Diferenciação das gónadas e dos ductos no Homem

Diferenciação das gónadas e dos ductos no Homem: A distinção entre gónadas femininas e masculinas (ovários e testículos) ocorre entre a sexta e a oitava…

Diferenciação das gónadas e dos ductos no Homem

Diferenciação das gónadas

A distinção entre gónadas femininas e masculinas (ovários e testículos) ocorre entre a sexta e a oitava semanas de gestação. Antes deste processo, todos os embriões possuem 2 gónadas indiferenciadas, ou seja, tanto podem dar origem a gónadas femininas como masculinas. Quem comanda a diferenciação é o cromossoma Y, mais propriamente a região SRY (“sex determining region”). Existindo estes genes (que só estão presentes num indivíduo XY), ocorrerá a formação de testículos, que engloba o desenvolvimento das células de Sertoli, das células de Leydig e das espermatogónias, que se vão multiplicando. A hCG (hormona coriónica humana), produzida pela placenta, estimula as células de Leydig a produzir testosterona. Esta apresenta níveis considerados normais durante o desenvolvimento embrionário, que diminuem depois do nascimento até ao início da puberdade.

Caso não esteja presente o cromossoma Y, não existirão os genes da região SRY, por isso desenvolvem-se ovários. Para que os ovários se desenvolvam corretamente são necessários os dois cromossomas X.

Diferenciação dos ductos

Inicialmente estão presentes no mesmo organismo os canais de Muller (desenvolvem-se em útero, trompas e vagina) e os canais de Wolf (dão origem aos epidídimos, canais deferentes e vesículas seminais).

Para que ocorra o desenvolvimento dos canais de Wolf é necessária a presença de testosterona. Num embrião XY (no qual os testículos já se desenvolveram), as células de Leydig produzem testosterona que estimula o desenvolvimento dos canais de Wolf. Neste caso, a testosterona tem um efeito parácrino (local), ou seja, caso a mãe produzisse testosterona, essa hormona não teria qualquer efeito nos canais de Wolf. Será também necessário a ativação do fator inibidor dos canais de Muller (produzido pelas células de Sertoli) para que haja a regressão desses canais, impedindo o seu desenvolvimento. Se não existirem células de Sertoli e existirem células de Leydig, os dois tipos de canais podem desenvolver-se.

Num embrião feminino, como não estão presentes células de Sertoli, não será sintetizado o fator inibidor dos canais de Muller e estes poderão continuar o seu desenvolvimento. Ocorre igualmente a regressão dos outros canais (neste caso dos canais de Wolf), pois não é produzida testosterona. Mesmo que a mãe produza esta hormona, ela não irá ter o efeito parácrino que é necessário.

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