamente, encontra-se em Portugal e é um dos comentadores residentes em programas desportivos da TV por Cabo.

48 Visualizações 1 Total
48 Visualizações

 

 

Knoow - a divulgar conhecimento pelo mundo

Flag Counter