Cannavaro

Fabio Cannavaro nasceu em Itália e foi um dos melhores defesas do futebol. Destacou-se no Parma, Juventus e Real Madrid. Venceu a bola de ouro em 2006.
Foi o capitão de Itália quando a selecção venceu o mundial 2006 e é actualmente treinador de futebol.

Fabio Cannavaro nasceu em Nápoles, Itália, a 13 de Setembro de 1973. É um dos melhores defesas de todos os tempos do futebol, destacou-se ao serviço do Nápoles, seu clube de coração, mas também Parma, Inter de Milão, Juventus e Real Madrid, além de selecção italiana. Venceu a bola de ouro em 2006.

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Começou a jogar futebol no clube amador, Bagnoli, onde chamou a atenção do Nápoles, que o levou para os escalões do clube quando este tinha apenas 15 anos. Nessa época, o clube e a cidade napolita tinham um ídolo que se estava a tornar imortal, Diego Armando Maradona. Foi aliás graças a Maradona que Cannavaro começou a chamar a atenção no clube, num treino entre equipa principal e equipa de juniores, o jovem desconhecido teve uma entrada dura sobre Diego Maradona, Cannavaro acabou expulso do treino e repreendido por colegas e treinadores, menos pelo astro argentino, que o incentivou a continuar, oferecendo-lhe inclusive as suas chuteiras.

Fabio Cannavaro seguiu os conselhos de Maradona e continuou, aos 20 anos atinge a equipa principal napolitana, a primeira época foi difícil, com apenas 3 jogos realizados, após esta, seguiram-se mais duas épocas no San Paolo, onde se afirmou como indiscutível do clube, mas se individualmente as coisas corriam de feição ao jogador, colectivamente o Nápoles atravessava uma grave crise financeira que levava os melhores jogadores a abandonar o clube. Fabio Cannavaro foi um deles e no verão de 95 ruma ao Parma. O Parma foi o clube onde esteve mais tempo enquanto profissional de futebol, foram sete anos ao serviço dos Crociati, onde se afirmou em definitivo no futebol italiano e mundial, foi também nestas épocas que mais títulos ganhou, foram no total duas taças e uma supertaça de Itália e ainda uma taça UEFA. Fez parte de uma das melhores gerações de sempre do clube, tornando-se numa lenda do mesmo, ao serviço da sua selecção, esteve perto da glória no Euro 2000, onde a Itália perde a final para a França, num jogo em que a Squadra Azzurra esteve a vencer até aos minutos finais, deixando-se empatar perto do fim e perdendo depois no prolongamento.

Em 2002 e, após uma eliminação do mundial na Coreia e Japão perante a Coreia do Sul, Cannavaro ruma ao Inter de Milão, a troco de 23 milhões de euros, se as dificuldades financeiras do Nápoles tinham influenciado a que Cannavaro saísse, no Parma a situação não foi muito diferente, o Parma mergulhava numa grave crise económica e teve de aceitar vender os seus craques, sendo Cannavaro um deles. A estadia em Milão foi curta, duas épocas apenas e que não deixaram muitas saudades ao jogador, se a primeira época até teve uma chegada às meias-finais da liga dos campeões, a segunda não teve grandes motivos para sorrir, além do insucesso coletivo, o jogador lesionou-se, falhando bastantes jogos durante toda a temporada. Mais tarde, Cannavaro afirmou mesmo que o Inter havia sido a sua pior experiência enquanto jogador.

Em 2004 volta a mudar de clube, desta vez para a Juventus, ao serviço da Velha Senhora volta a apresentar o futebol que não havia conseguido em Milão e em duas épocas em Turim atinge finalmente o título de campeão italiano, em ambos os anos vence o scudetto. No entanto, em 2006 rebenta o Calciopoli com a Juventus envolvida num dos maiores escândalos de futebol de sempre, os títulos de campeão são-lhe retirados e o clube é condenado a descer de divisão, Cannavaro abandona o clube e também Itália e ruma a Espanha, para representar o Real Madrid.

Mas antes da primeira aventura fora de portas, Fábio Cannavaro capitaneia a Itália no mundial da Alemanha. Num percurso difícil dentro e fora de campo, com as exibições a ser sofridas e fora de campo o Calciopoli a ser tema sempre presente a Itália consegue eliminar a anfitriã nas meias finais e marca presença na final frente à França. No jogo de despedida de Zidane, que acabou expulso por agredir Materazzi, a squadra azzurra bateu os franceses nos penalties, sagrando-se assim campeã mundial. As grandes exibições de Cannavaro levam a que no final do ano seja o vencedor da bola de ouro.

É com o título de melhor jogador do mundo que chega a Madrid para representar o Real, esteve três anos na capital espanhola onde venceu uma liga e uma supertaça espanhola, sempre como figura de destaque. Com o final de contrato decide não renovar e regressa a Itália, novamente à Juventus, os adeptos bianconeri não viram com bons olhos este regresso, por se sentirem traídos pela saída do jogador aquando da descida de divisão e Cannavaro esteve apenas um ano em Turim. Com a saída da Juventus acordada, ruma aos Emirados Árabes Unidos, para representar o Al-Ahli, fez uma época, antes de se retirar dos relvados.

Cannavaro vestiu a camisola da seleção de Itáli por 136 vezes, sendo o segundo mais internacional de sempre, apenas batido por Gigi Buffon.

Após pendurar as chuteiras, Cannavaro passou para os bancos, primeiro como adjunto do Al-Ahli, clube onde se havia retirado. Agarrou o cargo de treinador principal em 2015, primeiro no Guangzhou Evergrande, onde venceu a liga e a liga dos campeões asiática, e depois com passagens pelo Al Nassr da Arábia Saudita e de novo na China no Tianjin Quanjian. Em 2018, regressa ao Guangzhou Evergrande.

 

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