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Apraxia verbal adquirida

A apraxia verbal adquirida diz respeito a uma ou várias lesões cerebrais que afetam o hemisfério esquerdo e que provocam danos na produção da fala.

Apraxia

Apraxia verbal adquirida

A apraxia verbal adquirida diz respeito a uma ou várias lesões cerebrais que afetam o hemisfério esquerdo e que provocam danos na produção da fala. Acontece na fase adulta e compromete funções como a capacidade de escrita e de cálculo.

Apesar de ter características muito semelhantes às da apraxia verbal na infância, a apraxia verbal adquirida acontece na fase adulta (Payão, Lavra-Pinto, Wolff, & Carvalho, 2012).

Corroborando esta ideia, estudos realizados por Souza e Payão (2008) demonstram que a apraxia verbal adquirida é desenvolvida no estado adulto e é originada por uma lesão focal na área de Broca ou córtex sensoriomotor no hemisfério esquerdo. Todas estas características levam à incapacidade do indivíduo em realizar movimentos de fala (Payão, Lavra-Pinto, Wolff, & Carvalho, 2012; Souza, & Payão, 2008).

Contudo, apesar de as lesões provocaram todos estes tipos de dificuldade ao nível dos movimentos da fala, é importante referir que não afetam os movimentos musculares que permitem ao indivíduo falar (Payão, Lavra-Pinto, Wolff, & Carvalho, 2012).

Tendo em conta que se trata do hemisfério responsável por todas as funções ligadas à linguística, ao cálculo e à capacidade motora fina, qualquer lesão nesta parte do cérebro pode causar este tipo de dano (Payão, Lavra-Pinto, Wolff, & Carvalho, 2012; Souza, & Payão, 2008).

De acordo com Souza e Payão (2008) para termos uma noção geral da importância do hemisfério esquerdo para a capacidade das funções do ser humano, ele é responsável pela nossa consciência mais elaborada, o que significa que um comprometimento deste desta área pode levar a problemas na capacidade de escrita, à agrafia afásica, à alexia, bem como acalculia primária, desorganização lógica do pensamento ou percepção, entre outras.

Segundo estes pressupostos, podemos compreender em que medida é que a apraxia verbal adquirida afeta todo este hemisfério, comprometendo toda a capacidade paralinguística no geral (Souza, & Payão, 2008).

Partindo da descrição das características deste tipo de apraxia, não é pouco comum que a mesma venha associada a outros tipos de perturbação como afasias, principalmente, a de Broca, disartrias, entre outras, trazendo ainda consequências ao nível auditivo (Souza, & Payão, 2008).

Por vezes, esta acumulação de perturbações ao nível neurolinguístico, faz com que as mesmas cheguem a poder ser confundidas entre si, como por exemplo, no caso de pacientes com apraxia da fala e pacientes com parafasias fonémicas (Souza, & Payão, 2008). No entanto, devido à natureza de ambas, podemos verificar que, enquanto no caso das parafasias fonémicas, se observa uma ruptura no que diz respeito à recuperação de padrões fonológicos das palavras, no caso da apraxia da fala, a mesma está, primordialmente vincada a uma dificuldade na codificação dos padrões fonológicos que dizem respeito aos movimentos da fala (Souza, & Payão, 2008).

No que diz respeito às grandes diferenças entre a apraxia verbal na infância e a apraxia verbal adquirida, ao contrário das crianças, quando nos deparamos com um quadro de apraxia verbal no adulto, o mesmo está associado à perda de funções, enquanto no caso das crianças, as mesmas ficam comprometidas ainda durante o seu desenvolvimento (Payão, Lavra-Pinto, Wolff, & Carvalho, 2012).

Características

  • Comprometimento primariamente na articulação e alteração dos movimentos musculares na produção dos fonemas;
  • Secundariamente podemos verificar alterações prosódicas, com fala mais lenta do que o normal, sem entonação, ritmo ou melodia.

(Souza, & Payão, 2008).

Conclusão

Segundo os estudos realizados acerca do tema, podemos compreender que a apraxia verbal adquirida acontece, predominantemente, na fase adulta e que é originada por qualquer tipo de lesão no hemisfério esquerdo, principalmente, se afetar a área de Broca. A mesma compromete a capacidade do indivíduo em produzir fala, fazendo-o de forma desorganizada e descoordenada. Esta perturbação afeta toda a capacidade do indivíduo no que diz respeito a funções de raciocínio ao nível do cálculo e da escrita, bem como outras, já que a maioria das nossas funções cerebrais desta natureza se encontra ao nível do hemisfério equerdo.

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References:

  • Payão, L.M.C., Lavra-Pinto, B., Wolff, C.L., & Carvalho, Q. (2012). Características clínicas da apraxia de fala na infância. Revisão de literatura. Letras de Hoje, Porto Alegre, v.47, n. 1, p. 24-29, jan./mar. 2012.
  • Souza, Thaís Nobre Uchôa, Payão Luzia Miscow da Cruz. Apraxia da fala adquirida e desenvolvimental: semelhanças e diferenças. soc. Bras. fonoaudiol. [Internet]. 2008 June [cited 2018 Mar 12]; 13 (2): 193-202. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-80342008000200015.
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