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Regras do WRC

As regras do WRC (Campeonato Mundial de Ralis, em Inglês) contemplam requisitos para construtores, pilotos e organizadores de ralis.

As regras do WRC (Campeonato Mundial de Ralis, em Inglês) contemplam requisitos para construtores, pilotos e organizadores de ralis.
No que toca aos organizadores de ralis, a escolha do itinerário é da sua exclusiva e total responsabilidade, sendo que a FIA (Federação Internacional do Automóvel) poderá pedir a exclusão ou modificação de alguma etapa devido a razões de segurança.
O Organizador pode escolher colocar vários tipos de piso durante as especiais, contudo, deve-se manter a mesma superfície por dois reagrupamentos nocturnos. Apenas na “Power Stage”, a superfície deverá ser sempre a mesma. A totalidade do itinerários dos ralis deve ser entre os 300 e os 500 quilómetros, não existindo limites para a quilometragem de cada especial. Apenas não devem exceder os 80 quilómetros de especiais entre idas ao parque de serviço. Cada especial não pode ser percorrida mais que 2 vezes, à excepção das etapas super especiais.

Programa dos Ralis WRC

Uma das regras do WRC para os organizadores de Ralis mais exigentes é o programa que deverá existir em cada um dos ralis, sendo que a ordem do programa é igual para todos, existindo algumas variantes ou condicionalismos mediante a especificidade de cada rali. A ordem do Programa a respeitar é a seguinte:

  • Reconhecimento (deve demorar 2 dias, no máximo até às 17h de Quarta-Feira)
  • Escrutínio (Validação da Homologação do carro e das peças a selar para posterior confirmação no Parc Fermé, já depois de terminado o rali)
  • Shakedown (Etapa espetáculo servindo de preparação para o rali)
  • Cerimónia de Abertura (obrigatoriamente, a uma Quinta-Feira)
  • Especiais do Rali (Power Stage deve ser a etapa final do rali)
  • Cerimónia do Pódio Final (obrigatoriamente, a um Domingo)
A etapa de Fafe é o exemplo para Portugal duma Power Stage

A etapa de Fafe é o exemplo para Portugal duma Power Stage

WRC: Shakedown e Power Stage

Como já referido anteriormente, existem dois tipos de etapas (Shakedown e Power Stage) que diferem das demais, embora tenham o mesmo próposito: criar espetáculo e emoção numa etapa que seja uma marca e uma referência do país onde se está a realizar. Ainda assim, têm diferenças. O Shakedown serve apenas para testar os componentes e abrir as hostilidades entre pilotos, enquanto a Power Stage é a última especial do rali e tem especificidades próprias. Os 5 primeiros da Power Stage ganham pontos para a classificação geral numa etapa que deve ser transmitida em directo, escolhida entre o organizador e a FIA e deve ser precedida de reagrupamento de, pelo menos, 30 minutos.

Zonas destinadas aos espectadores

A FIA (Federação Internacional do Automóvel) impõe aos organizadores nas várias especiais dos ralis, a identificação de zonas onde o público se pode estabelecer e outras onde é expressamente proibido. Essa situação ocorreu devido ao elevado perigo para os pilotos e para o público que assistia em cima da estrada, potenciando a existência de mortes durante os ralis. O cumprimento desta zonas cabe à polícia e à organização local, sendo que caso haja casos de desrespeito das zonas específicas para espectadores, as organizações podem deixar de ver o seu rali no calendário do WRC.

Safety Car no WRC

Nos Ralis, a existência de safety Car difere daquela que é utilizada na Fórmula 1, começando logo pelo facto de nos ralis existir mais que um Safety Car. Um total de 4 Safety Cars abrem a estrada para validar se existe algum problema antes do começo da especial por parte dos pilotos. Depois da participação de todos os carros na especial, ainda passa um último carro para “bater” o trajecto de forma a confirmar que tudo está bem ou se existe algum carro imobilizado que precisa de ser retirado.

Carro de WRC em acção durante uma especial

Carro de WRC em acção durante uma especial

Pontuação Classificação Geral Rali WRC

Nos Ralis WRC, a pontuação a cada piloto é atribuída mediante a finalização de todas as especiais e respectiva classificação final e da classificação ocorrida na Power Stage.
É dada a pontuação total se, pelo menos, 75% do percurso original for realizado.
São dados metade dos pontos se for percorrido mais de 50% mas menos de 75%.
Um terço dos pontos são atribuídos caso sejam percorridos entre 25% a 50% da rota do rali.
Caso sejam percorridos menos de 25% do traçado do rali, não são atribuídos pontos. Eis o sistema de pontos para a classificação final de cada rali:
1º 25 pontos
2º 18 pontos
3º 15 pontos
4º 12 pontos
5º 10 pontos
6º 8 pontos
7º 6 pontos
8º 4 pontos
9º 2 pontos
10º 1 ponto

