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Mammea americana (Abricó-do-Pará)

Descrição da espécie Mammea americana (Abricó-do-Pará), as suas principais características, os locais onde pode ser encontrada, assim como alguns usos…

Descrição da espécie Mammea americana (Abricó-do-Pará)

Abricó-do-Pará

Abricó-do-Pará

Mammea americana é a espécie comummente designada por abricó-do-Pará. Estes indivíduos pertencem ao género Mammea, que se encontra inserido na família Calophyllaceae, que se integra na ordem Malpighiales, englobado na classe Magnoliopsida.

A espécie Mammea americana possui diversos nomes comuns entre eles abricoteiro, abricó-de-são-domingos e abricó-selvagem. A sua semelhança morfologia e fisiologia com os membros de outras espécies, como por exemplo com as magnólias, assim como as descrições feitas por diferentes autores tornam difícil a identificação dos membros desta espécie.

Características:

Mammea americana (Abricó-do-Pará)
Reino Filo Classe Ordem Família Género Espécie
 Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Malpighiales Calophyllaceae Mammea Mammea americana
Distrib. Geográfica Estatuto Conserv. Habitat Necessidades Nutricionais
 Longevidade
 Regiões tropicais  Não aplicado  Regiões húmidas e quentes não é exigente
Características Físicas
Anatómicas Copa frondosa, flores solitárias ou aos pares, folhas persistentes de cor verde escuro e fruto arredondado de cor castanha
Tamanho Atinge valores que rondam os 20 metros de altura e os 1,5 metros de diâmetro
 …

Os membros desta espécie são maioritariamente árvores que podem atingir até 20 metros de altura. O diâmetro do seu tronco é muito fino não atingindo valores superiores a 1,5 metros.

As folhas destes indivíduos possuem uma grande dimensão e forma oblonga, apresentando uma distribuição oposta. A coloração das folhas é verde-escuro, com um aspeto coreáceo, sendo comum estas serem persistentes. A copa destes indivíduos é bastante grande, possuindo uma forma piramidal.

As flores são solitárias, podendo por vezes surgir aos pares, com coloração esbranquiçada, cheiro característico e um conjunto de cerca de 6 pétalas. Estas flores são geralmente dióicas, isto é, as flores femininas e as masculinas surgem em diferentes árvores, no entanto, podem surgir indivíduos hermafroditas. A floração ocorre consoante as condições do local onde o individuo se encontra.

O seu fruto carnudo, com forma arredondada, é uma baga, com um tamanho considerável, quando comparado com os abricós comuns. O Abricó-do-Pará apresenta uma cor castanha-alaranjada ou ainda acinzentada quando maduro. O fruto possui uma polpa (endocarpo) amarelo-avermelhada, com um sabor adocicado e um cheiro característico que envolve 1 semente dura, resinosa, de cor escura e com sabor amargo.

 Estes indivíduos são bastante resistentes a diversos tipos de fungos ou pragas, no entanto, são suscetíveis ao ataque por térmitas.

Distribuição:

A mammea americana é uma espécie originária da região da Amazónia, das Antilhas e do México, sendo frequente em diversas regiões do Hemisfério Sul. Os membros desta espécie são tropicais, preferindo por isso ambientes quentes e húmidos, não tolerando ambientes muito frios.

O interesse nos seus frutos levou a que esta planta fosse introduzidas em diversas regiões, como por exemplo o oeste de África, o Havai e em algumas zonas da Ásia (particularmente no sudeste).

Estes podem ser encontrados em zonas litorais ou em zonas até no máximo 1000 metros de altitude. O abricó-do-Pará prefere locais semicultivados ou em zonas perturbadas para se desenvolver.

Estes indivíduos necessitam de exposição solar e elevada humidade para crescerem, não tolerando condições de geada. No entanto, não apresentam exigências quanto ao tipo de solo onde se desenvolvem, apenas deve ser bem drenado e profundo para que cresça de forma adequada.

Utilizações:

A madeira destas espécies é muito utilizada para a construção de mobiliário ou outros elementos decorativos, assim como para a construção de estruturas, tanto no exterior como no interior, no entanto. Em alguns casos estas árvores podem ser utilizada para a produção de combustível.

Em alguns casos, esta espécie pode ser utilizada como espécie ornamental, por causa da sua copa frondosa, sendo plantada perto de casas ou ruas para a criação de espaços com sombra.

Os frutos podem ser utilizados para a produção de compotas e xaropes, no entanto, também podem ser consumidos ao natural, mas sendo muito utilizados na alimentação numa grande escala.

Estes frutos também apresentam utilizações medicas, visto poderem ser utilizados no tratamento de algumas doenças, como por exemplo a hipertensão. Outras partes destes indivíduos (flores, sementes, folhas e caule) também podem ser utilizados na medicina tradicional.

 Os taninos presentes nas sementes desta espécie podem ser utilizados no tratamento de cabedal. Todas as partes desta espécie possuem propriedades inseticidas, sendo muito utilizado como veneno contra diferentes tipos de pragas, como por exemplo larvas de escaravelho ou grilos.

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References:

Mourão, K. S. M.; Beltrati, C. M.. (2000). Morphology and anatomy of developing fruits and seeds of Mammea americana L. (Clusiaceae). Revista Brasileira de Biologia60(4), 701-711. Consultado em: 31 Janeiro, 2017, em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71082000000400023

 

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