Zoologia

Define-se como a ciência que estuda os animais. A palavra zoologia deriva das palavras gregas zõon e lógos que significam “animal” e “estudo”, respetivamente. A zoologia envolve duas áreas: a zoologia experimental e a zoologia médica

Define-se como a ciência que estuda os animais. A palavra zoologia deriva das palavras gregas zõon e lógos que significam “animal” e “estudo”, respetivamente. A zoologia envolve duas áreas: a zoologia experimental e a zoologia médica. A zoologia experimental debruça-se sobre o estudo dos animais por meio de experiências efetuadas neles e a zoologia médica estuda os animais do ponto de vista da influência sobre a saúde das pessoas. A zoologia é formada por um núcleo de ciências fundamentais e por uma série de ciências particulares e auxiliares. As ciências fundamentais são:

Morfologia, que estuda as formas e as estruturas dos animais em diferentes níveis de tamanho e de organização;
Fisiologia animal, que estuda as funções dos animais e dos seus elementos;
Taxonomia ou sistemática, que tem como objetivo a classificação dos animais em grupos.

As ciências particulares dividem-se em dois grandes grupos de ciências: (1) as ciências que se especializam em grupos de animais e (2) as ciências que abordam aspetos concretos da vida animal.

Em relação ao grupo (1) destacam-se as seguintes ciências:

Protozoologia, que se dedica ao estudo dos protozoários;
Malacologia, que estuda os moluscos;
Carcinologia, que tem como o objetivo o estudo dos crustáceos;
Entomologia, que se debruça sobre o estudo dos insetos;
Ictiologia, que estuda os peixes;
Herpetologia, que se dedica ao estudo dos répteis;
Ornitologia, que tem como objetivo o estudo das aves;
Mastozoologia, que estuda os mamíferos;

No que diz respeito ao grupo (2) enumeraram-se as seguintes ciências:

Genética, que se ocupa com a herança dos caracteres;
Ecologia, que estuda as relações com o meio ambiente;
Psicologia e a etologia, que estudam a conduta animal;
Sociologia zoológica, que se debruça sobre as sociedades animais;
Zoogeografia, que se dedica ao estudo da distribuição geográfica dos animais;
Paleontologia, que tem como objetivo o estudo dos fósseis;

Também existem ciências zoológicas aplicadas, tais como:

Parasitologia, que estuda os animais parasitários e as doenças que produzem;
Zoologia agrícola, que se ocupa dos animais que se relacionam com a agricultura;
Zootecnia, que se debruça sobre a melhoria genética das raças domésticas;
Piscicultura, que se dedica ao estudo da criação de peixes e da sua exploração.

Evolução da Zoologia ao longo da História

A Zoologia aparece como ciência com Aristóteles (século IV a.C.), que estudou as estruturas e formas de vida dos animais (História dos animais), a sua anatomia (Partes dos Animais) e as formas de reprodução (Geração dos animais). Aristóteles enuncia também as bases para uma classificação dos animais em dois grupos: animais com sangue vermelho (que correspondem aos vertebrados no sentido atual) e animais sem sangue vermelho (invertebrados). Durante o primeiro século depois de Cristo, Plínio, o Velho, compilou em 33 volumes as observações realizadas por ele e por outros, sobre os seres e fenómenos da natureza. No entanto, esta obra intitulada de História Natural, não fazia qualquer discriminação entre os resultados certos e os verosímeis ou de pura fantasia. No século II, Galeno realizou observações anatómicas em macacos, descobrindo os órgãos internos, e estudou os vasos sanguíneos. Também elaborou uma teoria sobre a digestão, supondo que os alimentos se transformavam no estômago, de onde passavam ao fígado para serem transformados em sangue. É considerado o iniciador da fisiologia. A partir dos séculos XV e XVI sobressaem-se Leonardo da Vinci (1452-1519) e André Vesálio (1514-1565) em estudos anatómicos. Na Fisiologia, Paracelso (1493-1541) aplica os conhecimentos da alquimia ao estudo das funções animais. Com a aplicação do microscópio aos estudos anatómicos, inicia-se a anatomia microscópia com Malpighi (1628-1723), que estudou a estrutura dos pulmões e do fígado e a união capilar das veias com as artérias, e A. Leeuwenhoek (1632-1723), que descobriu os corpúsculos sanguíneos e os espermatozoides. Na Fisiologia, Borelli (1608-1679) aplicou os princípios da mecânica ao estudo dos movimentos dos animais. Em taxonomia, um grande avanço é feito por C. Lineu (1707-1778), que cria as categorias taxonómicas modernas e faz a classificação dos animais que está na base da atual; além disso, introduz a nomenclatura binária (Systema Naturae). Acrescenta-se também os importantes contributos de Lamarck (1744-1828) e de C. Darwin (1809-1882) no desenvolvimento de teorias evolutivas. Por último, mencionam-se cientistas como K.E. von Baer (1792-1876), Purkinje (1787-1860), Schwann (1810-1882), Fleming (1881-1955), C. Bernard (1813-1878) e G. Mendel (1822-1884) que, com as suas teorias e descobertas, contribuíram decisivamente para a evolução da Zoologia até aos dias de hoje.
Outras personalidades que contribuíram para o desenvolvimento da Zoologia:

– Alberto Magno (1193 – 1280)
– K. Gesner (1516 – 1565)
– G. Rondelet (1507 – 1566)
– P. Bellom (1517 – 1564)
– van Helmont (1577 – 1644)
– J. Ray (1627 – 1705)
– F. Bichat (1771 – 1802)
– G.F. Wolf (1733 – 1793)
– L. Spallanzani (1729 – 1799)
– A. Hallen (1708 – 1777)
– L. Galvani (1737 – 1798)
– G. Cuvier (1769 – 1832).

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