Retina

A retina é a estrutura do olho que processa verdadeiramente a informação visual embora, independentemente da imagem projectada, apenas sejam percebidas diferentes informações luminosas que são convertidas em sinal eléctrico, o qual posteriormente é transmitido ao cérebro. Aquando da formação da imagem na retina, verifica-se a inversão e reversão da realidade. No entanto, é esta formatação que é considerada normal e interpretada de forma correcta a nível cerebral.

A retina é a estrutura do olho que processa verdadeiramente a informação visual embora, independentemente da imagem projectada, apenas sejam percebidas diferentes informações luminosas que são convertidas em sinal eléctrico, o qual posteriormente é transmitido ao cérebro.

Camadas da Retina

Retina

Figura 1 – Representação esquemática das 6 camadas constituintes da retina.

A retina está estruturada em vários folhetos (Figura 1) e, consequentemente, possui diversos tipos de células. Estas são, na sua maioria, células nervosas, pelo que esta estrutura ocular forma a porção nervosa do olho e é parte constituinte do Sisitema Nervoso Central (SNC).

Segundo a Figura 1, podem, então, enumerar-se 6 camadas retinianas e 5 tipos de neurónios aí presentes. Os diversos tipos de células da retina denominam-se, do exterior para o interior, fotorreceptores, células horizontais, células bipolares, células amácrinas e células ganglionares e cada tipo pode diversificar-se em bastantes sub-tipos.

As primeiras células referidas são fotossensíveis e subdividem-se em cones e bastonetes; as segundas permitem interacções laterais entre fotorreceptores e células bipolares de forma a manter a sensibilidade do sistema visual a um leque alargado de intensidades luminosas; as células amácrinas, por sua vez, possuem diversas funções, sendo responsáveis quer pela transformação das respostas codificadas pelas células bipolares para cada intensidade luminosa que vão ser transmitidas às células ganglionares, quer pela transmissão de informação dos bastonetes às células ganglionares; as últimas células acima mencionadas são aquelas cujos prolongamentos formam o nervo óptico.

Tal como se pode observar na Figura 1, os corpos celulares e os prolongamentos das diversas células encontram-se em camadas alternadas. Assim, os primeiros ocupam as camadas nuclear externa (corpos celulares de fotorreceptores), nuclear interna (corpos celulares de 1-4 tipos de células horizontais, 11 tipos de células bipolares e 22-30 tipos de células amácrinas) e ganglionar (corpos celulares de cerca de 20 tipos de células ganglionares), ao passo que os segundos e as extremidades sinápticas ocupam as camadas intermédias, plexiformes externa (ligação entre fotorreceptores e células horizontais e bipolares) e interna (ligação entre células amácrinas e ganglionares).

Considerando a posição relativa dos diversos tipos de células da retina, é possível afirmar que a via mais directa para a transmissão da informação luminosa desde a extremidade exterior da retina até ao nervo óptico pode ser constituida por uma cadeia de apenas 3 neurónios: fotorreceptor > célula bipolar > célula ganglionar.

 

Projecção e Formação da Imagem na Retina

Para que uma imagem possa ser percebida de forma correcta pela retina, nem esta estrutura, nem a córnea e o cristalino podem apresentar nenhum tipo de lesão ou malformação. No caso da córnea e do cristalino tal traduz-se na transparência das estruturas, e, para a última estrutura mencionada, é importante ainda que a capacidade de acomodação que lhe é inerente se apresente igualmente inalterada. Cumulativamente, para a formação de uma imagem fiel à realidade, é também importante que a pupila conserve a sua capacidade de ajuste às condições do meio externo e envolvente da imagem a captar.

Aquando da formação da imagem na retina, verifica-se a inversão e reversão da realidade. No entanto, é esta formatação que é considerada normal e interpretada de forma correcta a nível cerebral.

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References:

Purves D, Augustine GJ, Fitzpatrick D, Hall WC, LaMantia AS, McNamara JO, Williams SM. s/d. Neurociencia. Panamericana. Madrid.

Guyton AC, Hall JE. 2006. Textbook of Medical Physiology. Elsevier Saunders. Philadelphia.

Kandel ER, Schwartz JH, Jessell TM. 2000. Principles of Neural Science. McGraw-Hill. Nova Iorque.

Kolb H. 2003. How the retina works. American Scientist 91: 28-35

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