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Pouteria caimito (Abieiro)

Descrição da espécie Pouteria caimito, as suas principais características, locais onde pode ser encontrado, assim como algumas das suas utilidades…

Descrição de Pouteria caimito (Abieiro)

abieiro

 

Pouteria caimito (Abieiro)
Reino Filo Classe Ordem Família Género Espécie
 Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Ericales Sapotaceae Pouteria Pouteria caimito

 

Distrib. Geográfica Estatuto Conserv. Habitat Necessidades Nutricionais
 Longevidade
 região tropical  não estudada  locais quentes e húmidos  ambientes ácidos e com elevada quantidade de nutrientes perene

 

Características Físicas
Anatómicas  porte arbóreo, com copa densa e arredondada
Tamanho no máximo 24 metros de altura e 50 centímetros de diâmetro
sinónimos  Achras caimito, Guapeba laurifólia …

 

Pouteria caimito, cujo nome comum é Abieiro, corresponde a uma espécie de árvores originária da América do Sul, em particular, da região do Peru, Venezuela, surgindo com regularizada na floresta Amazónica.

Esta espécie pertence ao género Poutoria, da família Sapotaceae, que se encontra incluída na ordem Ericales, da classe Magnoliopsida, incluído na divisão/ filo Magnoliophyta. O nome mais aceite para esta espécie é Pouteria caimito, no entanto, esta espécie apresenta ainda inúmeros sinónimos, como por exemplo, Achras caimito, ou Guapeba laurifólia, entre muitos outros.

Principais características:

Esta espécie caracteriza-se por um porte maioritariamente arbóreo (podendo existir como arbusto), geralmente perenifólia. Estas podem atingir um porte médio, cujas alturas variam entre os 6m (em cultivo) e os 24 metros (selvagem), consoante o tipo de plantio, com um crescimento normalmente lento. O seu tronco é erecto, podendo apresentar fissuras na parte mais superficial, apresentando um diâmetro que varia entre os 20 cm e os 50 cm.

A sua copa pode ser bastante densa e arredondada. As suas folhas encontram-se particularmente nas extremidades dos ramos dispostas de forma alterna, espiralada, sendo estas normalmente glabras, possuindo uma cor verde-escuro brilhante e uma forma oblonga ou elíptica.

As suas flores são hermafroditas, possuindo uma cor branca ou amarelada e um perfume característico. Estas surgem em inflorescências com forma de fascículos, em grupos de 3 a 7 flores, sendo que cada flor pode apresentar 4 a 5 pétalas.

O fruto é globoso, carnudo, apresentando epicarpo com coloração amarela, atingindo até 10 centímetros de comprimento e 8 centímetros de diâmetro, sendo designado por baga. O seu epicarpo (casca) é liso, sendo o interior (endocarpo) doce de cor amarela ou esbranquiçada com textura gelatinosa. Este fruto pode conter 1 a 4 sementes de cor preta e forma oval. Ao amadurecer o fruto adquire uma tonalidade amarela brilhante.

A sua polinização ocorre através do auxílio de polinizadores, como por exemplo, as abelhas e as suas sementes são dispersas por animais como os morcegos. A sua principal praga são as moscas da fruta, que contribuem para a degradação do fruto.

Distribuição e utilizações:

A Pouteria caimito encontra-se distribuída maioritariamente por toda a América do Sul em particular em países como o Brasil, o Peru, a Venezuela, podendo ser encontrada particularmente na região dos Andes. Esta espécie é frequentemente encontrada na floresta Amazónica, assim como na mata Atlântica, crescendo de forma selvagem.

A melhor localização para uma maturação mais adequada será perto da linha do equador (região tropical) em altitudes de até os 1000 metros acima do nível da água do mar. No entanto, também pode ser cultivada em regiões subtropicais, podendo ser encontrado na região sul da América do Norte, mas em condições mais frias desenvolvendo uma menor produção. Cada árvore pode produzir até mil frutos por ano, quando em condições óptimas.

A sua germinação ocorre em local com sombra ou com intensa insolação, apesar de preferir ambientes quentes e húmidos pode sobreviver a temperaturas ligeiramente mais baixas. Estes indivíduos preferem solos profundos, arenosos ou sílicos, ricos em matéria orgânica e bem drenados, no entanto, esta espécie é bastante sensível a solos salinos (ph adequado varia entre os 5 e os 6,5).

Os índios da Amazónia terão domesticado esta espécie, sendo ainda utilizada como árvore produtora de frutas por toda a América do Sul. O abiú, fruto do abieiro, é normalmente consumido ao natural, podendo também ser utilizado na criação de sobremesas e gelados. A comercialização deste fruto é bastante comum no Brasil e regiões circundantes.

Além dos seus frutos, o abieiro produz também madeira bastante dura e resistente que pode ser utilizada na construção civil, assim como em diversos outros tipos de obras, tanto no exterior como no interior. As suas características permitem que seja utilizada para a realização de restaurações ecológicas em solos degradados, assim como para produção de alimento para fauna favorecendo a reestruturação de ecossistemas, encontrando-se associada a comunidades clímax, nos países tropicais.

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References:

Nascimento, Walnice Maria Oliveira do, Müller, Carlos Hans, Araújo, Carolina dos Santos, & Flores, Bruno Calzavara. (2011). Ensacamento de frutos de abiu visando à proteção contra o ataque da mosca-das-frutas. Revista Brasileira de Fruticultura,33(1), 48-52. Consultado em: Agosto 31, 2016, em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-29452011000100007

Bahia, A.S.R.S.; Martins, A.BG (2011). Clonagem do Abieiro por Estaquia Herbácea de Ramos. Scientia Agraria, Curitiba, v.12, n.1, p.031-034. Consultado em: Agosto 31, 2016, em https://www.researchgate.net/publication/273408263_Clonagem_do_abieiro_por_estaquia_herbacea_de_ramos

Nascimento, Walnice Maria Oliveira do.; Carvalho, José Edmar Urano de; Müller, Carlos Hans (2006). Propagação do abieiro. Embrapa Amazônia Oriental Belém, PA Documentos 249, 20p. ISSN 1517-2201

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