Trabalho infanto juvenil

Entende-se trabalho infanto juvenil como aquele que é exercido por crianças e adolescente, ou seja, indivíduos menores de idade.

Entende-se trabalho infanto juvenil como aquele que é exercido por crianças e adolescentes, ou seja, indivíduos menores de idade.

Campos e Francischini (2003) abordaram o tema do trabalho infanto juvenil recuando ao século XVIII onde o mesmo começou a ser assunto de conversa, pois, já nessa época, era comum que famílias mais pobres permitissem que os seus filhos fossem explorados par a que se pudesse manter a família.

Mais tarde, já nos nossos dias, com os dados de Alves-Mazotti (2002), em 1999, verificou-se que uma boa parte das crianças entre 10 e 17 anos trabalhava, no entanto, estes dados estão apenas associados aos registos existentes, acreditando-se que exista uma fatia maior da população infanto juvenil no mercado de trabalho.

No entanto, trata-se de um trabalho precário por ser, caracteristicamente intermitente, o que também contribui para a falta de muitos registos do número real de crianças e adolescentes a trabalhar (Alves-Mazotti, 2002).

Ao longo da história do trabalho infanto juvenil, colocaram-se em ação processos que levaram à minimização do mesmo, salvo quando fosse enquanto aprendiz, o que faria com que o mesmo fosse menor do que o dos outros trabalhadores (Alves-Mazotti, 2002).

No entanto, em vários sistemas familiares, é comum que os próprios pais incentivem o trabalho dos filhos menores par ajudar nas despesas de casa, o que acabou por diminuir o processo de evitar o escalar do trabalho infanto juvenil (Alves-Mazotti, 2002).

Vários estudos corroboram esta condição familiar devido ao facto de muitas famílias viverem no limiar da pobreza, o que, pelas precárias condições de vida, fazia com que as famílias acabassem por colocar as suas crianças a trabalhar na tentativa de suprir necessidades (Campos, & Francischini, 2003).

Grande percentagem dos casos em que o mesmo se encontra a vigorar, associa-se, principalmente, ao setor agrícola e em áreas onde não se investe tanto na resolução do tema (Alves-Mazotti, 2002).

Conclusão

O trabalho infanto juvenil tem sido uma realidade ao longo dos séculos, no entanto, com diferentes graus de importância ao longo da evolução da humanidade. Na maioria das vezes verifica-se que o mesmo acontece, principalmente, no caso das famílias mais pobres que, devido às suas condições precárias, procuram a ajuda dos mais novos para colmatar necessidades.

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References:

  • Alvez-Mazotti (2002). Repensando algumas questões sobre o trabalho infanto-juvenil. Revista Brasileira de Educação. Jan/fev/mar/abr 2002, nº19.
  • Campo, H.R, & Francischini, R. (2003). TRABALHO INFANTIL PRODUTIVO E DESENVOLVIMENTO HUMANO. Psicologia em Estudo, Maringá, v.8, n. 1, p.119-129, jan/jun. 2003.
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