Eis o Sistema de Pontos para a “Power Stage”:
1º 5 pontos
2º 4 pontos
3º 3 pontos
4º 2 pontos
5º 1 ponto

Método de Desempate no WRC

O método de desempate para chegar ao campeão mundial de pilotos, co-pilotos e construtores é o mesmo. Trata-se de saber quem tem o maior número de classificações no 1º posto. Caso estejam na mesma empatados, validar quem tem mais classificações no 2º posto e, assim, sucessivamente.

Requisitos para os Construtores no WRC

As marcas construtoras devem participar com, pelo menos, 2 carros e estar registado até ao fim do ano anterior à época, pagando a taxa respectiva. Podem ter 3 pilotos elegíveis para pontos, contudo, só 2 podem pontuar em cada rali, sendo que o construtor deve informar quais os pilotos que podem marcar pontos em cada rali. Caso falhe a participação em algum rali, o construtor será multado no valor da taxa de inscrição na FIA e na taxa de inscrição de cada rali que falte e como tal ficará excluído.

Hierarquia dos pilotos nos ralis WRC

P1 – Pilotos cujos carros compitam na categoria WRC
P2 – Pilotos cujos carros compitam na categoria WRC 2
P3 – Pilotos cujos carros compitam na categoria WRC 3

Números dos Carros WRC

O número 1 é atribuído ao campeão do mundo da época anterior, ficando o(s) número(s) seguinte(s) alocado(s) ao seu(s) colega(s) de equipa. A mesma ideia repete-se em todas as equipas tendo em conta a classificação individual ocorrida no ano anterior. Se existir pilotos que não tenham marcado presença no campeonato do ano anterior, fica com o primeiro número disponível seguinte à distribuição feita anteriormente, ficando estabelecido até ao número 30. Em cada rali, são fornecidos, pela entidade organizativa, os números com a respectiva publicidade respeitante a cada organizador que cada piloto deve colocar no carro nos locais definidos para os efeitos.

Rally 2 no WRC

No Campeonato do Mundo de Ralis, é permitido a um piloto que não tenha completado o total de ligações num determinado dia, competir até ao final do rali na mesma, ainda que penalizado em tempo. Por cada especial falhada, é atribuída uma penalização de 7 minutos agregada ao tempo do piloto mais rápido a percorrer essa ou essas especiais. Caso falhe alguma especial antes de um reagrupamento nocturno leva uma penalização de 10 minutos.

Penalizações no WRC

Os pilotos podem ser penalizados caso cometam infracções e abaixo estão assinaladas as situações previstas durante cada rali para situações de excesso de velocidade e restantes.
1ª infracção:
Excesso de velocidade nas ligações: 25 euros por cada km/hora superior ao limite
Outras Infracções: Penalização a atribuir pelos oficiais

2ª infracção:
Excesso de velocidade nas ligações: 50 euros por cada km/hora superior ao limite
Outras Infracções: Penalização a atribuir pelos oficiais

3ª infracção: 5 minutos de penalização na classificação geral

4ª infracção: Desqualificação do piloto

Bandeira Amarela no WRC

O procedimento de bandeiras amarelas só será iniciado pelo colégio de comissários e será exibido a cada “stage radio point” e aparecem em todos os “stage radio points” antes do acidente. A partir do momento em que aparece a bandeira amarela, o piloto deve abrandar até final da especial ou até novas instruções pelos seguranças.

Bandeira Vermelha no WRC

A bandeira vermelha poderá surgir em casos em que exista algum carro que ponha em causa as condições para a realização da especial ou em que as condições de segurança não estejam garantidas. A informação de bandeira vermelha poderá surgir de forma eletrónica no carro ou através de algum segurança com a própria da bandeira a sinalizar o ponto ou os pontos de perigo. A partir do momento que tenham conhecimento da bandeira vermelha, os pilotos devem imediatamente reduzir a velocidade e seguir as ordens dos seguranças durante a especial.

Sistema de Pneus no WRC

No WRC, existem 3 fornecedores de pneus. A cada rali são permitidas 7 trocas de pneus, sendo que esse número de trocas é multiplicado por 4 pneus, à excepção do Rali Monte Carlo, em que a multiplicação ocorre por 5 pneus. Os pneus utilizados no Shakedown não contam para o número total de pneus mas os pneus utilizados no Shakedown têm de ser todos do mesmo composto, como definido pelo respectivo fornecedor de pneus.

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