Atração sexual

Atração sexual diz respeito à interação ao nível da sexualidade, com ou sem vínculo afetivo, existente entre dois ou mais indivíduos.

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Atração sexual

Atração sexual diz respeito à interação ao nível da sexualidade, com ou sem vínculo afetivo, existente entre dois ou mais indivíduos. Associa-se a diferentes sensações experimentada pelo indivíduo e varia em função da fase de desenvolvimento e do sexo.

Borrione e Lordelo (2005) abordam o tema da atração sexual do ponto de vista da psicologia do desenvolvimento, tendo em conta os aspetos que envolvem a escolha de um/a parceiro/a sexual e o vínculo entre ambas as partes.

Neste campo fala-se de estratégia sexual, no sentido de referir aos humanos quando o assunto se trata de acasalamento, seja ele a curto ou a longo prazo, o qual, ao longo da história, sofreu várias alterações (Borrione, & Lordelo, 2005).

Segundo Borrione e Lordelo (2005) a atração sexual também deve ser analisada tendo em conta o género, já que indivíduos do sexo masculino e indivíduos do sexo feminino têm diferentes formas de se comportar quando se trata de estratégia.

Assim, o princípio da atração sexual humana acontece mediante processos emocionais e desejos que levam o ser humano a sentir maior ou menor proximidade em relação ao alvo, não sendo estes estímulos de ordem consciente (Borrione, & Lordelo, 2005).

Nesse sentido, outros estudos ressalvam ainda os processos do foro afetivo-sexual que envolvem toda a dinâmica da atração sexual, toda ela manifestada através das atitudes e do prazer demonstrados entre ambas as partes (Facchini, Maia, & Maia, 2004).

Estes princípios pressupõem ainda dois ângulos de visão, ou seja, o ângulo do indivíduo passivo, aquele que vai aceitar ou rejeitar, e o ângulo do indivíduo ativo, o que vai agir com o objetivo de obter o que deseja (Borrione, & Lordelo, 2005).

Para Facchini, Maia e Maia (2004), tendo em conta a importância da psicologia do desenvolvimento, menciona-se a fase da adolescência como uma das mais intensas no campo da atração sexual, já que se trata de analisar diversas variáveis como as mudanças físicas, o crescimento, o amadurecimento sexual e o desenvolvimento das características sexuais que distinguem rapazes de raparigas. Frequentemente, o jovem encontra dificuldades em se relacionar nesse sentido, já que, no caso dos rapazes, nasce o medo de não conseguir realizar o coito e no caso das raparigas surge o medo de não ser suficientemente atraente aos olhos do parceiro (Facchini, Maia, & Maia, 2004).

Todo o processo que envolve a atração sexual, está ainda, intimamente ligado às questões parentais, uma vez que é o investimento parental sobre os filhos que pode predizer a forma como estes vão agir no campo da atração sexual, com o intuito de preservar a espécie e garantir a sua sobrevivência através da reprodução (Borrione, & Lordelo, 2005).

Tendo por base este investimento parental sobre o indivíduo, ele irá, mais tarde, apostar em parceiros sexuais mais pela sua eventual performance enquanto pai/mãe do que na sua performance sexual propriamente dita (Borrione, & Lordelo, 2005).

É necessário ainda compreender que as diferenças sexuais e a pressão exercida, principalmente, sobre as mulheres que, em outros tempos estiveram sujeitas a constante inibição do seu comportamento social, que fez com que tivessem menos possibilidade de desenvolver a capacidade de manifestar interesse no que concerne à atração sexual e à preservação da espécie através da reprodução (Borrione, & Lordelo, 2005; Facchini, Maia, & Maia, 2004).

Contudo Facchini, Maia e Maia (2004) perceberam ainda nos seus trabalhos realizados na atualidade, a presença, ainda bastante vincada, da repressão associada ao comportamento feminino, que, de certa forma, inferioriza a mulher em relação ao homem, já que, em muitos casos, continuamos a assistir ao controlo do comportamento feminino no sentido de atrair e agradar o homem.

Além disso Borrione e Lordelo (2005) referem a questão das relações a curto prazo que, se para o homem são mais eficazes devido à capacidade de aumentar o seu desejo quando se relaciona com múltiplas mulheres, para a mulher são muito mais complicadas de gerir, precisamente devido à pressão social e à reputação à qual ficam rotuladas, o que, consequentemente, pode colocar em risco as suas possibilidades de adquirir, futuramente, um parceiro duradouro.

Conclusão

A atração sexual, observada de diferentes formas ao longo do tempo, apresenta, toda ela, processos associados ao comportamento, seja ele da pessoa que se sente atraída, seja do alvo da atração. O processo está extremamente ligado à psicologia do desenvolvimento, pelo que a fase da adolescência se mostra como sendo aquela em que o indivíduo sente mais intensamente todos os impulsos associados a qualquer tipo de atração, seja ela meramente sexual ou ligada a vínculos afetivos e emocionais. Podemos verificar ainda que se trata de um processo bastante diferente em função do género pelo que as preocupações de cada um dos mesmos face à atração sexual, são também bastante distintas.

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References:

  • Borrione, Roberta Tavares de Melo, & Lordelo, Eulina da Rocha. (2005). Escolha de parceiros sexuais e investimento parental: uma perspectiva desenvolvimental. Interação em Psicologia, 2005, 9(1), 0.35-43. http://revistas.ufpr.br/psicologia/article/view/3284/2628;
  • Facchini, Giovana Bovo, Maia Ana Cláudia Bortolozzi, & Maia Ari Fernando. (2004). Análise de aspectos relacionados à sexualidade em site para adolescentes. Interação em Psicologia, 2004, 8(1), p.57-66. http://revistas.ufpr.br/psicologia/article/view/3239/2600.
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