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Zambézia (Província de Moçambique)

Apresentação da Província de Zambézia

Niassa é província de Moçambique, localizada no centro do país, limitada a norte pelas províncias de Nampula e de Niassa, a sudoeste pelas províncias de Sofala e de Tete, a Oeste pelo Malawi, país do qual esta separada pelo lago Niassa, e a sudeste pelo Oceano Índico. A sua capital é Quelimane, cidade localizada nas margens do rio do Bons Sinais, a cerca de 20 km da costa e a cerca de 1.600 km (por estrada) a norte de Maputo.

A área territorial da Província de Zambézia é de 103.478 km² e está dividida em 22 distritos, nomeadamente: Alto Molócuè, Chinde, Derre, Gilé, Gurué, Ile, Inhassunge, Luabo, Lugela, Maganja da Costa, Milange, Mocuba, Mocubela, Molumbo, Mopeia, Morrumbala, Mulevala, Namacurra, Namarroi, Nicoadala, Pebane e Quelimane. Desde 2013 possui também 6 municípios, nomeadamente: Alto Molócuè (vila), Gurúè (cidade), Maganja da Costa (vila), Milange (vila), Mocuba (cidade) e Quelimane (cidade).

Relativamente à população residente, e de acordo com os resultados preliminares do Censo de 2017, a província de Niassa tem 5 110 787 habitantes, o que significa uma densidade populacional de 48,7 habitantes por km², uma das elevadas densidades populacionais de Moçambique. As etnias mais representadas na província são a Chuabo e a Macua.

Zambézia destaca-se sobretudo pela grande diversidade faunística e florística e pela sua extraordinária beleza paisagística, com extensas florestas de palmeiras no litoral e frondosas florestas selvagens nas zonas do interior. A Reserva do Gilé, localizada no nordeste da província, com dezenas de espécies de mamíferos (entre os quais leões, elefantes, macacos e mabecos) e de mais de uma centena de espécies de aves, é o melhor exemplo do que a província tem para oferecer aos amantes da natureza. Referência também para o facto de ser nesta província que se localiza a serra do Namúli que, com 2419 metros de altura, é o segundo ponto mais alto de Moçambique. A cultura, a história e a gastronomia constituem também um património único e ímpar da província de Zambézia.

As principais atividades económicas da Zambézia são a agricultura (com destaque para a produção de chá, algodão, café, café e frutas), a pesca e a extração de pedras preciosas e de uma grande variedade de minérios.

História da Província de Zambézia

Os primeiros contactos com povos estrangeiros aconteceu por volta do século IX, quando, atraídos pelo ouro, mercadores muçulmanos descem a costa do Índico e estabelecem diversos entrepostos comerciais costeiros dando início a um lucrativo negócio comercial com os povos locais. No fim do século XV é a vez dos portugueses, que ao longo de todo o século XVI estabelecem diversas feitorias ao longo da costa, substituindo os muçulmanos na troca de metais preciosos (sobretudo ouro) e marfim por tecidos e outros produtos provenientes da Índia. É também neste século que se dão as primeiras incursões e tentativas de ocupação do interior de Moçambique, o que acontece precisamente no território da atual província de Zambézia, sobretudo ao longo do rio Zambeze.

A partir do século XVII o Estado português decide encetar uma nova forma de colonização do território moçambicano, através da entrega de terras a colonos provenientes da metrópole e também da Índia, a troco de uma renda (uma espécie de sistema de aforamento que foi designado por ‘Prazos da Coroa’. Este regime semi-feudal teve especial importância no vale do Zambeze, embora nem sempre tenha sido bem aceite pelas populações locais, levando a diversas revoltas contra a ocupação portuguesa.

A partir do fim do século XIX a forma de colonização de Moçambique sofre uma profunda alteração, com a entrega da administração de vastos territórios às designadas ‘companhias majestáticas’. No então distrito de Zambézia, esta alteração fez-se sobretudo pela entrega dos ‘Prazos da Coroa’ para grandes empresários e empresas privadas, situação que se manteve até 1929.

Após a independência de Moçambique em 1975, foram feitos alguns esforços no sentido de fixar pessoas na região e com o objetivo de ajudar ao seu desenvolvimento. Contudo, muitos destes esforço saíram gorados devido ao efeitos extremamente perniciosos de cerca de duas décadas de guerra civil.

Com a assinatura do Acordo Geral de Paz em 1992, a Zambézia, bem como todo o território moçambicano iniciaram uma nova fase, levando gradualmente à total pacificação e ao desenvolvimento económico e social.

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