Gigantismo

O gigantismo é fundamentalmente caracterizado pelo crescimento excessivo do indivíduo devido a uma anomalia na hormona do crescimento.

gigantismo

Gigantismo

O gigantismo é fundamentalmente caracterizado pelo crescimento excessivo do indivíduo devido a uma anomalia na hormona do crescimento. Esta patologia pode relacionar-se com vários fatores.

O gigantismo define-se como uma síndrome que resulta da secreção excessiva pela ação periférica da hormona do crescimento a qual se desenvolve antes do final desta fase na infância e na puberdade (contrariamente à acromegalia – síndrome do mesmo foro que se desenvolve após o crescimento). O gigantismo é ainda uma doença que pode ter como origem um tumor ectópico nesta mesma hormona (Marín, Sierra, & Maya, 2011). A doença, em mais de 90 a 95% advém de um adenoma somatotropo da hipófise anterior o que significa que os efeitos da anomalia na hormona do crescimento podem ser somáticos, e apresentar-se de forma lenta e gradual através de diferentes expressões como o crescimento da pele, da cartilagem, dos tecidos, dos ossos, das vísceras e outros ainda (Marín, Sierra, & Maya, 2011).

A síndrome do gigantismo ataca ainda o metabolismo do indivíduo o que lhe causa a retenção do nitrogénio e atua como antagonista da insulina e da lipólise, o que, se traduz em doenças passíveis de serem fatais ainda na fase infantil, ou seja, em idades prematuras, se o diagnóstico não for feito a tempo e de forma adequada (Marín, Sierra, & Maya, 2011).

As causas para o crescimento anómalo da hormona do crescimento, para além de eventuais tumores, têm a ver ainda com outros fatores como a alimentação, o ambiente, o sistema hormonal e intra-hipofisiário, devido a um adenoma pituitário monoclonal (Marín, Sierra, & Maya, 2011).

Marin, Sierra e Maya (2011) fazem ainda referência ao aglomerado d mutações somáticas que provocam a autonomia da célula que cresce de forma anómala e acaba por dominar as outras células.

Que tratamento deve ser realizado?

Quando falamos de origem e de sintomas do gigantismo, não podemos deixar de falar do tratamento médico adequado, o qual, de acordo com Marín, Sierra e Maya (2011) deve ser feito à base de fármacos, isto é, bioquímica direta via soro, uma vez que a hormona se caracteriza pelas variações ao longo do dia que vão desde valores quase imperceptíveis até valores extremamente altos.

O tratamento é influenciado pelas características do próprio indivíduo, o que faz com que a hormona do crescimento, que tem uma esperança média de vida habitualmente curta e variável, dependa ainda amplamente da alimentação, do exercício físico, do índice de massa corporal (imc), da idade e ainda do tempo de descanso (Marín, Sierra, & Maya, 2011).

Geralmente, a opção pela medicação bioquímica por via do soro deve-se ao fato de ser mais fácil de administrar e provocar menos variações nos valores, além de estimular a secreção de insulina, muito importante na fase de tratamento (Marín, Sierra, & Maya, 2011).

No que diz respeito à insulina, os autores consideram que a sua eficácia no diagnóstico do gigantismo é das mais bem sucedidas devido à sua capacidade bioquímica ser mais prolongada e também à sensibilidade que proporciona (Marín, Sierra, & Maya, 2011). No entanto, uma vez que falamos de organismo, não podemos deixar de mencionar que a secreção de insulina depende de fatores individuais como o sexo, a alimentação, a genética e a idade, apesar de, ainda assim, ser a mais estimulada quando estamos perante a síndrome de gigantismo (Marín, Sierra, & Maya, 2011).

Devido à elevada morbilidade e mortalidade que o gigantismo provoca é necessário fazer um diagnóstico tão precoce quanto possível preferencialmente através da medicação bioquímica à base de soro, especialmente com insulina no sentido de testar a tolerância oral à glicose, pelo doente, principalmente em caso de diabetes ou de gravidez, já que o diagnóstico precoce é dos meios de intervenção mais eficazes (Marín, Sierra, & Maya, 2011).

Conclusão

O gigantismo apresenta-se, fundamentalmente, como uma anormalidade excessiva de crescimento dos membros e tecidos, que pode ter várias origens como tumores, alimentação, ambiente, exercício físico, idade, sexo, entre outras características individuais. Verifica-se que a eficácia do diagnóstico é, principalmente, a precocidade do mesmo, preferencialmente ainda na fase de gestação. A injeção de insulina via soro mostra-se como um dos meios de tratamento mais eficazes no que concerne ao tratamento da hormona do crescimento, responsável pela anomalia.

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References:

  • Marín, C.R., Sierra, G.L., & Maya, G.C. (2011). Diagnóstico de acromegalia. Acromegaly diagnosis. La clínica y el laboratório. Medicina & Laboratorio, 2011, Volumen 17, Números 11-12.
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