Gostaria de ser nosso colaborador?

É especialista em alguma das áreas de conhecimento presentes na nossa enciclopédia? Tem gosto pela escrita? Gostaria de ser editor numa enciclopédia em português, integralmente escrita por especialistas? Gostaria de partilhar conhecimento?

Se a sua resposta é sim, então envie-nos o seu CV para geral@knoow.net para que possamos analisar e enviar mais detalhes sobre a forma de colaboração.

 

Áreas para as quais procuramos especialistas:

  •  História do Brasil
  •  História de Angola
  •  História de Moçambique
  •  Medicina
  •  Medicina Veterinária
  •  Filosofia
  •  Sociologia
  •  Contabilidade
  •  Direito
  •  Mecânica
  •  Química
  •  Física
  •  Matemática

 

Gestalt

Apresentação do conceito de Gestalt, um termo de origem do alemã que significa “forma”, também conhecido como gestaltismo, é uma teoria da forma, uma psicologia da boa forma…

Apresentação do conceito de Gestalt

Gestalt, também conhecido como gestaltismo, é um termo de origem alemã que significa ‘forma’, e designa uma teoria da forma, uma psicologia da boa forma, uma doutrina que defende que, para se compreender as partes, é preciso, antes, compreender o todo. Refere-se a um processo de dar forma, de configurar “o que é colocado diante dos olhos, exposto ao olhar.

O conceito de Gestalt, também conhecida como psicologia da forma ou psicologia da percepção, surge como escola no início do século XX. Foi primeiro introduzido na filosofia e psicologia contemporânea por Christian von Ehrenfels, mas o verdadeiro pai da Gestalt foi Max Wertheimer, cujo trabalho surgiu como resposta ao estruturalismo de Wilhelm Wundt.

No entanto, Wertheimer não foi o único responsável pelo surgimento do Gestaltismo. O desenvolvimento desta área da psicologia foi fortemente influenciado por outros grandes pensadores, como Immanuel Kant, Ernst Mach e Johann Wolfgang von Goethe.

Max Wertheimer observou que sequências rápidas de eventos e percepções tais como linhas de luzes piscando criam a ilusão de movimento, mesmo quando não há nenhum. Isso é conhecido como o fenómeno phi. As imagens em movimento são baseadas neste princípio, ou seja, numa série de imagens aparecendo rápida e sucessivamente para dar forma a uma experiência visual contínua.

De acordo com a psicologia da Gestalt, o todo é diferente da soma das suas partes. Com base nesta crença, psicólogos da Gestalt desenvolveram um conjunto de princípios para explicar a organização perceptiva, ou a forma como a mente agrupa pequenos objectos para formar outros maiores. Estes princípios são muitas vezes referidos como as “leis da organização perceptiva”.

De acordo com a psicologia da Gestalt, o sujeito é compreendido como um sistema aberto, em constante desenvolvimento e crescimento em função de trocas criativas com o ambiente; ou seja, ele é um ser relacional que interage com o mundo.

Na Gestalt, existem quatro princípios a ter em conta para a percepção dos objectos e formas: a tendência à estruturação, a segregação figura-fundo, a pregnância ou boa forma e a constância perceptiva. E além desses quatro princípios, também existem sete fundamentos básicos, que são:

  • Segregação: desigualdade de estímulo; hierarquia: importância e ordem de leitura.
  • Semelhança: elementos da mesma cor e forma tendem a ser agrupados e constituir unidades.
  • Unidade: vários elementos podem ser percebidos como um todo.
  • Proximidade: elementos próximos tendem a ser agrupados visualmente.
  • Pregnância: é a lei básica da percepção da gestalt.
  • Simplicidade: tendência à harmonia e ao equilíbrio visual.
  • Fechamento: formas interrompidas; preenchimento visual de lacunas.

gestalt-01

Sete fundamentos básicos da Gestalt

A psicologia da Gestalt influenciou os estudos e práticas em vários campos da actividade humana, como as artes plásticas, a arquitectura, o desenho industrial e o design gráfico. Trouxe também relevantes colaborações aos estudos da linguagem, da aprendizagem, da memória e do comportamento social, e foi importante para a inclusão do debate psicológico no interior da disciplina estética e para a psicologia e filosofia da arte desenvolvida no século XX.

Os princípios estudados pela Gestalt têm relação com preocupações artísticas com a organização e a disposição de elementos presentes desde os tratados renascentistas sobre perspectiva e hierarquização de componentes numa obra artística arquitectónica ou pictórica. Com a consolidação da Gestalt, no século XX, os aspectos da psicologia e dos estudos sobre a percepção visual somaram-se aos estudos sobre o fenómeno artístico, fornecendo uma estrutura teórico e experimental sobre a maneira como as pinturas são percebidas e entendidas.

A Gestalt engloba diversos conceitos referentes às percepções fisiológicas em relações a formatos, cores, ângulos e materiais. Mas o mais importante é perceber a forma por ela mesma; vê-la como “todos” estruturados, resultados de relações.

O principal estudioso a aprofundar os conceitos da psicologia da forma para o campo da estética e das artes foi Rudolf Arnheim. Nascido em Berlim, Arnheim estuda com Köhler e Wertheimer, que orientam a sua tese, defendida na Universidade de Berlim, e com Hans Wallach. Entre sua extensa produção académica, destaca-se a obra Arte e Percepção Visual: uma Psicologia da Visão Criadora, publicada em 1954 e desde então traduzida para inúmeros países.

307 Visualizações 1 Total

References:

ARNHEIM, Rudolf. Arte e percepção visual: uma psicologia da visão criadora. São Paulo:

Pioneira Thomson Learning, 2002

BEHRENS, Roy R. Art, Design and Gestalt Theory. Leonardo. Vol. 31. Nº 4. 1998

FRACCAROLI, Caetano. A percepção da forma e sua relação com o fenômeno artístico: o problema visto através da Gestalt (Psicologia da Forma). São Paulo: FAU, 1952

GOMES FILHO, João. Gestalt do objeto: Sistema de leitura visual da forma. 6ª edição. São Paulo: Escrituras Editora, 2004

GUILLAUME, Paul. Psicologia da forma. São Paulo: Nacional, 1966.

KOFFKA, Kurt. Princípio da psicologia da gestalt. São Paulo: Cultrix, 1975.

KOHLER, Wolfgang. Psicologia da gestalt. Itatiaia.Belo Horizonte, 1968

RHYNE. J. Arte e Gestalt: Padrões que convergem. Summus. São Paulo, 1993

ZINKER, J. Processo Criativo em Gestalt-terapia. Summus. São Paulo, 2007

307 Visualizações

 

 

Knoow - a divulgar conhecimento pelo mundo

Flag Counter