Arquétipos

Conceito de Arquétipos – Os componentes estruturais do inconsciente colectivo recebem vários nomes: arquétipos, dominantes, imagens primordiais (…)

Conceito de Arquétipos

Os componentes estruturais do inconsciente colectivo recebem vários nomes: arquétipos, dominantes, imagens primordiais, imagos, imagens mitológicas e padrões de comportamento (Jung, 1943). Um arquétipo é uma forma universal de pensamento (ideia) que contém um elemento de emoção. Essa forma de pensamento cria imagens ou visões que correspondem na vida normal de vigília a algum aspecto da situação consciente. Por exemplo o arquétipo da mãe produz a imagem de uma figura de mãe que é então identificada como mãe real. Por outras palavras, o bebé herda uma concepção pré formada de uma mãe genérica que determinará em parte como ele perceberá a sua mãe. A percepção do bebé também é influenciada pela natureza da mãe e pelas suas experiências com ela. Assim, a experiência do bebé é o produto conjunto de uma predisposição interna para perceber o mundo de uma certa maneira e da natureza real daquele mundo. Os dois determinantes normalmente ajustam-se de forma compatível, porque o próprio arquétipo é um produto de experiências raciais com o mundo, e essas experiências são muito semelhantes às de qualquer outro indivíduo em qualquer época e em qualquer parte do mundo. Ou seja, a natureza das mães continua muito parecida desde o início da história da raça, de modo que o arquétipo de mãe herdado pelo bebé é congruente com a mãe real com a qual ele interage.

Um arquétipo é um depósito mental permanente de uma experiência que foi repetida constantemente por muitas gerações. Os arquétipos não estão necessariamente isolados uns dos outros no inconsciente colectivo. Eles interpenetram-se e fundem-se.

Os mitos, os sonhos, as visões, os rituais, os sintomas neuróticos e psicóticos, e os trabalhos de arte contêm uma grande quantidade de material arquetípico e constituem a melhor fonte de conhecimento em relação aos arquétipos. Jung e seus adeptos realizaram um trabalho prodigioso sobre representações arquetípicas nas religiões, nos mitos e nos sonhos.

Supõem-se que existam muitos arquétipos no inconsciente colectivo. Alguns dos que foram identificados são os arquétipos de nascimento, renascimento, morte, poder (energia), mágica, unidade, o herói, a criança, Deus, o demónio, o velho sábio, a mãe terra e o animal.

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