Anã Branca

Conceito de Anã Branca – O termo Anã Branca designa um resto estelar degenerado, suportado pela pressão de degeneração dos electrões, sendo este o (…)

Conceito de Anã Branca

O termo Anã Branca designa um resto estelar degenerado, suportado pela pressão de degeneração dos electrões, sendo este o destino da grande maioria das estrelas, incluindo o nosso Sol, no final das suas vidas. Geralmente são do tamanho aproximado da Terra e possuem massa inferior a 1,4 massas solares (se tiverem massa superior, colapsam).

Segundo os astrofísicos, todas as estrelas com massas entre 0,08 e 8 massas solares estão destinadas a terminar as suas vidas como anãs brancas. No interior de uma anã branca, os electrões encontram-se dissociados dos núcleos dos átomos pela força da gravidade e movem-se livremente, movimento este que gera uma pressão que resiste à força esmagadora da gravidade. Estas estrelas resultam do esgotamento das reservas de combustível nuclear em estrelas de média dimensão, as quais, sem a pressão gerada pelas reacções nucleares no seu interior, cedem à força da gravidade e solidificam, transformando-se em pequenas anãs formadas por carbono ou oxigénio.

Apesar desta grande amplitude de massas que poderão dar origem a uma anã branca, a massa das anãs brancas propriamente ditas apresenta um amplitude bem mais reduzida. Tal deve-se ao facto de que, quanto maior for a estrela, maior a quantidade de matéria que perde ao longo da sua vida e em especial durante a fase de gigante vermelha. Enquanto uma estrela com 8 massas solares acaba a sua vida como uma anã branca de 1,4 massas solares, uma anã vermelha acaba a sua vida como uma anã branca com aproximadamente a mesma massa.

Uma característica interessante das anãs brancas é o facto de que, quanto maior a sua massa, menor a sua dimensão, isto é, à medida que se adiciona massa a uma anã branca, esta vai reduzindo o seu tamanho. Existe contudo um limite para este fenómeno de redução de tamanho à medida que se acrescenta mais massa pois, a partir de certa altura, a velocidade requerida aos electrões para que estes suportem a força da gravidade atinge a velocidade da luz, a qual não pode ser ultrapassada. A esse limite de massa é atribuída a designação de Massa de Chandrasekhar.

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