Ião

Conceito de Ião: O termo ião foi introduzido pelo físico e químico inglês Michael Faraday em 1834 para as espécies então desconhecidas, que se…

Conceito de Ião

O termo ião foi introduzido pelo físico e químico inglês Michael Faraday em 1834 para as espécies então desconhecidas, que se deslocavam de um elétrodo para o outro através de um meio aquoso. Um ião é qualquer átomo ou molécula em que o número total de electrões e de protões não é igual, dando ao átomo ou á molécula cargas eléctricas positivas ou negativas. Em termos químicos, se um átomo neutro perde um ou mais electrões, este está carregado positivamente e é chamado de catião; se um átomo ganha electrões, este está carregado negativamente e é denominado deanião. Estas espécies são criadas através de meios físicos ou químicos, através da ionização quer por adição ou remoção de electrões de átomos ou moléculas neutras ou outros iões, quer por combinação de iões com outras partículas, ou ainda através da ruptura de uma ligação covalente entre dois átomos, de tal maneira que ambos os electrões da ligação são deixados em associação com um dos átomos ligados anteriormente. No caso de ionização física de um meio, tal como um gás, que são conhecidos como “ion pair”, estes são criados por impacto iónico, e cada par é constituído por um electrão livre e um ião positivo. Exemplos destes processos incluem a reacção de um átomo de sódio com um átomo de cloro de modo a formar um catião de sódio e um anião cloreto, outro exemplo é a adição de um catião hidrogénio a uma molécula de amoníaco para formar um catião amónio e ainda a dissociação de uma molécula de água para formar um catião hidrogénio e um anião hidróxido. Um ião constituído de um simples átomo é um ião atómico ou monoatómico, se consistir de 2 ou mais átomos, denomina-se de ião molecular ou poliatómico. Por causa das suas cargas eléctricas, os catiões e os aniões atraem-se uns aos outros rapidamente e facilmente formam compostos iónicos tais como os sais. A ligação iônica é um tipo de ligação química que surge da atração mútua de iões de carga oposta. Os iões com a mesma carga repelem-se mutuamente, e os iões de carga oposta atraem-se. Muitas substâncias cristalinas são compostos de iões mantidos em padrões geométricos regulares pela atração das partículas com cargas opostas entre si. Os iões migram sob a influência de um campo eléctrico e são os condutores de corrente eléctrica em células electrolíticas. O tipo mais comum de ligação iónica é visto em compostos de metais e não-metais (com excepção dos gases nobres, que raramente formam compostos químicos). Os metais são caracterizados por terem um pequeno número de electrões em excesso de uma configuração electrónica estável. Como tal, eles têm a tendência para perder estes electrões adicionais a fim de atingir uma configuração estável. Esta propriedade é conhecida como electropositividade. Os não-metais, por outro lado, são caracterizados por terem uma configuração electrónica de poucos electrões de uma configuração estável. Como tal, eles têm a tendência para ganhar mais electrões, a fim de obter uma configuração estável. Esta tendência é conhecida como eletronegatividade. Quando um metal altamente electropositivo se combina com um não-metal altamente electronegativo, os electrões adicionais a partir dos átomos de metal são transferidos para os átomos do não-metal deficiente em electrões. Esta reacção produz catiões metalálicos e aniões não-metálicos, que são atraídos um pelo outro para formar um sal.

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