Crowdfunding

O crowdfunding é utilizado na música, no jornalismo, na política e para outras razões sociais. O financiamento coletivo é popular entre os jovens.

Crowdfunding é o termo em inglês para financiamento coletivo. A expressão popularizou no início do século XXI com o maior alcance da internet. A obtenção de capital para iniciativas de interesse público ou coletivo é uma forma de alcançar objetivos em comum na sociedade.

O jornalismo cidadão, por exemplo, depende muitas vezes de crowdfunding. Outros exemplos de atividades sustentadas desta maneira são: pequenos negócios, startups, campanhas políticas e softwares livres.

História do crowdfunding

Muito antes de existirem computadores, o crowdfunding já era praticado, principalmente no mercado literário. Muitos livros foram anunciados para financiamento coletivo antes de serem publicados. O livro só seria escrito e publicado, por exemplo, se atingisse a meta financeira para tal.

Há registos dessas atividades ainda em 1730. O célebre autor Auguste Comte foi um dos casos mais famosos de crowdfunding moderno. Na Inglaterra, os fundos de guerra, conhecidos como War Bonds, também são considerados hoje em dia como um tipo de crowdfunding.

Na internet, o financiamento coletivo teve início no final dos anos 1990 e foi importante na indústria musical. Diversas bandas iniciantes se beneficiaram do esquema para crescerem no mercado. Muitos videojogos foram financiados desta maneira também.

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Funcionamento do crowdfunding

A agregação de múltiplas fontes de financiamento pode ser feita por pessoas físicas ou jurídicas. Em mutos países, não existe uma legislação específica para esta prática filantrópica. Entretanto, o crowdfunding está legislado em Portugal com a Lei n.º 102/2015.

As quatro modalidades de crowdfunding

De acordo com a lei portuguesa, entidades que queiram financiar seus projetos via crowdfunding devem escolher entre uma das quatro modalidades abaixo.

Donativo

Consiste em financiamento colaborativo através de donativo, pelo qual a entidade financiada recebe um donativo, com ou sem a entrega de uma contrapartida não pecuniária.

Recompensa

O financiamento colaborativo com recompensa funciona da seguinte maneira: a entidade financiada fica obrigada à prestação do produto ou serviço financiado, em contrapartida pelo financiamento obtido.

Capital

O financiamento colaborativo de capital é aquele em que a entidade financiada remunera o financiamento obtido através de uma participação no respetivo capital social, distribuição de dividendos ou partilha de lucros.

Empréstimo

Consiste em financiamento colaborativo através do qual a entidade financiada remunera o financiamento obtido por pagamento de juros fixados no momento da angariação.

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Participação em um crowdfunding

Qualquer pessoa, singular ou coletiva, pode recorrer às plataformas de crowdfunding. Na lei portuguesa, permite-se que tanto nacionais como estrangeiros participem na angariação de fundos para atividades ou projetos financiados coletivamente.

Entretanto, há alguns deveres que estes beneficiários devem ter em atenção. Toda a plataforma de crowdfunding online tem o dever de assegurar três aspetos:

  • aos investidores o acesso à informação relativa aos produtos colocados;
  • a confidencialidade da informação que receberem dos investidores e dos beneficiários do investimento;
  • o cumprimento das normas da lei e de demais regulamentações aplicáveis à prevenção de conflitos de interesses.

Plataformas

Estima-se que em 2012, eram mais de 450 plataformas online de crowdfunding. Em 2015, o número quadruplicou e já são mais de dois mil portais a escolha. As plataformas são importantes, pois auxiliam as pessoas a organizar o financiamento coletivo.

Para angariar capital para uma causa, é preciso ter objetivos claros e uma ideia de como aplicar o valor arrecadado de forma sensata e dentro da legislação. Por isso, é necessário escolher uma plataforma adequada.

Jornalismo

Atualmente, boa parcela do jornalismo independente e do ciberjornalismo são realizadas através do crowdfunding. Desta forma, é o público que julga e fornece suporte para os trabalhos realizados por um determinado jornalista. Isso elimina, muitas vezes, conglomerados mediáticos e monopólios da possibilidade de fazer o mesmo.

Por essa razão, este tipo de jornalismo é visto como colaborativo ou cidadão. Também porque isso torna a atividade jornalística mais transparente e participativa. Alguns autores afirmam que este é o futuro da profissão.

 

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References:

Cardoso, G. (2014). Os media na sociedade em rede. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Hunter, A. (2015). Crowdfunding independent and freelance journalism: Negotiating journalistic norms of autonomy and objectivity. New Media & Society, 17(2), 272-288.

Salaverria, R. (2012). Medios y periodistas, ¿un futuro compartido? Cuadernos de Comunicación, 7(El Futuro del Periodismo), 11-14.

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