Suporte social na infância

O suporte social na infância diz respeito aos modelos de que a criança dispõe para adquirir competências sociais.

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Suporte social na infância

O suporte social na infância diz respeito aos modelos de que a criança dispõe para adquirir competências sociais. O mesmo pode ser adquirido na família, na escola (entre os pares), ou ainda, em instituições de abrigo.

 

Siqueira e Dell’Aglio (2006) fazem referência ao desenvolvimento infantil ao explicar o suporte social nessa etapa de crescimento, uma vez que um se relaciona diretamente com o outro. A associação entre as duas vertentes importa no que respeita à forma como a criança enfrenta desafios até à sua adaptação a diferentes situações (Siqueira, & Dell’Aglio, 2006).

Ao falar em suporte social, os autores referem-se à família, aos amigos, à profissão, aos vizinhos, à escola, ou, em caso de crianças institucionalizadas, à própria instituição de abrigo, uma vez que são estes os contextos da vida destas crianças que vão trazer consequências positivas ou negativas no que concerne ao suporte social alvo do estudo (Siqueira, & Dell’Aglio, 2006).

Assim, quanto mais satisfeito o indivíduo se sente, no seu período de infância, ao nível social, mais satisfação geral terá na sua vida e, o contexto do qual ele está mais perto e quanto mais organizado for o mesmo, é aquele que lhe garante maiores garantias de suporte, ou seja, que vai influenciar significativamente, o seu desenvolvimento (Siqueira, & Dell’Aglio, 2006).

No caso das crianças que são criadas e educadas pelos pais, são estes que garantem o seu suporte social, durante a infância, enquanto no caso das crianças institucionalizadas, o mesmo torna-se mais alargado, uma vez que o suporte social das mesmas se estende aos vários técnicos e auxiliares presentes na instituição (Siqueira, & Dell’Aglio, 2006).

Cabe a quem se responsabiliza pelo suporte social do indivíduo, na infância, garantir o papel da sua orientação e da proteção de forma que possam servir como modelos com os quais o mesmo se possa identificar (Siqueira, & Dell’Aglio, 2006).

A forma como os pais lidam com os filhos, no que concerne ao suporte social, durante a sua infância, terá, por esse motivo, um forte impacto no que diz respeito às competências sociais da criança quando se trata de construir novas amizades, que poderão vir a ser, também, um novo apoio ao nível do seu suporte social (Garcia, 2005). Tendo em conta estes aspectos, podemos compreender que o relacionamento existente entre os pais, será, como já foi referido, o modelo que as crianças vão ter como exemplo, nas suas relações interpessoais, uma vez que influencia grandemente a vida das crianças em todos os contextos (Garcia, 2005).

No caso de adultos que trabalham com crianças institucionalizadas, cursos de formação como oficinas de reciclagem, podem ser uma vais valia no momento de intervir enquanto mentores de suporte social para com as mesmas (Siqueira, & Dell’Aglio, 2006).

Para além dos adultos responsáveis existem ainda os pares que têm um grande peso ao nível do apoio social e afetivo do indivíduo na fase infantil pelo que, conviver com crianças da mesma idade permite que este se identifique com elas e partilhe interesses, brincadeiras, gostos, etc (Siqueira, & Dell’Aglio, 2006).

Segundo Garcia (2005) uma das razões que levam ao interesse da importância que o suporte social assume, é o facto de as crianças estarem cada vez mais expostas a vários tipos de ambientes e contextos fora da família, como os pares, acima referidos. Nesse sentido, por ser na escola que passam mais tempo, os indivíduos, durante a infância, tendem a criar amizades características dessa faixa etária e que são de extrema importância no que concerne ao seu suporte social (Garcia, 2005).

Não podemos deixar de mencionar que, quando uma criança sente que tem um bom suporte social no que se refere às amizades, no espaço escolar, o mesmo leva a que a mesma se sinta também mais satisfeita nesse ambiente, ou seja, adquire uma melhor adaptação (Garcia, 2005). Podemos, deste modo, dizer que, por exemplo, no caso de uma criança tímida, um bom suporte social vai ter repercussões bastante positivas ao nível da sua autoestima, da diminuição da sua ansiedade e da sua solidão, entre outros fatores que possam ser vistos como limitações devido à timidez (Garcia, 2005).

Conclusão

O suporte social na infância parece ser um dos mais significativos preditores das competências que o indivíduo vai adquirir até ao seu estágio adulto. Isto porque a rede de apoio, isto é, família, pares, técnicos institucionais (no caso das crianças institucionalizadas) e outros indivíduos que lidem, de perto, com o indivíduo, serão os primeiros modelos que o mesmo tenderá a seguir. Assim, quanto mais forte e significativo for o suporte social do indivíduo, maior será a sua competência no que concerne aos vários contextos.

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References:

  • Garcia, A. (2005). Psicologia da amizade na infância: uma revisão crítica da literatura recente. Interação em Psicologia, 2005, 9(2), p.285-294;
  • Siqueira, Aline Cardoso, & Dell’Aglio, Débora Dalbosco. (2006). O IMPACTO DA INSTITUCIONALIZAÇÃO NA INFÂNCIA E NA ADOLESCÊNCIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA. Psicologia & Sociedade; 18(1); 71-80; jan/abr. 2006.
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