Gostaria de ser nosso colaborador?

É especialista em alguma das áreas de conhecimento presentes na nossa enciclopédia? Tem gosto pela escrita? Gostaria de ser editor numa enciclopédia em português, integralmente escrita por especialistas? Gostaria de partilhar conhecimento?

Se a sua resposta é sim, então envie-nos o seu CV para geral@knoow.net para que possamos analisar e enviar mais detalhes sobre a forma de colaboração.

 

Áreas para as quais procuramos especialistas:

  •  Biologia
  •  Economia
  •  História
  •  Medicina
  •  Medicina Veterinária
  •  Filosofia
  •  Sociologia
  •  Contabilidade
  •  Direito
  •  Mecânica
  •  Química
  •  Física
  •  Matemática

 

Suicídio

O suicídio pode ser entendido como o agir intencional que tem como propósito ou expetativa a própria morte.

Conceito de suicídio

O suicídio pode ser entendido como o agir intencional que tem como propósito ou expetativa a própria morte.

Enquanto intenção e ação, o suicídio não é tido como uma perturbação psicológica, mas antes como um fenómeno que se verifica frequentemente no contexto de perturbações psicológicas/psiquiátricas. Destas são exemplo as perturbações de humor, como a perturbação bipolar e a depressão, ou as perturbações psicóticas, como a esquizofrenia. Destacam-se ainda as perturbações de personalidade, nomeadamente aquelas que são caracterizadas por um grau elevado de impulsividade e labilidade emocional, como a perturbação borderline.

Frequentemente verifica-se que a perturbação mais significativa se associa a outras, gerando situações de comorbilidade com ansiedade ou perturbações de adição (alcoolismo ou toxicodependência).

Conceptualização

Do ponto de vista psicológico, o suicídio é  percebido como a intenção de terminar o sofrimento, experienciado como avassalador e para o qual a pessoa não vislumbra outra saída. Experiências e sentimentos de desamparo, desesperança e solidão, mesmo que não aparentes, vão ao encontro desta conceptualização, e no âmbito do(a)s quais se verifica um funcionamento não adaptativo (ver comportamento adaptativo). Por este motivo, é fulcral o acesso a cuidados de saúde que possam conter e acompanhar o indivíduo no seu sofrimento, ajudando a encontrar outras formas de lidar com as suas dificuldades.

Esta perspetiva não equipara, contudo, o suicídio com o comportamento de para-suicídio, que se caracteriza por um comportamento semelhante ao suicidário, não obstante não ter como objetivo conduzir a pessoa à morte. Geralmente este comportamento tem consequências negativas para a pessoa, sendo estas expetáveis e procuradas aquando do ato, ilustradas, por exemplo, pelo abuso de psicofármacos ou outros comportamentos autolesivos não suicidários.

O para-suicídio distingue-se assim do suicídio por não visar a morte como um fim, podendo ser percebido como um comportamento emocional, não adaptado, de procura dos outros, do seu apoio ou reação.

Este último distingue-se ainda do que se designa por tentativa de suicídio ou suicídio frustrado em que há uma ação intencional que tem como objetivo o suicídio, não obstante frustrar este propósito, como se de um plano ou expetativas mal calculadas se tratasse.

Fatores de risco e fatores protetores

São diversos os fatores de risco que podem potenciar, num contexto de vulnerabilidade emocional, o agir suicidário. Entre estes fatores destacam-se as situações de perda (económica, social, familiar), trauma ou mudança, que por sua vez podem precipitar desorganização psicológica na pessoa e dificuldade de regulação e resolução de problemas; situações de doença crónica ou face à qual a pessoa não tenha expetativa de evolução favorável (e.g. doença em fase terminal); traços e estilos cognitivo-emocionais e comportamentais de funcionamento que predispõem a pessoa para uma maior dificuldade em pensar alternativamente face a situações-limite ou de stress;  autoestima e autoeficácia fragilizadas; rede de suporte familiar e social mais pobres que providenciam pouco suporte ou desconhecem as dificuldades da pessoa; ou ainda a disponibilidade de meios para agir a intenção suicidária.

Por outro lado, podem enumerar-se alguns fatores protetores que amortizam o impacto dos fatores de risco e que neste sentido podem prevenir o indivíduo de levar a cabo o ato suicídio. Estes fatores podem ser, inversamente, uma rede social mais robusta (familiar, laboral/escolar, social) ou a procura de apoio e soluções para as dificuldades sentidas, com acesso a serviços de saúde mental; prática de atividades de lazer e de uma ocupação profissional satisfatória; envolvimento na comunidade e projeto/propósito de vida, adequados a cada estádio da vida.

529 Visualizações 1 Total

References:

Organização Mundial de Saúde (2006). Prevenção do suicídio. Um recurso para conselheiros. Genebra: Organização Mundial de Saúde.

Simon, R.I & Hales, R.E. (2006). Textbook of Suicidal Assessment and Management. Arlington: American Psychiatric Publishing, Inc.

529 Visualizações

A Knoow é uma enciclopédia colaborativa e em permamente adaptação e melhoria. Se detetou alguma falha em algum dos nossos verbetes, pedimos que nos informe para o mail geral@knoow.net para que possamos verificar. Ajude-nos a melhorar.