Estatuto de Conservação

O estatuto de conservação de uma espécie/população indica o grau de preservação e de abundância das suas populações na natureza.

Pode variar desde o estatuto de espécie já extinta, a ameaçada de extinção, até níveis intermédios de ameaça decrescente, até ao nível de espécie sem perigo ou ameaça à sua conservação em estado selvagem.

De acordo com a lista vermelha da ‘IUCN – International Union for Conservation of Nature’, os diversos estatutos (categorias) que uma espécie/população (designaremos por taxon) pode adoptar são:

 

Extinto – EXTINCT (EX)

 

Um taxon é considerado ‘extinto’ quando não há dúvida da morte do seu último representante. Este taxon é considerado ‘presumivelmente extinto’ quando, após uma amostragem exaustiva ao seu habitat conhecido e/ou esperado, no período de actividade apropriado ao seu pico de actividade, não é possível amostrar qualquer individuo. É necessário haver o cuidado de garantir que a amostragem se prolonga por um período de tempo suficiente para encontrar algum individuo, tendo em conta a duração do ciclo de vida e a forma de vida do respectivo taxon.

 
Extinto na natureza – EXTINCT IN THE WILD (EW) 

 

Um taxon é considerado ‘extinto na natureza’ quando se sabe que os indivíduos existentes apenas estão aptos a sobreviver em cultura, em cativeiro, ou como uma população naturalizada fora da sua área de distribuição geográfica habitual.

 

Criticamente ameaçado – CRITICALLY ENDANGERED (CR)

 

Um taxon é considerado ‘criticamente ameaçado’ quando corresponde a um dos critérios de A a E (redução no tamanho da população/baixos efectivos populacionais; área de distribuição geográfica reduzida e cumprindo outros critérios de risco como população fragmentada, em contínuo declínio ou com flutuações em número de indivíduos/indivíduos reprodutores, redução da área de ocupação; probabilidade de extinção de 50% em 10 anos ou em 3 gerações) para espécies ‘criticamente ameaçadas’ sendo, assim, considerado com um potencial elevado de risco de extinção na natureza.

 

Ameaçado – ENDANGERED (EN)

 

Um taxon é considerado ‘ameaçado’ quando corresponde a um dos critérios de A a E (ver critérios enumerados para a categoria ‘criticamente ameaçado’) para espécies ameaçadas sendo, assim, considerado com um potencial elevado de risco de extinção na natureza.

 

Vulnerável – VULNERABLE (VU) 

 

Um taxon é considerado ‘vulnerável’ quando corresponde a um dos critérios de A a E (ver critérios enumerados para a categoria ‘criticamente ameaçado’) para espécies vulneráveis sendo, assim, considerado com um potencial elevado de risco de extinção na natureza.

 

Quase ameaçado – NEAR THREATENED (NT) 

 

Um taxon é considerado ‘quase ameaçado’ quando a sua avaliação não determina que esteja ‘criticamente ameaçado’, ‘ameaçado’ ou ‘vulnerável’ no momento presente, mas considera que está muito próximo de poder ser qualificado como tal, num futuro breve.

 

Pouco preocupante – LEAST CONCERN (LC)

 

Um taxon é considerado em estado ‘pouco preocupante’ quando a sua avaliação não determina que esteja ‘criticamente ameaçado’, ‘ameaçado’, ‘vulnerável’ ou ‘quase ameaçado’. Um taxon abundante e com ampla distribuição é colocado nesta categoria.

 

Informação insuficiente – DATA DEFICIENT (DD)

 

Considera-se que não existem dados suficientes para avaliar um taxon quando não existe informação adequada ou suficiente para o categorizar. Podem estar aqui incluídos organismos cuja biologia se encontra bem estudada mas que, no entanto, não há informação disponível relativa à sua abundância ou distribuição. Assim sendo, esta não é considerada uma categoria de risco. Indica sim, a necessidade de obter mais informação sobre o taxon e que não se exclui a possibilidade de que uma  investigação futura demonstre que o grupo em causa deve ser considerado ameaçado.

No entanto, a decisão de categorizar um taxon como ‘ameaçado’ ou com ‘informação insuficiente’ deve ser bem ponderada. Se se considerar que a área de distribuição do grupo em questão é relativamente circunscrita e, se passou um grande período de tempo entre os dois últimos registos de presença, provavelmente justifica-se considerá-lo ‘ameaçado’.

 

Não avaliado – NOT EVALUATED (NE) 
Considera-se que um taxon não foi avaliado quando ainda não foi efectuada uma comparação entre o s seus registos de ocorrência e os critérios para definição do seu estatuto de conservação.

 

Referências bibliográficas

IUCN 2015. The IUCN Red List of Threatened Species. Version 2015.1. <http://www.iucnredlist.org>. Downloaded on 01 June 2015.

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