Autismo e inclusão

O tema sobre autismo e inclusão visa proporcionar as mesmas oportunidades para todas as crianças, respeitando e abarcando diferenças de desenvolvimento.

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Autismo e inclusão

O tema sobre autismo e inclusão visa proporcionar as mesmas oportunidades para todas as crianças, respeitando e abarcando diferenças de desenvolvimento.

Segundo os trabalhos de Camargo e Bosa (2009) baseados no DSM-IV-TR, Associação Psiquiátrica Americana (APA) o autismo caracteriza-se por uma perturbação global do desenvolvimento, manifestando-se, especialmente, na interação com os outros, na comunicação e num acentuadamente restrito tipo de interesses.

Além destas características, Dias (2017) apresenta, nos seus trabalhos, características comportamentais que nos permitem verificar que a criança autista apresenta ainda uma síndrome de défices e excessos que poderão estar associados ao seu desenvolvimento neurológico.

Podemos começar a observar toda esta panóplia de sinais antes dos 3 anos de idade, no entanto, vai sendo cada vez mais evidente à medida que a criança se desenvolve. (Camargo, & Bosa, 2009). Na maioria dos casos, a criança isola-se e tem, realmente, uma interação social pobre, no entanto, é importante compreender que, muitas vezes, a criança autista não responde ao estimulo da interação porque não compreende aquilo que lhe é pedido (Camargo, & Bosa, 2009).

Em termos de inclusão, devido às limitações existentes no meio social, podemos dizer então que a criança autista, por vezes, não tem a oportunidade adequada para interagir com os demais (Camargo, & Bosa, 2009).

Para tentar colmatar este tipo de falha, segundo os estudos elaborados por Dias (2017) verifica-se que a educação especial, já tem legislação que permita a inclusão de todos os alunos com necessidades educativas especiais, nos estabelecimentos de ensino, junto das outras crianças.

Deste modo, podemos dizer que a forma como se estabelece a inclusão junto de crianças autistas que determina o seu desenvolvimento de competências sociais, mais do que fazer o diagnóstico imediato de dificuldade de interação social (Camargo, & Bosa, 2009).

Assim, as estratégias adequadas, de acordo com cada caso de autismo, poderão proporcionar a oportunidade de incluir estas crianças entre os seus pares, fazendo com que as mesmas interajam mais e se entreguem cada vez menos ao isolamento (Camargo, & Bosa, 2009). Esta inclusão passa por colocar a criança portadora de autismo junto de outras crianças sem autismo, na mesma sala de aula, de modo a que possa conviver naturalmente com outras crianças e, por consequência, socializar com os da mesma idade e fase de desenvolvimento (Camargo, & Bosa, 2009). De referir a mais valia que esta inclusão incute nas outras crianças, devido a permitir que as mesmas aprendam a conviver, desde cedo, com a diferença (Camargo, & Bosa, 2009).

Na mesma linha teórica Dias (2017) refere as benesses de incluir crianças autistas no mesmo ambiente que as outras crianças, no sentido, não só de contribuir para o desenvolvimento das primeiras em termos de competências de relacionamento interpessoal, mas também, levar as outras crianças a terem, não só, a oportunidade de aprender a viver com a diferença, mas, igualmente importante, a saber respeitar o outro e respeitarem-se entre si mutuamente. Estas estratégias de inclusão, permitem, essencialmente, que o espaço escolar se torne um local de inclusão amplificado e diversificado (Dias, 2017).

É muito importante referir que a promoção da inclusão de crianças autistas com o diagnóstico precoce da perturbação, mais o acompanhamento de toda a equipa multidisciplinar envolvida, tem dado frutos no que diz respeito às potencialidades de desenvolvimento das mesmas (Camargo, & Bosa, 2009).

Por outro lado, Camargo e Bosa (2009) referem que ainda são poucos os estudos que se debruçam sobre a necessidade e importância de investir neste tema.

Conclusão

A inclusão de crianças autistas no ensino normal e no meio social, junto de outras crianças, tem mostrado ser uma grande mais valia para ambas as partes sendo que dá a oportunidade às primeiras de conviver de forma igualitária e ter acesso à mesma educação, como também permite que as outras crianças aprendam a viver com a diferença desde cedo. A implementação da inclusão destas crianças com necessidades educativas especiais tem vindo a mostrar-se promotora, principalmente, do respeito mútuo desde os primeiros anos de vida, no que concerne às diferenças. O tema do autismo e inclusão, visa, principalmente, a promoção de oportunidades de forma igualitária, para todas as crianças.

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References:

  • Camargo, S.P.H., & Bosa C.A. (2009). COMPETENCIA SOCIAL, INCLUSÃO ESCOLAR E AUTISMO: REVISÃO CRÍTICA DA LITERATURA. Red de Revistas Científicas de América Latina Y el Caribe. Psicologia & Sociedade; 21 (1): 65-74, 2009. Recuperado em 4 de junho de 2018 de http://www.redalyc.org/html/3093/309326582008/;
  • Dias, N.S. (2017). AUTISMO: ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO NO DESAFIO DA INCLUSÃO NO ÂMBITO ESCOLAR, NA PERSPECTIVA DA ANÁLISE DO COMPORTAMENTO. [em linha] PSICOLOGIA.PT – O Portal dos Psicólogos. Recuperado em 6 de junho de 2018 de http://www.psicologia.pt/artigos/ver_artigo_licenciatura.php?autismo-estrategias-de-intervencao-no-desafio-da-inclusao-no-ambito-escolar-na-perspectiva-da-analise-do-comportamento&codigo=TL0423.
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