Espécie autóctone

Conceito de Espécie autóctone

Espécie autóctone é a designação atribuída a espécies que habitam o seu território de origem. Este termo é sinonimo de indígena ou nativo. O termo é aplicável tanto a espécies vegetais como a espécies animais.

O surgimento de uma espécie autóctone pode dever-se à permanência de uma determinada espécie, num local, por tempo suficiente para adquirir as características que a tornam numa espécie bem adaptada ao ambiente e integrada de forma equilibrada no ecossistema, passando então a admitir-se que aquela espécie teve origem no local onde está. Ao fim do período de tempo necessário para que a espécie se adapte é possível que tenha sofrido alterações a nível genético que a diferenciam da espécie que lhe deu origem.

Uma espécie autóctone é aquela que possui as adaptações necessárias para sobreviver no seu habitat, além de estar integrada na cadeia alimentar e nos ciclos biogeoquimicos presentes no meio, permitindo a manutenção do equilíbrio do ecossistema. Estas espécies vão por isso variando consoante o país ou a região, uma vez que dependem das condições ambientais que encontram e não das fronteiras territoriais.

Ao planear uma recuperação ambiental dá-se preferência à utilização das espécies autóctones em detrimento de espécies exóticas devido ao facto das primeiras utilizarem os recursos naturais de forma mais eficiente o que contribui para ecossistemas saudáveis e sustentáveis, o que pode não ser verdade para as espécies exóticas. Uma espécie autóctone é também muito mais resistentes em comparação com uma exótica devido à sua boa adaptação ao ambiente em que está inserida, por exemplo, espécies vegetais que são autóctones de ecossistemas propensos a incêndios naturais têm uma maior capacidade de regeneração face a um incêndio do que uma espécie que não seja originária desses locais.

Espécies autóctones portuguesas (exemplos):

Arbustos unedo – Medronheiro

Corylus avellana – Avelaneira

Laurus nobilis – Loureiro

Quercus suber – Sobreiro

Quercus robur – Carvalho-alvarinho

Pinus pinaster – Pinheiro-bravo

Muitas outras espécies de flora poderiam ser mencionadas devido às condições únicas de temperatura e humidade presentes no país, estas condições favorecem a existência de uma flora e fauna vasta e muito diversificada. De destacar que nem todas as espécies de Portugal continental adaptam-se bem às condições dos arquipélagos e o contrário também é verdade.

Devido ao estado de conservação de algumas espécies autóctones, estas foram colocadas sobre um estatuto de protecção que impede a sua colheita ou a sua venda (isto é verdade, por exemplo, para o azevinho, que não pode ser colhido, transportado ou vendido quando em estado selvagem, em Portugal Continental), além da protecção a algumas espécies, foram também implementadas leis que evitam a plantação de espécies exóticas que poderiam vir a destruir as espécies autóctones.

O esforço para a restauração das florestas portuguesas tem sido notório devido à grande publicidade que tem recebido, mas é importante notar que as espécies a serem introduzidas correspondem a espécies autóctones e não a qualquer espécie à escolha (por exemplo, algumas campanhas de replantação têm incentivado à plantação de carvalhos).

Torna-se difícil indicar espécie animais que sejam autóctones somente de Portugal pois estas deslocam-se, podendo inserir-se mais facilmente em diferentes habitats, o que não ocorre com as espécies vegetais, é mais comum encontrar espécies autóctones da Península Ibérica, uma vez que as fronteiras politicas não dizem nada aos animais e as condições em algumas zonas de Portugal e de Espanha são semelhantes.

Entre as espécies de fauna autóctones em Portugal é possível mencionar:

Anfíbios:

Salamandra salamandra – Salamandra

Triturus boscai – Tritão

Répteis:

Anguis fragilisLicranço

Vipera latastei – Víbora-cornuda

Aves:

Morus bassana – Alcatraz/ Ganso- patola

Ardea cinérea – Garça-real

Peixes:

Anguilla anguilla – Enguia-europeia

Platichthys flesus – Solha-das-pedras

Mamíferos:

Talpa occidentalis – Toupeira

Lepus granatensi – Lebre

Muitas outras espécies podem ser mencionadas. Apesar de serem espécies autóctones a sua distribuição não é necessariamente homogénea podendo ocorrer uma maior predominância da espécie num local em detrimento de outro, por exemplo, existem espécies de peixes que só habitam determinados rios. Novamente, é valido afirmar que uma espécie autóctone em Portugal continental pode não o ser nas regiões autónomas.

Fontes:

Matias, António. As raças Autóctones. Naturlink. Consultado em: Julho 21, 2015, em http://naturlink.sapo.pt/Natureza-e-Ambiente/Agricultura-e-Floresta/content/As-racas-autoctones?bl=1&viewall=true

Espécies arbóreas indígenas em Portugal continental. Guia de Utilização (2013). Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas. Lisboa. Consultado em: Julho 21, 2015, em http://www.icnf.pt/portal/florestas/gf/prdflo/resource/doc/arvor-indigen-pt-contin

Espécies. Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas. Consultado em: Julho 21, 2015, em  http://www.icnf.pt/portal/naturaclas/patrinatur/especies

Palavras-chave:

Espécie exótica

Espécie nativa

Habitat

Recuperação ambiental

Florestas

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