Movimento minimalista

O minimalismo pode ser descrito como uma forma de vida intencional.

O movimento minimalista pode ser atribuído a um estilo artístico que teve origem após a Segunda Grande Guerra Mundial. Durante a década dos anos de 1960 e 1970 teve uma forte influência nas artes visuais por todo o território norte americano. O minimalismo também passou pela musica por compositores como John Adams ou Philip Glass. O termo descrevia também as peças de Samuel Beckett, os filmes de Robert Bresson e até o design automóvel de Colin Chapman. O minimalismo refere-se então a algo despido até restar somente o essencial. Actualmente o movimento minimalista ganhou uma nova dimensão e tornou-se um estilo de vida popularizado por livros como Goodbye Things de Fumio Sasaki, The Life-Changing Magic of Tidying Up de Marie Kondo e Everything That Remains de Joshua Fields Milburn e Ryan Nicodemus.

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Fumio Sasaki autor de Goodbye Things e um dos influenciadores do minimalismo.

O minimalismo como estilo de vida pode ser descrito como uma forma de vida intencional, focada somente nas coisas, pessoas e hábitos que valorizamos e removendo tudo o resto que nos possa distrair desses valores. É um estilo marcado pelo propósito e claridade, para que tudo na vida seja feito de forma intencional, embora esse propósito seja mais imediatamente visível na quantidade de objectos que uma pessoa possui. O minimalismo não se trata de viver com menos posses materiais, mas esse é um resultado visível que muitas vezes reduz a definição de minimalismo a simplesmente “ter menos objectos físicos”.

A cultura moderna, influenciada pela revolução industrial, criou uma noção de que possuir mais bens materiais é sinal de investimento e de certa forma segurança financeira. A publicidade e o marketing de consumo transmitem uma ideia de felicidade associada a objectos. O minimalismo defende um estilo de vida que valoriza as relações, experiências e até mesmo a meditação como forma de libertação do consumo desenfreado não apenas físico, mas também mental.

Desapego materialista

O minimalismo procura ajudar os indivíduos a encontrar uma liberdade espiritual. Livre de medo, preocupações, culpas, depressão e de uma prisão ligada ao consumo cultural. No entanto o minimalismo não é contra a posse de bens materiais.

A questão é o valor atribuído aos objectos que pode colocar em risco a estabilidade emocional sem que a pessoa tenha noção. Tendencialmente atribuímos valor sentimental a objectos facilmente substituíveis, ou consumimos em demasia muitas vezes colocando em risco a nossa saúde, relações, desenvolvimento pessoal ou mesmo abafando a sensibilidade para percebermos como podemos contribuir para além de nós mesmos. Não sendo contra o manter e possuir coisas que sejam importantes para cada pessoa, o minimalismo simplesmente incentiva a que essas decisões sejam tomadas de forma consciente e deliberada.

O minimalismo exige muito trabalho de procura pessoal, de tempo para que cada um possa descobrir o que é para si realmente importante. Foca-se sobretudo em eliminar o descontentamento, encontrar um equilíbrio do tempo disponível inserido na sociedade, em viver o momento, perseguir os objectivos, descobrir novas missões de vida, ter mais liberdade criativa, escutar o corpo e a saúde em geral, crescer como indivíduos, contribuir mais para a comunidade, libertar-se do excesso de consumo e sobretudo descobrir o propósito de vida individual.

Nesta procura pelo essencial, o minimalismo é uma ferramenta que permite ás pessoas libertarem-se dos excessos da vida de forma a focarem-se no que é realmente importante, para que possam viver de uma forma mais plena e harmoniosa.

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