Brassicaceae, Família (Cruciferae)

Descrição da família Brassicaceae, as suas principais características, locais de dispersão, assim como as suas principais utilizações…

Descrição da Família Brassicaceae (Cruciferae)

 

Brassicaceae (cruciferas) 
Reino Filo Classe Ordem Família Género Espécie
 Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Brassicales Brassicaceae

 

Distrib. Geográfica Estatuto Conserv. Habitat Necessidades Nutricionais
 Longevidade
cultivada em todo o mundo  não estudada ambientes frios nenhuma necessidade especial anuais ou perenes

 

Características Físicas
Anatómicas  folhas verdes coreáceas dispostas de forma alterna, flores em inflorescências com pétalas dispostas em forma de cruz
Tamanho  porte herbáceo
Família que inclui um grande numero de plantas consumidas pelo ser humano

 

Brassicaceae é a designação atribuída à família das brassicáceas, anteriormente designada por crucíferas), visto a sua flor possuir a forma de uma cruz. A família Brassicaceae está inserida na ordem Brassicales, que por sua vez se insere na classe Magnoliopsida, incluída no filo/ divisão Magnoliophyta.

Nesta família estão incluídas as couves, repolhos, rabanetes entre outros indivíduos consumidos pelo ser humano na sua alimentação diária. Uma das mais famosas espécies incluída nesta família é a Arabidopsis thaliana, espécie utilizada em investigação científica, considerada um organismo modelo.

Recentemente foi decidido, pelo conselho internacional de nomenclatura botânica, que os nomes das famílias deveriam iniciar-se pelo nome de uma das espécies mais associada a essa família. No caso, a família Cruciferae (antiga denominação, mas ainda aceite), passou a assumir a designação de Brassicaceae devido ao género Brassica (couves), muito associada a esta família. A família Brassicaceae possui mais de três centenas de géneros, onde se encontram incluídas mais de 3 mil espécies.

Principais características:

Os elementos desta família possuem maioritariamente um porte herbáceo, podendo existir alguns arbustos e trepadeiras. Estes indivíduos surgem como anuais ou perenes, consoante a espécie. Nesta família reúnem-se diversos vegetais, plantas ornamentais, assim como ervas conhecidas mundialmente.

As suas folhas são permanentemente verdes e surgem normalmente de forma alterna, raramente surgindo de forma oposta. Estas são geralmente simples e lobadas, possuem uma textura coreácea, surgindo geralmente numa roseta terminal. As flores encontram-se agrupadas em inflorescências, formando racemos (cachos ou corimbos).

As flores são bissexuais (hermafroditas), pois apresentam ambos os sexos num mesmo indivíduo. As suas quatro pétalas surgem formando uma forma de cruz, geralmente com cor amarela ou branca, podendo assumir outras cores consoante a espécie. As sépalas encontram-se localizadas alternando com as pétalas. Os seus estames são normalmente em numero de seis, quatro longos e dois curtos, facilitando a polinização por insectos polinizadores.

O ovário é súpero, em geral, com dois carpelos, possuindo dois ou mais óvulos, dando origem a um fruto alongado designado por síliqua ou silícula. Estas infrutescências têm um aspecto muito característico, normalmente seco, sendo composto por duas câmaras unidas que contêm pequenas sementes presas pela placenta. Os frutos podem ser redondos e achatadas, ou compridas e finas, variando com a espécie.

As espécies desta família que são consumidas, pelo ser humano, como vegetais, surgiram devido a uma extensa domesticação que alterou não só o seu aspecto, como o seu tamanho e sabor, tornando-as mais apelativas ao consumo.

Distribuição, utilização e cultivo:

Esta família é cultivada por todo o mundo, particularmente no Hemisfério Norte, onde é bastante abundante. No entanto, estes indivíduos terão surgido na costa norte do Mediterrâneo e na Ásia, tendo-se expandido posteriormente por toda a Europa, assim como para outros continentes, visto ser muito utilizada na alimentação humana.

A sua capacidade de dispersão, deve-se a uma boa propagação das suas sementes e à sua capacidade de colonizar diversos ambientes, entre outros factores, o que torna alguns membros desta família em plantas invasoras.

As brassicáceas formam uma das famílias mais importantes na alimentação humana, pois as principais espécies vegetais consumidas pelo ser humano fazem parte desta família. Os elementos desta família são ricos em vitaminas, nutrientes e minerais essenciais a uma alimentação saudável, sendo que a parte mais consumidas são as suas folhas, mas outras partes (como as raízes e as flores) podem também entrar na alimentação humana.

Os membros desta família podem ser consumidos crus, em saladas (como acompanhamento), ou após serem cozinhados das mais variadas formas (cosidos, salteados), ou ainda em caldos e sopas, havendo milhares de receitas que os utilizam.

O seu cultivo é bastante simples, apesar de muitas vezes exigirem uma época de certa para serem semeados. Os elementos desta família dão preferência às épocas mais frias, no entanto, é possível cultivar alguns durante as estações com temperaturas mais amenas.

Muitas destas espécies são sensíveis a doenças e pestes, sendo comum, as suas culturas, serem atacadas por lagartas e escaravelhos, ou mesmo apodrecerem por causa da presença de alguns fungos. Estes problemas atacam principalmente as folhas ou as plantas mais jovens enfraquecendo-as.

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References:

Brassicaceae. (2016). Encyclopædia Britannica. Consultado em: Abril 3, 2016, em http://www.britannica.com/plant/Brassicaceae

Basu, S., & Cetzal-Ix, W. (2014). Brassicaceae: An agri-horticulturally important family. Consultado em: Abril 2, 2016, em http://www.eoearth.org/view/article/5374ef210cf2aafa2ccd904d

Cordazzo, César Vieira. (2006). Seed characteristics and dispersal of dimorphic fruit segments of Cakile maritima Scopoli (Brassicaceae) population of southern Brazilian coastal dunes. Brazilian Journal of Botany29(2), 259-265. Consultado em: Abril 3, 2016, em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-84042006000200007

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